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Publicado em 22/11/2017 às 08:43

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA AGRICULTURA: SONHO DISTANTE OU REALIDADE?

O avanço da tecnologia na agricultura é notável e tem viabilizado uma série de práticas que, há até pouco tempo, seriam inviáveis devido ao custo elevadíssimo. Um exemplo é o processamento de dados relacionados a uma lavoura. Se antes isso levaria dias e custaria uma fortuna, hoje é feito num piscar de olhos e a um valor acessível a um número cada vez maior de produtores. Isso tem tornado o manejo de culturas muito mais preciso e produtivo.

O barateamento da tecnologia é o ponto central da revolução AgTech. O sensoriamento remoto já é uma realidade na agricultura e, por meio de sistemas de GPS, coleta de imagens por satélites e outras tecnologias, o gerenciamento agrícola tem sido transformado radicalmente.

Máquinas inteligentes

Isso tudo, no entanto, pode soar trivial perto da próxima fronteira tecnológica: a inteligência artificial aplicada à agricultura. Como as super máquinas inteligentes, capazes de aprender e de tomar decisões sozinhas, vão transformar as fazendas?

Se considerarmos todas as possibilidades existentes para o sensoriamento remoto, hoje é possível obter informação sobre condição de umidade e fertilidade dos solos e mapeamento por imagens aéreas em diferentes espectros de onda. Além disso, é possível também conhecer fatores climáticos como temperatura, precipitação, direção e velocidade de ventos praticamente em tempo real, o que torna a análise de dados muito rica.

Desafios

Mas a utilização dessas informações em um contexto de machine learning, com as máquinas aprendendo por si mesmas e decidindo o que fazer, ainda enfrenta dificuldades quando o assunto é agronegócio. O maior complicador é o fato de a agricultura estar exposta a uma quantidade gigantesca de variáveis.

Como mostra um artigo no AgFunder, mudanças climáticas – aliadas a fatores como os diferentes tipos de solo e o surgimento de pragas, por exemplo – interferem de forma considerável no andamento de uma lavoura e envolvem uma quantidade grande de situações. O que pode ocorrer com um programa de sementes e fertilizantes na região do Meio-Oeste dos Estados Unidos provavelmente será diferente se aplicado na Austrália ou na África do Sul.

Como na maioria dos casos não há dois ambientes exatamente iguais, o teste, a validação e a implantação desse tipo de tecnologia na agricultura é muito mais trabalhoso que em outras indústrias, como varejo, medicina ou financeira.

Por isso a agricultura é um dos campos mais difíceis para quantificação estatística. A Inteligência Artificial existente hoje ainda não consegue lidar muito bem com essa complexidade de cenários e possibilidades.

Isso nos leva a crer que, por mais impressionantes que sejam os avanços na área de Inteligência Artificial e machine learning, o uso eficiente e disseminado dos supercérebros na agricultura ainda é um desafio enorme e pode levar algum tempo até se tornar realidade, de fato, nas lavouras.


Start Agro 


Publicado em 14/11/2017 às 21:31

Por que o ser humano sempre se cansa das coisas?

O ser humano tem uma grande necessidade de mudança. Nós nos cansamos da mesmice e gostamos da sensação de desvendar novas possibilidades em tudo. Além disso, o estilo de vida da sociedade moderna também é um incentivador para este comportamento baseado no “descartável”, onde tudo deve ser substituído o tempo todo para garantir status e reconhecimento.

De acordo com os psicólogos, as pessoas acabam se viciando em descartar e acabam considerando normal mudar de gostos, de relacionamentos e de atividades de maneira constante. Entretanto, esse tipo de comportamento também pode indicar alguns tipos de psicopatias e transtornos de personalidade. Por isso, o mais indicado é buscar a psicoterapia para descobrir de onde vem esse sentimento de se enjoar constantemente de tudo.

Confira alguns transtornos relacionados com a atitude de enjoar das coisas e das pessoas:


Personalidade Histérica – As pessoas com esse tipo de personalidade tendem a se influenciar facilmente com as circunstâncias e com a opinião dos outros, estão sempre buscando se autoafirmar, são egocêntricas, impacientes e imediatistas. Estas pessoas gostam de se sentir constantemente recompensadas e, por isso, se enjoam rapidamente de coisas e pessoas. O tratamento recomendado é a psicoterapia cognitivo-comportamental.

Transtorno de Borderline – Este transtorno afasta as pessoas do convívio social e causa ansiedade, impulsividade, fácil desapontamento, irritabilidade, baixa autoestima e instabilidade nos sentimentos, podendo amar e odiar uma pessoa, coisa ou atividade em um curto intervalo de tempo. Estas pessoas costumam idealizar muito os relacionamentos e acabam vivendo de forma conturbada e instável. Têm um perfil manipulador e ameaçador, e buscam sempre mudar de amigos, de cidade, de trabalho e de grupos sociais.


Quando buscar ajuda?


Se você é uma pessoa que se enjoa rapidamente de tudo, procure a ajuda de um terapeuta para investigar essa condição. A psicoterapia traz autoconhecimento e ajuda a enfrentar medos, problemas comportamentais e transtornos, evitando quadros de depressão e de outras doenças. Todo padrão de comportamento considerado incômodo e prejudicial para a vida social e profissional deve ser tratado!

Fonte: http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/por-que-as-pessoas-enjoam-das-coisas-depois-de-um-tempo.html 


Publicado em 14/11/2017 às 08:48

O shortinho da Mulher-Maravilha contra o neomoralismo feminista

Uma única personagem das histórias em quadrinhos fez mais pela emancipação das mulheres do que todas as ações do movimento feminista ao longo do século XX — pelo menos é essa a mensagem do livro A História Secreta da Mulher-Maravilha, da pesquisadora americana Jill Lepore, recentemente lançado no Brasil.

Com o sucesso do Super-homem, que surgiu em 1938, os editores passaram a receber enxurradas de críticas vindas de pais e professores que acreditavam no potencial deseducador dos quadrinhos. Uma das poucas vozes discordantes era a do psicólogo William Moulton Marston, formado em Harvard e notório, entre outras coisas, por ter inventado o detector de mentiras.

Marston era um feminista avant la lettre. Além de acreditar que o mundo seria melhor sob o “domínio amoroso” das mulheres, apostava na nascente cultura de massas como ferramenta transformadora da realidade. Chamado para dar uma consultoria à DC Comics, convenceu os editores de que uma super-heroína teria sucesso garantido num mercado saturado de personagens masculinos.

