Blogs


Alexandre Garcia

Alexandre Eggers Garcia é um jornalista, apresentador e colunista de política brasileiro 


Publicado em 15/08/2019 às 05:35

A Amazônia é nossa. Bôas com o grito de selva!

"Como passou o tempo de governos mais preocupados em garantir dinheiro para permanecer no poder, estamos descobrindo agora de quem é a Amazônia Brasileira. A riqueza do solo e do sub-solo é nossa e de mais ninguém. E a conquistamos a despeito do Tratado de Tordesilhas, não é, Pedro Teixeira? E depois de Tordesilhas, não é Plácido de Castro, não é José Maria da Silva Paranhos Jr? E agora vem um argentino nos dizer que líderes do mundo precisam “salvar” a Amazônia Brasileira?

O General Villas Bôas, consagrado esta semana no Senado como nosso herói contemporâneo, tuitou a coincidência de a cobiça recrudescer depois de anunciado o acordo entre Mercosul e União Européia. Teria sido também coincidência o anúncio de suposto desmatamento por parte do então diretor do INPE?

Na homenagem a Villas Bôas no Senado, ocupou a tribuna o líder do MDB, Senador Márcio Bittar, do Acre que, repetindo Plácido de Castro, lembrou que essa terra é nossa. Não temos que receber lições de ninguém. E nem é preciso discutir o mérito, porque nossa Soberania está acima de qualquer julgamento. Que toda essa cobiça insistente sirva para que pensemos sobre o bordão “sabendo usar não vai faltar”. A Amazônia, porque é nossa, é nossa responsabilidade.  Significativamente, o Vice-Presidente da República, General Mourão, encerrou seu discurso de saudação a Villas

Bôas com o grito de SELVA!"

Gazeta do Povo 


Publicado em 13/08/2019 às 05:07

'Chegou a hora de defender a Amazônia e o Brasil dos pelegos em sindicatos'

"Nesta segunda-feira (12), o Senado Federal prestou homenagem ao general Villas Boas. A homenagem foi simbólica porque ela parte da sugestão de um senador pelo Amazonas. Além disso, o presidente do Senado que convocou a reunião é do Amapá. Já o líder do PSDB que saudou o general é do Maranhão, e o líder do MDB que também saudou o general é do Acre. São estados do Norte, onde o general já foi comandante militar da Amazônia.

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), que saudou o general, acabou convertendo a reunião em uma reação em defesa da Amazônia porque a Igreja Católica vai fazer o sínodo sobre a Amazônia, em outubro, em Roma. O papa disse que os líderes do mundo tem que salvar a Amazônia. E daqui a pouco vão dizer que os líderes brasileiros vão ter que salvar o Vaticano?

Dois cardeais alemães já chamaram essa reunião de “herética”. Referindo-se às propostas de ordenar sacerdotes as mulheres e permitir o casamento de sacerdotes, eles dizem que as propostas dessa reunião são uma “estupidez”, uma “apostasia” e uma “heresia”. Esses dois cardeais estão contra isso. E é bom lembrar: faz 502 anos que Martinho Lutero pôs uma espécie de edito na porta da catedral e rachou a igreja católica. Assim criou-se a igreja protestante - evangélica - de confissão luterana.

Mas agora não está tão fácil querer atacar a Amazônia. Parece que os brasileiros despertaram. Descobriram, por exemplo, que esse dinheiro norueguês e alemão - que eles dizem que não vão mandar mais - vai para as ONGs.

As ONGs estão mandando na Amazônia como se fossem autarquias ou pequenas Repúblicas. Chegou ao ponto de, em uma ocasião, um general não poder entrar em determinada área porque o bispo e a ONG mandavam naquela área.

Enfim, essa sessão no Senado homenageando o general Villas Boas serviu também para dar um alerta sobre proteção da Amazônia. Já na véspera, Vilas Boas tinha se manifestado a respeito disso no Twitter.

Busca e apreensão
A Polícia Federal fez buscas em imóveis do ex-governador de Minas - e ex-ministro do PT - Fernando Pimentel. A operação ainda está em busca de provas de lavagem de dinheiro.

Liberdade econômica e reforma sindical
Enquanto isso, nesta terça-feira (13), deve chegar ao plenário da Câmara a MP da Liberdade Econômica, que diz que ninguém que vai precisar de licença do estado para começar uma atividade.

Os pequenos podem começar sem controle obrigatório de preços. Com liberdade, enfim, para crescer, criar emprego e movimentar a economia brasileira. E depois disso vem a reforma tributária. Mas já se fala em reforma sindical.

