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Desmistificando a História

 


Publicado em 04/12/2019 às 08:16

A verdadeira história do Natal

Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.

Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.

A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol.

Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.

Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.

A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, o culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo.

E, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

Solstício cristão

As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito.

Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado.

“Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.

Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.

Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

Nasce o Papai Noel

Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu.

Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.

Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.

Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data.

Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo. Mas nem todos gostaram da idéia.

Natal fora-da-lei

Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.

Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.

Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.

A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo.

Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.

Tio Patinhas

Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.

Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial.

Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal na televisão, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.

Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam.

Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.


Por Alexandre Versignassi e Thiago Minami/Super Interessante - dez 2018,


Publicado em 21/04/2019 às 07:57

As linhas religiosas do Brasil

Nos últimos anos no Brasil, a multiplicação de igrejas protestantes tem feito diminuir o número de católicos. Em algumas dessas igrejas, são desenvolvidos rituais que têm como fundamento maior proximidade entre Deus e os fiéis. Baseando-se numa simplificação dos princípios cristãos e na diminuição das reflexões teológicas, difíceis para as pessoas mais simples. Algumas chegam a utilizar o exorcismo, pregando milagres e a capacidade, por exemplo, de cura pela oração, pelas bênçãos dos pastores.

São correntes consideradas fundamentalistas, pois reduz a questão da religião, da aproximação do homem com Deus, ao fenômeno fé. É notório o crescimento de igrejas que seguem essa linha de pensamento em nosso país. Há um conflito muito grande entre elas e o Estado, pois são acusadas de explorar, em beneficio próprio, a fé das pessoas, cobrando o dízimo e utilizando-o para fins aparentemente desvinculados das questões religiosas.

Já a Igreja Católica, vem apresentando uma disputa interna entre os conservadores e os progressistas. Estes últimos acreditam na maior atuação social da Igreja junto aos países subdesenvolvidos, dadas as graves questões que enfrentamos como a fome, a alta taxa de mortalidade infantil, a exploração excessiva da mão-de-obra, o problema da terra, entre outros. Há uma terceira corrente que defende caminhos semelhantes aos escolhidos pelas igrejas protestantes. É o denominado movimento carismático, que tem buscado um retorno, ou pelo menos maior presença da fé nos cultos católicos. Os carismáticos têm na cura de males pela imposição das mãos o seu apelo popular. No fim o que interessa é a fé de cada um no poder supremo, isto é, na fé em Deus. 


Publicado em 03/08/2016 às 11:31

Crises do sistema brasileiro. Por que ser monarquistas é a única saída?

Por que ser monarquista no Brasil? Como disse na legenda de uma postagem, o correto seria "como não ser monarquista?". Mas, claro, se vivêssemos em um país, ou melhor, em uma república que tivesse o mínimo de respeito pela história da nação, por suas tradições e conquistas.

Obviamente, esse não é o caso da República Federativa do Brasil, que curiosamente de república só tem o nome, e de federação, um "remendo" com Estados que necessitam da União, uma autonomia mais no papel do que na realidade, mas esse não é o tema do texto, e sim explorar os motivos para ser um monarquista no Brasil, de forma mais sucinta possível.

O Brasil, naturalmente se firmou como uma monarquia. É praticamente consenso entre os historiadores (nunca vi o contrário) que se o Brasil tivesse se tornado uma república, ele na verdade teria se desmembrado em vários países e não nesse colosso da América do Sul, isso sem falar de que obviamente, seriam repúblicas do mesmo nível das demais, dominadas por oligarquias, como inclusive, veio a ocorrer durante a república velha com mais força, mas que até hoje em várias localidades ainda existe, porém, mais fracas.

Na escola aprendemos sobre nossa monarquia de forma tão rápida que chega a ser ridículo, independência, noite das garrafadas, abdicação, regência, "golpe" da maioridade, guerra do Paraguai, proclamação (um eufemismo para golpe, como deveria ser chamado) da república...