Recebeu não apenas a carta branca, mas também o convite para escrever os primeiros roteiros. Hoje a Mulher-Maravilha arrasa quarteirões nos filmes estrelados por Gal Gadot, mas tudo começou com o esboço chinfrim de uma moça usando sandálias gregas, minissaia, bustiê, braceletes e uma tiara de rainha em torno dos cabelos anelados.

— Precisamos melhorar o design — disse o criador ao desenhista. — Quero shortinho e botas vermelhas de cano alto!

Não deixa de ser curioso que Marston tenha enfrentado a oposição das próprias mulheres — roteiristas, editoras, psicólogas — quanto aos trajes da Mulher-Maravilha, que estaria provocante demais para uma personagem feminina cujas histórias não eram romancinhos água com açúcar. Além disso, o fato de que a heroína frequentemente aparecia amarrada e amordaçada em suas aventuras fez muita gente especular sobre os desejos fetichistas do autor, apenas um homem perverso se aproveitando do corpo feminino e bibibi e bobobó.

A verdade é que o Professor Marston, como era conhecido, estava usando os quadrinhos para implementar um inusitado projeto de igualdade sexual:

— A Mulher-Maravilha tem braceletes soldados aos pulsos — explicou certa vez. — Ela pode usá-los para repelir as balas. Porém, se deixar algum homem soldar correntes a estes braceletes, ela perde o seu poder. É isso o que acontece às mulheres que se submetem à dominação masculina.

Esta era a criptonita da Mulher-Maravilha, que mesmo assim mantinha um namorinho com o piloto da força aérea Steve Trevor. A mensagem não era “repelir os homens”, apenas tomar cuidado com as suas tentativas de assumir o controle. Presa ou acorrentada pelos bandidos, a heroína sempre dava um jeito de se libertar, ato simbólico que estendia a todas as personagens femininas que se encontrassem em dificuldade.

Marston acreditava que essas historinhas ajudariam as novas gerações a se prepararem para um mundo novo e melhor.

— A Mulher-Maravilha — dizia — foi concebida para estabelecer, entre as crianças e os jovens, um modelo de feminilidade forte, livre e corajosa; para combater a ideia de que as mulheres são inferiores aos homens, e para inspirar meninas à autoconfiança e às realizações no atletismo, nas ocupações e profissões monopolizadas pelos homens.

William Moulton Marston morreu precocemente em 1947. Depois de um tempo, descobriu-se que ele mantinha um casamento nada convencional com duas mulheres ao mesmo tempo, Elizabeth Holloway e Olive Byrne, ambas inspiradoras e colaboradoras das primeiras histórias da Mulher-Maravilha (este, aliás, é o tema do filme Professor Marston and the Wonder Women, ainda sem data de estreia no Brasil).

Holloway e Byrne conheciam a filosofia e os propósitos do marido, mas nenhuma delas teve autorização da DC Comics para prosseguir colaborando com os roteiros da Mulher-Maravilha. Como resultado, a personagem se tornou bobinha e inofensiva, passou a rezar pela cartilha da época, ficou louca para se casar com Steve (que agora se fazia de difícil) e chegou a atuar como babá, modelo e conselheira sentimental em muitas das novas histórias.

Feministas como Gloria Steinem tentaram resgatar a personagem na década de 1970 ao colocá-la na capa da Ms, uma revista feminina que pretendia combater as outras revistas femininas (?!), mas a verdade é que o movimento feminista se tornou complexo demais e acabou rachando nos Estados Unidos, dividido entre liberais e radicais que se ocupavam de ataques mútuos enquanto as mulheres continuavam ganhando menos do que os homens.

Indiferente a isso, a Mulher-Maravilha virou seriado de TV com a Miss América Lynda Carter. O máximo que conseguiu das feministas — de novo! — foram críticas raivosas quanto à objetificação do corpo da mulher. A revolução sexual estava em curso, mas o vestuário continuava incomodando, princípio de um neomoralismo bobo que de lá pra cá vem enchendo o saco de todo mundo, homens e mulheres.

Deve ser por isso que os produtores — e a diretora! — do longa-metragem da Mulher-Maravilha vestiram a Gal Gadot com uma peça de roupa que mescla as características de uma saia militar e um shortinho de cachorra.



Veja 


Publicado em 18/08/2017 às 18:53

Demissão por whatsapp gera indenização por danos morais

O gaúcho Vitor Koehler estava de férias no Rio de Janeiro em fevereiro do ano passado quando recebeu no whatsapp uma mensagem que o informava da sua demissão. Sua reação, primeiro de espanto, logo se transformou em raiva pela indelicadeza do gesto. Em um trecho da mensagem, lia-se: "Ele [o chefe] pediu teu afastamento porque não fechou com o teu estilo, e que teu foco é somente ganhar dinheiro".

O recado foi repassado por uma amiga de Vitor que trabalhava na mesma academia em Porto Alegre. "Meu ex-chefe não teve nem a coragem de esperar eu retornar e falar diretamente comigo", reclama.

Com o uso cada vez mais intenso das redes sociais também no ambiente de trabalho, histórias de rescisão contratual pelas redes sociais têm se repetido pelo País. A demissão, sem justa causa, por aplicativos tem rendido dor de cabeça para as empresas, que em muitos casos têm sido condenadas ao pagamento de indenização por danos morais.

Foi o caso de Vitor. Ele acionou seu advogado e decidiu entrar com um processo contra a academia por danos à sua imagem, e, após um ano de disputa jurídica, venceu a ação. Ele não quis informar à reportagem o valor da multa que receberá.

Cuidado redobrado. Para Arthur Mendes Lobo, sócio do Wambier Advogados e Professor de Direito do Trabalho da UFPR, as novas formas tecnológicas de comunicação digital exigem um cuidado redobrado dos empresários, departamentos de RH e empregadores de modo geral. Se a presença física for impossível e o comunicado por meio digital for a única forma viável, deve-se evitar a exposição da situação a terceiros, orienta.

"A informalidade na demissão por WhatsApp e outros aplicativos de comunicação rápida pode ser interpretada como um desrespeito à dignidade humana do trabalhador. Para diminuir o risco de condenações por dano moral e, consequentemente, o custo com indenizações, é recomendável uma conversa pessoal, tranquila e reservada no momento da demissão", orienta Arthur.