A estrutura sindical brasileira é do tempo da ditadura Vargas, copiada do fascismo italiano, do início dos anos 40. Agora está na hora de atualizar esses sindicatos, para pedir que sejam mais democráticos, e não tenham sempre os mesmos pelegos.

Enquanto isso...
A luta entre corrupção e Lava Jato está grande. Eu não vou dizer que no Supremo as pessoas que estão contra a operação e contra os procuradores estejam a favor da corrupção. É claro que eu não diria isso.

Mas eu acho que alguns ministros estão precisando aproveitar as vidraças do Supremo. O STF é muito envidraçado, é fácil olhar para fora para ver o que está acontecendo no Brasil. Alguns precisam fazer isso.

Por fim...
Bolsonaro falou de novo que irá remover todos os pardais móveis. O presidente tem conseguido o seguinte nas questões de trânsito: ele fala mal das autoescolas, elas começam a pensar o porquê ele falou mal.

As autoescolas tem que começar a preparar o motorista, sim, para o trânsito do dia a dia. Preparar os motoristas para as estradas e para as surpresas, para desviar de tragédias e saber como sair de derrapagens e capotagens. Isso elas não ensinam.

Bolsonaro já falou de simuladores, e descobriu-se que eles não servem para nada. Assim como aquela placa do Mercosul, o estojo de primeiro socorros e o extintor. E os pardais também. Bolsonaro pediu para que o governador de Brasília retirasse os pardais. O governador certamente vai pensar nos pardais que servem como armadilha e vai deixar os mais necessários.

Essas críticas estão resultando em revisão de alguns conceitos que estão exagerados ou errados." 


Publicado em 05/08/2019 às 20:35

Chegou a diversidade

O atento repórter da Gazeta do Sul perguntou-me sobre a importância do jornalismo “em um momento em que o país está profundamente dividido em termos políticos e ideológicos”. Percebi, nessa preocupação, que a pregação totalitária das últimas décadas conseguiu sequestrar corações e mentes. Enquanto nos dividiam, impuseram-nos o totalitarismo do pensamento único. Por isso, estranhamos, hoje, que haja correntes diferentes de pensamento, de posições ideológicas. Enquanto nos enfraqueciam, nos convenceram de que toda diversidade é politicamente correta, menos a de pensamento.

Passaram por cima do princípio constitucional básico de que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Está no artigo 5º da Constituição, abrindo o Capítulo dos Direitos e Garantias Individuais. Quer dizer, é o primeiro dos direitos e garantias individuais. Mas essa igualdade já foi derrubada no Supremo. Embora a Constituição diga que somos iguais sem distinção de natureza alguma, destruíram esse princípio, mostrando que cor da pele, preferências sexuais, adesões sociais e políticas, tornam alguns diferentes de outros. Foi a forma de fracionar a nacionalidade, definir condições diferentes para manipular direitos naturais, invadir direitos pessoais, inclusive e principalmente a liberdade de pensamento.

Nessas últimas décadas, conseguiram transportar a utopia de George Orwell no livro 1984 para o Brasil, com seus lemas muito bem camuflados de “guerra é paz”, “liberdade é escravidão”, “ignorância é força”. Impuseram-nos a paz da submissão e do silêncio, enquanto só valiam as orientações da monocracia; as frases de efeito, os chavões, a repetição das mentiras ganhavam força, desde que não pensássemos. Para nos enfraquecer, dividiram-nos espertamente por classes sociais, por preferências sexuais, por cor da pele, entre patrões e empregados, criando o “nós e eles”. E muitos acreditam, porque houve dinheiro farto de nossos impostos para custear a tomada de nossos cérebros via artes, cultura, ensino, meios de informação.

No poder, já estavam; para ficar eternamente, precisavam conquistar nossas mentes, nos escravizar. Usaram a sutileza do politicamente correto para nos intimidar, para que desaprendêssemos a pensar. Quase conseguiram não fosse a força dos que combateram a corrupção, o engodo, a mentira, a deturpação da História. Foi por pouco. Uma pequena lavagem de dólares da corrupção num lava-jato em Brasília foi a chave de uma Caixa de Pandora, onde estavam guardados quase todos os males. E a maior condenação veio pelo voto popular, nas eleições que se seguiram, municipais e depois gerais. Não precisou de marqueteiro nem dinheiro; milhões de jurados deram o veredito contra o status quo. Sobrou o direito de espernear, garantido aos que se aproveitavam das tetas recheadas do tesouro e das estatais, do direito cedido pelos intimidados, da ingenuidade dos que acreditavam. Faz sete meses que esperneiam, sem perceber que o totalitarismo ideológico foi substituído pela bendita diversidade de ideias, que nos ajuda a criticar para corrigir.