09/06/2017 06:08

JUNHO, MÊS DA FÉ E DA GRAÇA

 

Estudei por longos anos no Colégio Pio XII, mantido pelos Sacerdotes da Congregação do Sagrado Coração de Jesus. Lá conheci a história do francês e Padre João Leão Dehon (1843 -1925), fundador desta instituição religiosa, que deixou atrás de si uma obra notável e duradoira como “santo” sacerdote, como educador prestigiado, como escritor e conferencista reverenciado, como apóstolo social e, sobretudo, como fiel devoto do Coração de Jesus. Ele que sempre em oração diante da imagem de Cristo afirmava de “não querer outra coisa, senão viver e morrer como Apóstolo do Coração de Jesus”. Dizia ele diante da imagem do Sagrado Coração: “Para Ele vivi, para Ele morro”.

Também no Colégio Pio XI, convivi com os Irmãos Maristas, devotos de Nossa Senhora Auxiliadora. Além do vasto conhecimento do ensino clássico da época, também me envolvi com a Oração do Rosário durante o mês de Junho (mês consagrado ao Coração de Jesus). Por várias vezes vivi intensamente a adoração eucarística dos padres/educadores do Ginásio Pio XII, como itinerário da adoração comunitária. Na capela existente no interior do Colégio havia a adoração, seguida por um profundo silêncio, que terminava com a bênção do Santíssimo Sacramento.

Alunos e professores, por alguns instantes permaneciam sintonizadas e unidos no mesmo motivo de adoração, a partir do sentimento orante e da vivência da graça com o Coração de Jesus. Durante todo o mês de junho, e a cada dia, os Irmãos Maristas e os alunos mais devotos recitavam em versos o conhecimento da vida e da obra de Jesus de Nazaré, no sinal da fé e da graça na vida do cristão, animada pelo Espírito Santo, com o amor incondicional e indefectível do Mestre. Em nossas preces diárias, em regra, reconhecia-se em Cristo a verdadeira liberdade e a ampla confiança que vem do amor profundo do Pai e do Filho, testemunhado pelos apóstolos e discípulos de Jesus. Desde o primeiro dia de junho até o dia 30, louvava-se o Pai porque fomos salvos pelo amor incontestável do Filho. As nossas atenções se voltam principalmente ao Coração dilacerado de Jesus que sofreu tanto as dores da carne quanto as dores do espírito, antes de se dar totalmente ao Pai Eterno, “Pai, a ti eu te entrego o meu espírito”, num gesto de obediência e de unidade.

Junho, como o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, faz-nos remeter à advertência de Maria Santíssima no Casamento do apóstolo André, irmão de Pedro, nas Bodas de Caná: “Fazei tudo que ele vos disser”. E é assim que devemos proceder durante todo o mês de Junho, quando nos faz lembrar e comemorar a existência de três notáveis apóstolos de Cristo: Santo Antônio de Pádua, São João, o Batista, e São Pedro, o príncipe da Igreja Cristã.

Aliás, confessou GALLIFET, “a devoção ao Coração de Jesus é um exercício de religião que tem por objeto o adorável Coração de Jesus Cristo, abrasado de amor pelos homens, e ultrajado pela ingratidão deles”. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus, firma-se no amor imenso e profundo de Cristo aos homens, quando ofereceu o seu Coração Humano e deixou-se imolar por nós diante do sofrimento e da humilhação da Cruz. Pensemos nisso! Por hoje é só.