Em Brasília, a instrumentadora cirúrgica Rosângela Sousa recebeu o aviso de demissão em um grupo de Whatsapp com outros funcionários do hospital. Ela entrou com um processo contra a empresa pela situação considerada "vexatória" pela qual passou diante dos seus colegas. A juíza Maria Socorro de Souza Lobo, da 19ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, condenou o hospital ao pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais à imagem de Rosângela.

Mas os Tribunais Regionais do Trabalho, responsáveis pelo julgamento desse tipo de ação, ainda não têm um entendimento único sobre o tema. Também em Porto Alegre, um juiz indeferiu um outro pedido de dano moral em virtude da demissão pelo WhatsApp. Para ele, esse tipo de demissão é mero dissabor, pois faz parte da normalidade do nosso dia a dia.

A especialista em Direito Digital da Peixoto & Cury, Poliana Banqueri, explica que não existe uma regulamentação específica para um determinado tipo de tratamento no ambiente virtual. Segundo ela, os princípios de relacionamento devem ser os mesmos que regem as relações de trabalho, como proteção à dignidade da pessoa humana, proteção à privacidade e legitimidade, e direito à indenização em caso de assédio moral. Este último item, contudo, tem um valor subjetivo.

"A indenização no caso de demissão via redes sociais acontece pela análise do conteúdo do que foi dito. É preciso avaliar se o empregador foi agressivo no tom das palavras, e medir a abrangência do dano causado à imagem daquela pessoa", afirma Poliana.



MSN 


Publicado em 24/07/2017 às 05:25

Fenícios no Brasil?

Quando se estuda Idade Antiga, a civilização fenícia possui muito destaque, sobretudo quando se trata das guerras que os romanos promoveram contra Cartago (Guerras Púnicas), a principal cidade construída pelos fenícios, situada no Noroeste da África. Além disso, a criação do primeiro alfabeto – as famosas inscrições fenícias – e as intensas rotas de comércio marítimo destacam ainda mais a importância dessa civilização.

Contudo, em alguns momentos da história aparecem recorrentemente algumas teorias mirabolantes relacionadas a essas antigas civilizações. Uma delas refere-se especificamente aos fenícios, ou melhor: a indícios da presença dos fenícios no Brasil. Essa teoria é fruto de uma conjunção de fatores que leva em conta: lendas europeias antigas, anteriores à descoberta do Brasil, e os achados arqueológicos em terras brasileiras, que só seriam satisfatoriamente explicados a partir do avanço dos estudos arqueológicos no século XX.

O imaginário europeu anterior às grandes navegações dos séculos XV e XVI, e do consequente descobrimento do continente americano, concebia uma série de lendas a respeito de civilizações perdidas e de grandes aventuras além mar, isto é, incursões marítimas através do Oceano Atlântico, até então pouco explorado. A história da ilha perdida de Atlântida é a mais famosa dessas lendas.

Os fenícios eram exímios comerciantes marítimos e haviam conseguido estabelecer rotas por praticamente todo o mar mediterrâneo. Por esse motivo, os europeus imaginaram a mítica fundação de uma colônia fenícia numa ilha do Atlântico – não havia a perspectiva de que pudesse existir um continente além mar. Essa ilha faria parte de regiões desconhecidas desde a época do dilúvio, relatado pelo Gênesis.

Após o descobrimento do Brasil e o processo de colonização, os primeiros estudiosos europeus que fizeram expedições pelo sertão nordestino se depararam com achados arqueológicos bastante impressionantes, sobretudo inscrições e pinturas rupestres. As mais famosas destas inscrições rupestres são as itacoatiaras (“pinturas em pedra”, em tupi-guarani) de Ingá, no estado da Paraíba.

Segundo informações da arqueóloga Gabriela Martin, em sua obra Pré-História do Nordeste do Brasil, as inscrições rupestres de Ingá se “converteram”, na segunda metade do século XIX, em inscrições fenícias. Isso se deu, em parte, porque a grande autoridade em arqueologia no Brasil naquela época, Ladislau Netto, acreditou que isso pudesse ser verdade. Netto teve contato com uma suposta transcrição de inscrições fenícias que teriam sido encontradas por alguém chamado Joaquim Alves da Costa, no município de Pouso Alto, no vale do Paraíba, e enviadas ao Marquês de Sapucaí, diretor do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) na época.

Sabe-se hoje que o município de Pouso Alto e Joaquim Alves da Costa jamais existiram e que as supostas inscrições fenícias eram, na verdade, as itacoatiaras de Ingá, referidas acima. Provavelmente alguém que conhecia o Marquês de Sapucaí e Ladislau Netto lhes enviou a transcrição de um texto fenício qualquer, sugerindo, de má-fé, que tivesse sido encontrado em rochas da Paraíba. Ladislau Netto havia estudado na Europa e foi aluno do grande arqueólogo Ernest Renan, especialista em arqueologia fenícia, o que dava ainda mais credibilidade à história da presença dos fenícios no Brasil. Entretanto, em 1875, num artigo intitulado “Inscrição Phenicia”, L. Netto admitiu que tinha sido vítima de uma fraude e reconhecia que não havia provas concretas sobre a presença de fenícios no Brasil.

Ainda segundo Gabriela Martin, outra personalidade que contribuiu para a lenda da presença dos fenícios no Brasil foi Ludwing Schwennhagen. Schwennhagen era austríaco e tinha um interesse excêntrico pelas pinturas rupestres e pelas estruturas dos achados arqueológicos no Nordeste do Brasil. Esteve no Brasil nas décadas de 1910 e 1920, dando aulas e viajando pelo sertão. Esse pesquisador austríaco unia métodos de arqueologia com as fantasias de lendas antigas, como a lenda das Sete Cidades (uma lenda que surgia na Península Ibérica, na Idade Média, por volta do século VIII, que versava sobre a vigem do último rei dos Visigodos para fundar uma civilização no além-mar, conhecida como Sete Cidades) e a lenda da cidade mítica de Tutoia, no vale do Paraíba. Nesta última, segundo Schwennhagen, os fenícios teriam se unido a troianos e construído várias cidades, dentre as quais, a mais importante: Tutoia.

