05/05/2017 19:23

MAIO É MÊS DE MARIA

 

O Mês de Maio é conhecido tradicionalmente como o Mês de Maria, aquela que é serva de Deus, Mãe do Salvador e Esposa do Espírito Santo (Espírito Paráclito que desceu sobre os Apóstolos, em Pentecostes). Maio é, por tradição, o mês da Festa Mariana que é cheia de muito significado. No Calcário, antes de dar seu último suspiro como homem, Jesus vendo Maria e, perto dela, João, o discípulo a quem amava, nos ofereceu sua mãe, como uma divina proteção diária: “Mulher, aí está o teu filho”. Depois disse para João: “Aí está a tua mãe”. (João, 19, 26-27). Essa frase foi dita há cerca de dois mil anos e ainda repercute em nossas vidas. Neste mês de Maria, com carinho, alegria e devoção, pede-se a intercessão da Mãe de Jesus (Nossa Mãe), por todas as Mães que geram, choram, criam, sofrem, trabalham, educam, lutam, tropeçam, perdem, ganham, sonham...

João era pescador, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Menor. Foi um dos evangelistas a escrever sobre a Vida e a Obra do Mestre. Jesus impôs a ele e a seu irmão o título de “Filhos do Trovão”, em face de seu temperamento vivaz e impulsivo, aparentando intolerante e cáustico. João, ao lado de Tiago, Pedro e Paulo, ficaram conhecidos como “Colunas da Igreja”. João morreu em Éfeso, no Império de Trajano, em 27 de Dezembro, entre 98 a 117 depois de Cristo. Muitos criticam João por suas pequenas “inserções pessoais” nos textos, como “aquele a quem Jesus amava”. De seu relato, deduz-se que “ele” era o preferido, o confidente, o escolhido do Mestre, mesmo sabendo que Jesus deu a Pedro a primazia de ser “Príncipe dos Apóstolos” (aquele que sendo “duro” como uma pedra seria o fundador da Igreja Cristã ). João, por sua narrativa, faz-nos entender que ele era a parte sentimental do cristianismo nascente. Afinal, não se pode igualar João a Pedro. Suas ações foram distintas. Cada um exerceu papel significativo na Missão. João escreveu seu Evangelho quando todos os apóstolos já haviam morrido. São João e São Lucas fizeram questão de enaltecer Maria. João eleva Maria, mãe de Jesus e sua Mãe, ao patamar da coragem, da força da fé, da graça e da verdade. Relata João que durante um casamento em Caná da Galiléia, Maria intercedeu junto ao filho para que ele realizasse um milagre. Tendo acabado o vinho, Maria disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus, respondeu: “Mulher, o que temos nós a ver com isso? Ainda não chegou a minha hora”. Maria disse aos servos: “Fazei tudo o que ele nos disser”. Esse foi o começo dos sinais...

Maria é sinal da ternura e da misericórdia de Deus. É a parte materna do Divino Pai Eterno. Na tradição católica, Maria está ligada à pureza, a ternura e a virgindade. Como noiva, Maria é símbolo da castidade, da moça virgem, antes do casamento. É tradicionalmente, a Mãe de Cristo, a Mãe da Igreja e a Mãe de todas as criaturas. O anjo Gabriel entrou no quarto de Maria e disse: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está contigo!” [...] “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra...”. Meses depois, na casa da sua prima Izabel, grávida de João Batista, Maria ouviu a saudação: “Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a Mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lucas, Cap. 1). Ora, o que distingue os cristãos/católicos dos cristãos/protestantes é o culto à Maria em suas orações. Maria se faz exemplo de todas as mulheres, as quais se sacrificam por seus filhos e seus maridos. De Maio a Abril há muito que suplicar à Maria (Nossa Mãe). O Santo Padre, Bento XVI, sabe disso! João Paulo II sofreu atentado no dia 13 de Maio de 1981, na Praça São Pedro, perpetrado pelo turco muçulmano Agca e pela KGB (da Rússia). Maria evitou a morte do Papa!... Pensemos nisso! Por hoje é só.