O que eles esquecem de ensinar é que Pedro I abdicou por causa dos preconceitos contra portugueses, inclusive contra ele, que mesmo assim, a maioria não queria sua abdicação, esquecem ainda que as revoltas durante o Império do Brasil se deram justamente pela ausência do monarca, que após falecer em Portugal, se voltou para Pedro II, que mesmo criança, queriam que ele assumisse o trono, e consequentemente, o "golpe" nada mais foi do que uma forma de dar ao povo o que eles queriam, e precisavam! Pois depois disso, veio o período mais estável de nossa nação.

A própria Guerra do Paraguai, como disse José Murilo:

Testemunho inequívoco do patriotismo do imperador, a guerra serviu também como poderosos instrumento de construção da identidade brasileira. Antes dela, nenhum episódio havia unido tanto tantos brasileiros contra um inimigo comum. Calcula-se que 135 mil soldados, vindos de todas as províncias, participaram da guerra .(CARVALHO, 2008, p.124-125)

Mas até isso tentam distorcer, com mentiras como o Paraguai ser rico na época e várias outras sandices que carecem de documentação para provar, pura invenção de um descendente do ditador Solano Lopez. Desse período, quase nada é contado, esquecem de dizer que o país cresceu cera de dez vezes em 49 anos, que não existiram movimentos separatistas, que o Brasil era o único país do mundo a participar das exposições universais na América Latina, desde a década de 60, sendo o segundo a Argentina, já em 1889! Esquecem de informar que a Armada Imperial, o nome de nossa marinha, estava entre as mais poderosas do mundo, temida até pela Europa, entre vários outros feitos que mostram que já fomos um país influente e respeitado, que temos um período para realmente nos orgulharmos.

Isso tudo, sob uma monarquia parlamentar, com um parlamento de notáveis, uma elite que nunca mais vimos no país, como Nabuco de Araújo, Barão e Visconde de Rio Branco, Visconde de Ouro Preto, Joaquim Nabuco, Visconde de Taunay e outros...Isso sem falar da escravidão, que se não fosse pela posição da Casa Imperial desde o início, não duvido nada que durasse até a Segunda Guerra mundial, afinal até os EUA que se independeram antes do Brasil só libertaram os negros após uma sangrenta guerra com quase um milhão de mortos, aqui, o fim da escravidão veio com festas por todo o país, pena que isso custou a coroa, e consequentemente, uma enorme perda para o país.

É apenas um resumo dos motivos para ser monarquista, junte isso, e se pergunte, o que a república trouxe para nós, além de miséria, vergonha, e corrupção desenfreada? É com certeza um regime naturalmente mais frágil e que dá margem pra isso tudo, mas, será abordado em textos futuros...

 Fonte:

CARVALHO, José Murilo De. Perfis brasileiros: D. Pedro II, São Paulo, companhia das letras, 2008.


Publicado em 14/06/2016 às 17:52

Encontro monárquico e as perspectivas políticas do Brasil

No dia 4, foi realizado, no Windsor Florida Hotel, no Rio de Janeiro, o XXVI Encontro Monárquico Nacional, tradicional evento que reuniu veteranos e , fervorosos monarquistas de todas as regiões do nosso imenso Brasil.

            A sala de convenções ficou lotada, com a presença de cerca de cento e cinquenta qualificados e atentos participantes, além das mais de mil pessoas que acompanhavam a transmissão ao vivo por meio da Internet, puderam ver palestras de altíssimo nível, com grandes palestrantes, revisando entre temas como política, filosofia e uma abordagem no contexto atual.

            Tais palestras podem ser encontradas na Internet, e valem o desfrute. Os palestrantes, além de membros da Casa Imperial Brasileira, foram o  Prof. Dr. Ibsen Noronha,  Prof. Sidney Silveira, Dr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca e o Deputado Federal Paulo Eduardo Martins, do PSDB, que inclusive, disse que existem deputados no Congresso Nacional que são favoráveis à monarquia e que reconhecem que o golpe da república, empreendido pelo traidor Marechal Deodoro da Fonseca foi a maior desgraça que já ocorreu no país, porém, que pelo povo brasileiro não ter conhecimento real de sua história, temem represálias, não vendo, pelo menos por enquanto, uma possibilidade de se pronunciarem.