Essas histórias fantasiosas só foram possíveis, em grande parte, por conta da falta de sofisticação das técnicas de datação arqueológica, que só em meados do século XX seriam desenvolvidas e aqui aplicadas. Mas, como se percebe com as informações acima, as lendas antigas, motivadas pelo mistério gerado pela imensidão do Oceano Atlântico, anterior à descoberta da América, também contribuíram para que o imaginário ficasse por um bom tempo ocupando o lugar das explicações mais rigorosas.
 


Publicado em 19/06/2017 às 09:58

Estes são os 25 uísques mais premiados do mundo

São Paulo – Para os amantes de bebidas destiladas, a San Francisco World Spirits Competition elegeu recentemente os melhores uísques do mundo.

A seleção contempla marcas que receberam dupla medalha de ouro – ou seja – a melhor premiação na disputa.

De diferentes partes do mundo, os uísques mais premiados possuem preços variados que partem de 31 dólares e chegam a quase 1000 dólares a garrafa.

Neste ano, mais de 2.000 bebidas entre vodca, gin, uísque e conhaque foram avaliadas por especialistas que julgam desde o sabor, coloração, preparo até a embalagem e classificam com medalhas de ouro, prata ou bronze.

Confira a seguir os 25 uísques mais premiados, segundo a San Francisco World Spirits Competition:




G1  


Publicado em 05/05/2017 às 11:25

Conheça a história de Lilith: a primeira mulher de Adão

No ano de 325 d.C foi realizado o I Concílio de Nicéia, presidido pelo imperador romano Constantino. O Concílio teve como objetivo reunir bispos de todas as regiões onde em que havia cristãos para discutir e definir temas fundamentais do Cristianismo, tais como a data da Páscoa, e se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai (doutrina de Atanásio). Além de condenar, rejeitar e retirar da Bíblia os chamados evangelhos apócrifos (ou gnósticos), aqueles que, segundo o Concílio foram escritos sem a “inspiração Divina”por irem contra os dogmas estabelecidos pelos bispos.

Vários evangelhos originais daquela época, que deveriam estar na Bíblia, foram retirados. Tais como o evangelho de Maria Madalena, Tomé, Judas, Jesus e Gênesis II. Foi decidido que no Concílio de Nicéia que esses evangelhos deveriam ser destruídos, mas nem todos foram. Em 1945, próximo à cidade de Nag Hammadi (Egito), 52 cópias de textos antigos, chamados de evangelhos gnósticos, foram encontradas em 13 códices de papiro envoltos em couro (livros escritos à mão). A igreja católica rapidamente tratou de considerá-los falsos, mas apropriou-se deles, trancafiando-os nos cofres do Vaticano. Estranho, não é?

Em um desses evangelhos, está a história de Lilith, a primeira mulher de Adão – que veio antes de Eva. A história conta que no início Deus criou Adão e Lilith, ambos do pó. Entretanto, Lilith não aceitava a condição de ser submissa a Adão, até porque eram feitos da mesma matéria. Então conheça agora a história de Lilith: a primeira mulher de Adão.

“Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual” disse Lilith ao Todo Poderoso, o qual retrucou que era assim que Ele havia feito, e assim continuaria. Lilith então se rebelou, e decidiu abandonar o Jardim do Éden.

Adão, agora solitário e muito triste, suplicou a Deus “Soberano do universo! A mulher que você me deu fugiu!”. Deus enviou então três anjos para trazê-la de volta: Sanvi, Sansavi e Samangelaf. O nome de tais anjos ainda integram o folclore europeu, e muitas pessoas penduram placas na porta de casa com os nomes desses anjos para ‘afastar o espírito de Lilith’.

Os anjos Sanvi, Sansavi e Samangelaf voltaram então dizendo que Lilith havia se recusado a voltar. Foi quando Deus fez outra mulher para Adão, dessas vez de sua costela, para não correr o risco de que essa também se rebelasse.



Há trechos na Bíblia que conhecemos que dão pistas sobre a existência de Lilith. Em Genêsis 2:23, está escrito “E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.” Há variações na tradução em que ele diz “esta sim é osso dos meus ossos”, como se houvesse existido outra mulher antes dela que não fosse feita dele.

Lilith está presenta em várias culturas, e sua história é muito conhecida no meio hermético judaico. Ela também é estudada em diversas obras da literatura. Lilith aparece como um demônio noturno na crença tradicional judaica e islâmica, e como um espírito feminino vingativo em outras culturas como a hebraica.



Fonte: Ultra Curioso  


Publicado em 10/01/2017 às 19:08

Novo estudo contradiz principal teoria sobre formação da Lua

A Lua pode ter sido produto de vários impactos entre pequenos corpos com uma Terra ainda em fase embrionária, segundo afirmaram cientistas nesta segunda-feira (9). De acordo com o site “Space”, tais encontros entre os corpos acabaram deixando pequenos detritos orbitando o planeta.

A ideia de múltiplos impactos contradiz a teoria mais acreditada até agora sobre a formação da Lua, que sugere que um corpo gigante atingiu a Terra, soltando um detrito em órbita. Desse modo, a nova hipótese científica sugere que pelo menos 20 objetos – de tamanhos relevantes, porém menores do que Marte, por exemplo – teriam atingindo o planeta, lançando detritos em órbita que, mais tarde, formariam o satélite.

Nesse estudo, os pesquisadores explicam que os detritos teriam formado espécies de discos ao redor da Terra, algo semelhante aos anéis de Saturno. Porém, ao longo dos séculos, esses “resquícios das batidas” acabaram formando ‘luas’ que migraram para cada vez mais longe devido às interações das marés. Por fim, os cientistas explicaram que os detritos chegaram a uma distância (conhecida como o raio Hill), formando o que chamamos hoje de satélite natural da Terra.

A nova teoria acaba trazendo explicações para algumas dúvidas e inconsistências que existiam até agora sobre a formação do satélite natural de nosso planeta. Afinal, a ideia de que apenas um grande corpo atingiu o planeta, defendida na década de 1970, acaba não explicando o fato de que há similaridades entre as composições da Terra e da Lua.

“O cenário de múltiplo impacto é a maneira mais natural de explicar a formação da Lua”, afirmou o pesquisador Raluca Rufu, do Instituto de Ciência Weizmann em Israel, quem lidera o estudo. “Nos primeiros estágios de formação do Sistema Solar, os impactos entre os corpos eram muito abundantes, escavando mais profundamente o planeta em formação, portanto é mais natural que centenas de detritos tenham formado o planeta, muito mais [aceitável] do que apenas um”, disse.

Já na hipótese de um só impacto, o objeto que bateu em nosso planeta haveria de ter uma composição muito parecida com a da Terra para que pudesse criar a Lua tal qual é hoje, com os mesmos materiais do planeta. Se tal objeto fosse composto de diferentes materiais que a Terra, o satélite não seria como é, de acordo com cientistas.

Os autores do novo estudo, publicado nesta segunda-feira no jornal Nature Geoscience, realizaram várias simulações numéricas de processos de formação lunar e determinaram que um cenário de impacto múltiplo explica melhor a composição do satélite natural.

"Além disso, a semelhança da composição entre a Terra e a Lua no impacto gigante não pode ser explicada sem usar um pêndulo especial parecido com a Terra", acrescentou Rufu. "No entanto, se vários dos corpos contribuem para a formação final, suas ‘assinaturas químicas’ poderão, portanto, ser mascaradas em vestígios”, finaliza.


Fonte: Último Segundo - iG


 


Publicado em 08/12/2016 às 10:37

Quais profissões têm mais e menos psicopatas?

Você sabia que algumas profissões apresentam pessoas com mais tendências psicopatas do que outras? Isso não quer dizer, obviamente, que todos os profissionais das áreas com mais psicopatas relatados tenham problemas ou transtornos de personalidade. Esta é apenas uma estatística baseada em observações e estudos.

Além disso, é preciso compreender que psicopata não significa apenas alguém que anda com uma motosserra na mão, pronto para matar. Por definição, a psicopatia é um transtorno de personalidade, que tem sido descrito e caracterizado pela demonstração de emoções superficiais por parte do paciente, ou seja, as pessoas consideradas psicopatas podem simplesmente apresentar falta de empatia, falta de sentimento de culpa, egocentrismo, caráter superficial, tendência à manipulação, irresponsabilidade, impulsividade e comportamentos antissociais.

A psicopatia precisa ser tratada, assim como qualquer transtorno psicológico, e em raras ocasiões a doença está relacionada à criminalidade.A personalidade psicopática foi apresentada em estudos formais pela primeira vez no ano de 1941, pelo médico psiquiatra norte-americano Hervey M. Cleckley, que atuava na Medical College, da Geórgia.

Segundo estudos, a psicopatia é determinada por um conjunto de fatores, traços de personalidade e comportamentos. Normalmente, os psicopatas são pessoas de boa aparência, que causam ótima impressão e que são extremamente dissimuladas, desonestas e insensíveis. 

Confira agora quais são as profissões com mais e com menos psicopatas. Será que você está em um destes grupos?

Top 10 das profissões com mais psicopatas

1. CEO
2. Advogado
3. Profissional de Rádio e TV
4. Vendedores
5.Cirurgião
6. Jornalista
7. Policial
8. Clérigo
9. Chefe de Cozinha
10. Funcionário Público


Top 10 das profissões com menos psicopatas

1. Cuidadores
2. Enfermeiro
3. Terapeuta
4. Artesão
5. Esteticista
6. Trabalhador Voluntário
7. Professor
8. Artista
9. Médico
10. Contador


Conclusão

A maioria das profissões com conexões humanas, em que é preciso lidar com sentimentos, não apresenta ligação com características psicopatas, pois são áreas de trabalho que não oferecem muito poder. No geral, os psicopatas por natureza se sentem atraídos por profissões que trazem poder, fama e prestígio e que são totalmente desassociadas de sentimentos. Qual é a sua opinião? Você concorda com estas afirmações?

Fonte: Site de Curiosidades. 


Publicado em 26/11/2016 às 17:24

Como é calculada a idade do cão?

Certamente já ouviu dizer que para calcular a idade de um cão basta multiplicar cada ano por sete, e esse número corresponde à idade do homem. A verdade é que nem tudo o que é dito e aceite na gíria corresponde à realidade dos factos.

Esta relação a que estamos habituados a ouvir não corresponde à realidade, já que a idade do cão varia com a raça e o porte do animal. Tal como cada ser humano tem o seu próprio tempo de envelhecimento, também os animais seguem a mesma tendência. O tipo de alimentação, as doenças e os cuidados em geral que os animais recebem dos seus donos, ajudam a retardar o envelhecimento, apesar de estes factores não serem determinantes.

Como é então feito o cálculo da idade do cão?
Tal como dissemos, o cálculo da idade de cada cão varia consoante o porte e a raça, ou seja, os cães de grande porte apresentam um envelhecimento mais rápido face aos de pequeno porte.

Outro ponto que deve ser levado em consideração para quantificar a idade real de um cão é o seguinte: o envelhecimento do cão é mais acentuado nos dois primeiros anos de vida, ou seja, para a maioria das raças o primeiro ano de vida corresponde a 15 anos relativamente à idade humana, enquanto que o segundo ano corresponde aos 24 anos da idade humana. Após o terceiro ano de vida do cão, o cálculo sofre uma pequena alteração e a partir daí cada um envelhece de acordo com o seu porte e raça.

Assim sendo, a média (a partir dos 3 anos) é a seguinte: para cães de pequeno porte podemos multiplicar a sua idade por 5 e para cães de porte médio multiplicamos a sua idade por 6 e multiplicamos a sua idade por 7 ou por 8 se forem cães de grande porte.


Esperança média de vida por raça
7-10 anos – Grande Danois, Newfoundland, King Charles Spaniel;
9-11 anos – São Bernardo, Bloodhound, Chow Chow, Boxer, Bulldog Francês;
10-13 anos – Airdale Terrier, Dalmatian, German Sheperd, Scottish Terrier;
12-15 anos – Beagle, Bichon, Frise, Collie, Doberman, Papillon, Pomeranian;
14-16 anos – Boston Terrier, Cairn Terrier, Cocker Spaniel, Chihuahua, Corgie, Golden Retriever, Irish Setter, Jack Russel Terrier, Maltese Terrier, Poodl, Schnauzer, Shih Tzo, West Highland White Terrier, Yorkshire Terrier;
15-18 anos – Dachshund, Poodle, Chihuahua;
("Estes dados são apenas indicativos, uma vez que depende do dono procurar dar uma tranquila e relaxada velhice ao seu cão e contribuir para que a sua vida seja a mais duradoura e feliz quanto possível").