            Outra coisa extremamente importante que ele disse, bem como eu concordo, que se todos os brasileiros tivessem acesso às palestras, no outro dia a monarquia estaria restaurada, porque a verdade está do lado da causa monárquica brasileira. O que realmente é um fato, como eu disse em meu outro escrito, porque um país esconderia tanto nossa monarquia? Por que a grande maioria da população nem sabe que a república nasceu no país originada de uma traição, sem apoio popular e que nos primeiros anos milhares de mortes ocorreram para consolidar o regime? Regime que só trouxe mazelas desde os primeiros anos, com um aumento de 300% nos primeiros 5 anos do nascimento da república brasileira.

            Estarei deixando abaixo os links das palestras, extremamente recomendada que assistam e divulguem.

https://www.youtube.com/watch?v=cpU3px6isss
https://www.youtube.com/watch?v=u-yApS_r9sM
https://www.youtube.com/watch?v=qEuTERRZyvM

  


 


Publicado em 31/05/2016 às 12:25

Mariana Godoy, o príncipe e o futuro do Brasil

Em recente entrevista, nessa sexta-feira, dia 27 de maio de 2016, Mariana Godoy entrevistou S.A.I.R Dom Bertrand de Orleans e Bragança, descendente da família imperial brasileira, segundo na linha de sucessão ao trono e chefia da Casa Imperial Brasileira.

Na entrevista, foram abordados os maios variados temas, como casamento entre casais homoafetivos, a atual política do Brasil, quais perspectivas para o futuro do país e, claro, sobre a possível restauração da monarquia parlamentar brasileira. Na entrevista, Dom Bertrand deu uma verdadeira aula de história, tanto do Brasil, como internacional, desconstruindo mitos em volta da monarquia e mostrando todo seu conhecimento, o preparo de um homem que foi educado, para como ele mesmo diz "servir a nação".

Infelizmente, não foi tão bem abordado quanto deveria o tema da monarquia parlamentar, seja por falta de tempo, ou por pautas que seriam melhor colocadas em outra hora, para uma melhor explicação sobre esse regime de Governo. Um país onde boa parte da população teme que o monarca seja um absolutista e desconhece o fato do sistema presidencialista ter sido criado tendo como inspiração um rei inglês quase despótico, ou que o país já chegou a ter uma marinha temida pela Europa e ser o único país da América Latina a ter estabilidade política - durante o Segundo Reinado de D. Pedro II- é extremamente necessário, uma explicação bem ampla do tema.

Outra confusão que muitos fazem é no fato do país ser uma monarquia e isso não poder ser alterado, o que não é verdade. Assim como a forma republicana, a forma monárquica, se o povo assim quiser, pode voltar a ser uma república, ou até mesmo tirar o monarca e colocar o próximo na linha de sucessão. Dos 10 países mais democráticos do mundo 7 são monarquias parlamentares. Um dos grandes "trunfos" da monarquia, é o fato do monarca ser totalmente alheio aos conchavos políticos, não dever favores nem precisar de acordos com outros políticos para chegar ao poder, mas sim com o povo, exclusivamente o povo. Isso permite que o Primeiro Ministro governe sem interferência, o que é mais fácil acontecer tendo um Presidente de partido oposto, ou até mesmo se for do mesmo partido, podendo colaborar para a corrupção. Além disso, o monarca tem toda uma preocupação em garantir sua dinastia, o monarca que defende seu povo, está garantindo o futuro dele e de sua família, além do que, hoje sustentamos o Presidente, e os que não são mais Presidentes, a rainha Elizabeth custa metade da Presidente Dilma, atualmente afastada, sem comparar a inigualável discrepância de preparo.

Em meio a um país que entrou na república, que já nasceu de um golpe sem apoio popular, depondo um monarca amado pelo povo, que só nos trouxe golpes, instabilidade e desgraça ao povo brasileiro, a monarquia parlamentar é, no mínimo, algo para se analisar bem.