Sinais de velhice dos cães
Tal como os humanos, também os cães não envelhecem do mesmo modo. Existem cães com alguma idade que ainda correm e saltam, não apresentando qualquer sinal de velhice. A verdade é que a esperança média de vida do cão também tem vindo a aumentar, não só devido aos cuidados generalizados dos donos, mas também devido à diversificada oferta na alimentação, o que contribui para que as necessidades do cão sejam supridas em cada fase da vida.

Até 7 Kg – primeiros sinais de velhice entre os 9 e os 11 anos
De 8 a 25 Kg – primeiros sinais de velhice entre os 7 e os 9 anos
De 25 a 40 Kg – primeiros sinais de velhice entre os 6 e os 8 anos
Mais de 40 Kg – primeiros sinais de velhice entre os 4 e os 6 anos


Fonte: Curiosidades do Mundo

 


Publicado em 25/11/2016 às 08:26

Diga não: ceder aos filhos contra os princípios gera insegurança

A geração mimimi, que quer “salvar o mundo”, mas se recusa a arrumar o quarto, que só fala em “direitos”, mas jamais em “deveres”, já foi tema de inúmeras colunas neste blog. É que julgo o assunto da maior importância mesmo. Adolescentes e jovens precisam de limites, eis o que uma boa educação deve lhes oferecer. Mas vivemos na era dos adultescentes, dos pais que querem se sentir jovens e se recusam a dizer “não” com mais frequência aos filhos, para serem seus “coleguinhas”, ou simplesmente por falta de paciência (educar dá trabalho mesmo). O resultado, porém, é catastrófico.

Leitores me perguntam como a direita pode chegar aos mais jovens, aos estudantes, como faz a esquerda. Respondo sempre que a luta é muito desigual. Se a esquerda fala às suas emoções, se vende libertinagem como se fosse liberdade, se estimula o comportamento irresponsável como se fosse o máximo da rebeldia justiceira, se fomenta o uso de drogas e enaltece a “sabedoria” da juventude, cabe a direita ser o pai severo, a mãe firme, aquele que educa, ou seja, que impõe limites e traz para a realidade.

Claro que os “progressistas” vão levar vantagem: eles estão tentando seduzir a juventude, desvirtuá-la, alegar que é ela quem sabe mais, quem pode tudo, quem deve governar. Os socialistas jogam tão baixo que tentam colocar os filhos contra os pais, como se esses fossem uns “caretas” repressores que não entendem nada de nada. Todo regime comunista usou os jovens contra os adultos, sendo o caso da Revolução Cultural de Mao na China o mais grotesco.

É nesse contexto que recomendo a coluna de Rosely Sayão na Folha hoje. Ela destaca justamente a importância da boa educação, ou seja, dos pais que têm a coragem de dizer “não” para preservar seus princípios, não cedendo à pressão (insuportável às vezes, é verdade) dos adolescentes. Também fui um adolescente chato, que insistia bastante quando queria alguma coisa. Felizmente tive bons pais que se deram ao trabalho de negar inúmeros pedidos. Como afirma Sayão, é isso que traz segurança ao jovem – e maturidade também, eu acrescentaria. Diz ela:

Não me canso de repetir: crianças, desde muito pequenas, sabem o que querem ou, pelo menos, pensam que sabem. Tal fato não é uma novidade das crianças nascidas neste novo mundo: sempre foi assim. Só que, na atualidade, o que elas demonstram querer é supervalorizado pelos pais, o que nunca aconteceu anteriormente.

E se há uma coisa que as crianças sabem fazer muito bem é batalhar pelo que querem. Elas criam novas estratégias e usam todas as que aprenderam que funcionam. Esse aprendizado começa lá pelos dois anos, mais ou menos.

[…]

Muitos pais não aguentam sustentar com firmeza sua decisão frente a comportamentos rebeldes dos filhos ou frente à insistência incansável deles. E, por isso, cedem.

Entretanto, a concessão que eles fazem pode não ser boa para a criança ou para o adolescente, principalmente por um motivo que considero importante: os filhos percebem, com muita clareza, que os pais estão agindo de forma contrária ao que pensam, ou seja, percebem a incoerência deles. E isso, caro leitor, provoca insegurança nos mais novos, que vai sendo construída pouco a pouco.

Mais importante para os mais novos do que ficar satisfeito e alegre com o fato de ter conseguido o que queria, é sentir segurança com seus pais. É essa sensação que ajuda crianças e adolescentes a crescerem com mais confiança, mesmo frente a todas as adversidades que a vida lhes impõe.

Sendo pai de uma adolescente, sei bem como pode ser difícil sustentar o “não” algumas vezes. Parte o coração, você questiona até que ponto está sendo justo, se não faz sentido o apelo insistente do filho, se você não está sendo duro demais. Eles sentem a dúvida quando você titubeia, e partem pra cima. Mas é nessa hora que devemos focar no longo prazo, preservar os princípios, mesmo quando a maré está contra você.

O pai que quer ser moderninho demais, que cede em tudo para ver o filho “feliz”, que não consegue remar contra a maré nunca e que deixa quase tudo está sendo um péssimo pai, e isso é covardia com a criança. É o que os “progressistas” já fazem com nossos filhos contra a nossa vontade, nas escolas, na imprensa, nas porcarias dessas novelas da Globo.

O filho não precisa de mais um “amiguinho” desses, falso como uma nota de três reais, no pai; ao contrário: nele precisa encontrar uma fortaleza capaz de negar essa libertinagem toda disfarçada de “novos tempos” e “liberdade”. O jovem sempre quis transgredir, e é natural e até desejável que seja assim. A diferença, que assusta, são os pais que agem como seus cúmplices.

Eis a receita certa para formar um mimadinho mais tarde, um típico esquerdista que bate o pé no chão e demanda seus “direitos” todos, jogando o dever de cuidar deles para ombros alheios.


Por Rodrigo Constantino 


Publicado em 10/10/2016 às 22:16

Civilizações antigas não reconheciam a cor azul

Em sua investigação sobre como a linguagem afeta a maneira como vemos o mundo, o linguista Guy Deutscher dedicou-se a um tema específico: a ausência de referências à cor azul nos textos de diversas civilizações antigas.

O primeiro intelectual a notar essa curiosidade foi o britânico William Ewart Gladstone (1809-1898), que não apenas foi quatro vezes primeiro-ministro como também um apaixonado pela obra do poeta Homero.


Apesar das maravilhosas descrições feitas por ele nos relatos A Ilíada e A Odisseia, que incluíam frases como "a aurora com seus dedos rosados", em nenhum momento o autor pintava algo de celeste, índigo ou anil.

Gladstone repassou todo os dois textos, prestando atenção às cores mencionadas. Descobriu que, enquanto o branco era mencionado cem vezes e o preto, quase 200, as outras cores não tinham tanto destaque. O vermelho era citado menos de 15 vezes e o verde e o amarelo, menos de dez.

Ele leu, então, outros escritos gregos e confirmou que o azul nunca aparecia. Concluiu que a civilização grega não tinha à época um senso de cor desenvolvido e vivia em um mundo preto e branco, com algumas pinceladas de vermelho e de brilhos metálicos.

"Eles entendiam o azul com a mente, mas não com a alma", afirma o pesquisador.

Em parte alguma

A pesquisa de Gladstone inspirou o filósofo e linguista alemão Lazarus Geiger, que se perguntou se o fenômeno se repetia em outras culturas.

Ele descobriu que sim: no Alcorão, em antigas histórias chinesas, em versões antigas da Bíblia em hebraico, nas sagas islandesas e até nas escrituras hindus, as Vedas.

"Esses hinos de mais de dez mil linhas estão cheios de descrições do céu. Quase nenhum tema é tratado com tanta frequência. O sol e o início da madrugada, o dia e a noite, as nuvens e os relâmpagos, o ar e o éter, tudo isso é contado", afirma Geiger.

"Mas uma coisa que ninguém poderia sabia por meio dessas canções é que o céu é azul."

Geiger também notou que houve uma sequência comum para o surgimento da descrição de cores nas línguas antigas. Primeiro, aparecem as palavras para preto e branco ou escuro e claro - do dia e a noite -; logo, vem o vermelho - do sangue -; depois, é a vez do amarelo e do verde e, só ao final, surge o azul.

Mas por que o azul não apareceu antes?

"E por que deveria?", questiona o psicólogo Jules Davidoff, diretor do Centro para Cognição, Computação e Cultura da Universidade de Londres. "Por que precisariam do azul para descrever algo? Quem disse que o mar e o céu são azuis? Por acaso, eles têm a mesma cor?"

Cognição

Davidoff dedica-se à neuropsicologia cognitiva e a investigar a forma como reconhecemos objetos, cores e nomes. Ele fez experimentos com uma tribo da Namíbia, na África, cuja linguagem não tem uma palavra para o azul, mas possui várias para diferentes tipos de verde.

Quando mostrou a integrantes da tribo 11 quadrados verdes e um azul, não puderam achar qual era diferente, mas, se em vez de azul, o quadrado fosse de um tom de verde levemente diferente e dificilmente notado pela maioria das pessoas, era destacado imediatamente.

Na verdade, poucas coisas na natureza são azuis: uma ou outra flor de orquídea, as asas de algumas borboleta, as plumas de certas aves, a safira e a pedra luz.

No entanto, Homero estava na Grécia, um lugar que para muitos é mercado pelo azul do céu e do mar. Como podiam ignorar essa cor?

Em seus estudos, Deutscher recorreu à filha, Alma, que estava aprendendo a falar na época. Como qualquer outro pai, ele brincava com ela e a ensinava o nome de diferentes cores.

Teve, então, uma ideia para verificar o quão natural é o azul na linguagem e entender como as civilizações antigas, especialmente as que viviam no Mar Mediterrâneo, não deram um nome para a cor do céu.

Ele ensinou a Alma todas as cores, inclusive azul, mas fez com que ninguém lhe dissesse de que cor era o céu. "Quando tive certeza de que sabia usar a palavra 'azul' para os objetos, sai com elas em dias de céu azul e perguntei qual era sua cor."

Por muito tempo, Alma não respondeu. "Ela respondia imediatamente a tudo mais, mas, com o céu, olhava e parecia não entender do que eu estava falando", conta Deutscher.

"Certa vez, quando já estava muito segura e confortável com todas as cores, ela me respondeu, dizendo primeiro 'branco'. Foi só depois de muito tempo e após ver cartões-postais em que o céu aparecia azul que usou essa cor para descrevê-lo."

Necessidade

Foi assim que sua filha ensinou a ele que nada é tão óbvio quanto pensamos. "Entendi com meu coração, observando uma pessoa, não lendo livros ou pensando em povos de um passado remoto", afirma o pesquisador.

"E Alma nem sequer estava na mesma situação dos povos antigos: ela conhecia a palavra azul e, no entanto, não a usou para o céu. Compreendi que não é uma necessidade de primeira ordem dar um nome para a cor do céu. Não se trata de um objeto."

O mesmo ocorre com o mar: assim como o céu, não tem sempre a mesma cor e, acima de tudo, não é um objeto, por isso não há motivo para "pintá-lo" com uma palavra.

"Nada mudou em nossa visão. Há séculos, somos capazes de ver diferentes tons, mas não temos as mesmas necessidades", afirma o especialista. "Era perfeitamente normal dizer que o mar era preto, porque, quando está azul escuro, parece preto, e isso é suficiente nesta época. Uma sociedade funciona bem com o preto, o branco e um pouco de vermelho."

Então, por que começamos a dizer que determinadas coisas são azuis?

"Conforme as sociedades avançam tecnologicamente, mais se desenvolve a gama de nomes para cores. Com uma maior capacidade de manipulá-las e com a disponibilidade de novos pigmentos, surge a necessidade de uma terminologia mais refinada", afirma Deutscher.

"A cor azul é a última, porque, além de não ser encontrada tão comumente na natureza, levou muito tempo para fazer este pigmento."

Os egípcios antigos tinham o pigmento azul e uma palavra para nomeá-lo, por exemplo, pois se tratava de uma "sociedade sofisticada".

"O que importa não é tanto a época em que viveram, mas seu nível de progresso tecnológico. É aí que está a correlação com o volume do vocabulário para cores."

Mas não há no hebraico bíblico a palavra "kajol", que significa azul?

"Sim, mas essa palavra significava 'preto'. Tem a mesma raiz da palavra álcool, e o 'kohol' era um cosmético em pó feito com antimônio que as mulheres usavam para pintar os olhos e era preto."

Pouco a pouco, o termo foi mudando até assumir o significado que tem hoje no hebraico moderno. E este não é único caso, segundo o especialista.

"O mesmo aconteceu com a palavra 'kuanos' em grego. Homero a usa, mas significa preto ou escuro. Foi só depois que passou a significar 'azul'."


Fonte: Terra 


Publicado em 16/09/2016 às 08:52

A curiosa história do papel higiênico

Você já usou um banheiro e depois percebeu que faltava o papel higiênico? Certamente, se você já passou por isso, sentiu um certo pânico. Mas saiba que em tempos remotos as pessoas não contavam com este item de higiene tão importante.

O papel higiênico é um produto indispensável para a maior parte das culturas e povos do mundo. Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, o consumo de papel higiênico chegue a 7 bilhões de rolos por ano.

Em contrapartida, na Índia as pessoas não usam o papel higiênico, e este item nem sequer entra na lista de supermercado. Culturalmente, os indianos com melhores condições financeiras utilizam a ducha higiênica, enquanto os mais pobres usam um balde com água para se limpar. Também existem relatos de que na Índia as pessoas usam a mão esquerda para a limpeza depois de usarem o banheiro, mas isso pode ser lenda!

De qualquer forma, o papel higiênico para uso sanitário e higiene pessoal nem sempre existiu. Acredita-se que ele tenha sido criado de forma improvisada na China, no ano 875. Já o papel como conhecemos hoje só começou a existir no século XIX.

Antes disso, a limpeza íntima era feita com folhas de hortelã, água ou sabugos de milho.

O primeiro papel higiênico foi inventado pelo chinês Tsai Lun, um funcionário império, no século V. Este papel era feito de palha de arroz. Anos mais tarde, esse costume de se limpar com papel após as necessidades fisiológicas chegou à Europa.

Antes de o papel higiênico se tornar popular, os povos da Grécia Antiga se limpavam com pedras e argila; os da Roma Antiga usavam uma esponja comunitária que ficava mergulhada em água do mar; já na América do Norte as pessoas preferiam o jornal velho. Ainda bem que os chineses inventaram o papel higiênico, não é mesmo?

Atualmente, temos várias opções de papéis para a limpeza higiênica. Papel de folha simples, folha dupla, perfumado, áspero ou macio. Não importa o tipo do papel! O importante é que hoje este item é fundamental para o nosso cotidiano.

Fonte: http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-curiosa-historia-do-papel-higienico.html 


Publicado em 31/08/2016 às 16:46

Estresse no trabalho te deixa mais criativo

Parece contraintuitivo, mas o estresse pode ser o empurrãozinho necessário para aumentar a sua criatividade. Calma, não estamos falando de um estresse genérico, que faz mal a saúde e te faz querer arrancar os cabelos. Pesquisadores chineses descobriram que existe um tipo especial de estresse que é construtivo e estimula a sua cabeça a produzir novas ideias.

Os cientistas estudaram funcionários de cinco empresas chinesas. Cada participante avaliava de 1 a 5 o quanto de estresse seu dia a dia no trabalho gerava. Só que o questionário dividia essa tensão em dois tipos.

Na primeira etapa, os funcionários avaliavam o número de projetos em que trabalhavam, o tempo que passavam na empresa e os deadlines requisitados para cada tarefa. O segundo grupo de questões pedia que analisassem o estresse gerado pela burocracia, pela politicagem entre os colegas e chefes e por possíveis incertezas financeiras da empresa.

Foi aí que os pesquisadores concluíram que estresse não é tudo igual. Dos participantes, os mais criativos não eram aqueles que declaravam baixos níveis de estresse no geral, mas os que estavam estressados com as situações do primeiro tipo. É o que os cientistas chamam de ?estresse do desafio?: para lidar com prazos e grandes responsabilidades (que, é claro, geram tensão), os funcionários acabam tendo de criar soluções inovadores - e, no final, se sentem realizados, criando um ciclo positivo de ideias.

Por outro lado, as tensões burocráticas, que os pesquisadores chamam de ?estresse do obstáculo?, bloqueavam o fluxo de novas ideias e a criatividade dos funcionários.

O problema, segundo a pesquisa, é que mesmo que o estresse do desafio gere muitas propostas novas, nenhum dos dois tipos de tensão estimula as pessoas a colocá-las em prática.

É aí que entra o papel da empresa. Não adianta só pressionar o funcionário com a desculpa de que está estimulando a criatividade. Para que as soluções criativas que surgem sejam postas em prática, o que funciona, segundo o estudo, é um ambiente organizacional inovador. Essa atmosfera só surge quando existe autonomia, apoio dos superiores, recursos suficientes e uma sensação de segurança - que evita que o trabalhador criativo gaste energia se perguntando se está prestes a ser demitido.

Assim, a pesquisa conclui que a combinação ideal é a do ambiente seguro e inovador ligado ao estresse construtivo. Só que, na hora de estudar a relação entre o estresse e o ambiente, eles fizeram uma nova descoberta: o estresse de obstáculo detona o ambiente inovador. Ou seja, não basta ser o Google e encher a empresa de salas coloridas e videogames - se a burocracia estiver complicada demais, nem toda a sinuca do mundo vai tornar o seu funcionário mais criativo. 


Publicado em 07/08/2016 às 18:19

Como são feitas as roupas à prova de radioatividade?

Bem, para falar a verdade, isso nem existe. Uma fonte radioativa emite três tipos de radiação: os raios alfa, beta e gama. Os raios alfa podem ser barrados por uma simples folha de papel. Evitar os raios beta é mais complicado: seria necessária uma grossa lâmina de chumbo ou alumínio. Mas somente uma câmara de chumbo maciço, com paredes de 30 centímetros de espessura, poderia bloquear os raios gama, os mais perigosos. Convenhamos que seria difícil produzir uma roupa assim...

Os trajes "anti-radiação" que aparecem em filmes só impedem a contaminação por elementos químicos radioativos - átomos de urânio, argônio ou césio, que podem ficar suspensos no ar após o vazamento em um reator ou em uma máquina de raios X, por exemplo. "Ao serem inalados ou absorvidos pela pele, esses átomos ficariam irradiando constantemente dentro do corpo", afirma o engenheiro nuclear Rajendra Saxena, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo. Essas roupas não têm nada de especial: são, em geral, de plástico e basta que sejam impermeáveis, hermeticamente fechadas, difíceis de rasgar e fáceis de lavar. Além disso, é preciso usar um tanque de oxigênio para não respirar o ar contaminado.
 
Fonte: Mundo Estranho