23/10/2017 08:20

A MULHER NA MAÇONARIA

 

A base da Filosofia Maçônica é a Fraternidade e a Tolerância, por isso a Maçonaria dedica especial atenção à família, que é o grupo humano mais notável na sociedade. O papel do PAI maçom é de suma necessidade na formação moral e intelectual dos filhos. É o Pai que modela o caráter, a dignidade, a honestidade e a coragem do novo ser humano que está em construção no lar familiar. Mas a MÃE não é menos importante que o Pai, porque ela é responsável pela formação humanística dos filhos, pela incorporação da humildade, simplicidade, caridade e ternura que esse ser humano deve adotar para si e exibir essas virtudes para o mundo. Excelentes Homens e maravilhosas Mulheres que experimentaram, de forma direta ou indireta, os ensinamentos da doutrina maçônica, por intermédio dos seus pais, seus avôs, seus tios ou seus irmãos consanguíneos, inclusive na convivência com seus maridos e com seus filhos, membros da Ordem Maçônica, sabem da importância dos Maçons, pela distinção dos seus pensamentos e seus atos; das suas palavras e atitudes.

Entretanto, embora a Mulher não participe diretamente dos trabalhos maçônicos no interior das Lojas Maçônicas como membros ativos, não se pode desconhecer que ela não tenha a devida importância no progresso dessa fraternidade masculina. Na verdade, a Esposa de Maçom presta uma valiosa colaboração no aperfeiçoamento dessa Instituição, porque, enquanto seus Maridos se dedicam aos trabalhos ritualísticos da Loja, as Esposas constituem como guardiãs e vigilantes do lar e dos filhos. Portanto, a Maçonaria Universal tributa à Mulher não somente o respeito que ela merece como mãe, esposa, cunhada e filha, mas também a admiração por ela ser o símbolo da unidade familiar e o ornamento perfeito da humanidade, na qual exerce grande papel civilizador e propulsor no desenvolvimento dos povos, por suas todas as virtudes que formam seus dotes de sensibilidade feminina, principalmente nos trabalhos assistenciais, espalhando a seu redor o carinho e a solidariedade ao próximo.

O maçom francês e católico Alex Mellor justifica o impedimento da Mulher na Maçonaria por razões históricas, psicológicas e morais, porque na Maçonaria Operativa não era possível existirem pedreiras. Com acerto ele declara que, quando da fundação da Moderna Maçonaria, o Clube Londrino, a exemplo dos tradicionais clubes de homens, não aceitavam a iniciação feminina, visto que suas reuniões se realizavam em tavernas, as quais, por mais seletas que fossem não eram locais apropriados para as senhoras. Aliás, a tradição das Corporações da Arte dos Pedreiros excluía as mulheres desta profissão, enquanto que os Clubes Londrinos só admitiam homens (Pedreiros Livres), que se reuniam entre si para tratar de negócios. Nessa época, quando do ressurgimento da Maçonaria Moderna na Inglaterra, os ingleses se reuniam somente em clubes para homens.

Diante desses fatos, a exclusão da Mulher ficou vinculada aos “regulamentos das Corporações de Construtores que proibiam o emprego das mulheres nas obras de construção, com exceção da viúva do mestre e da sua filha órfã”, a que se permitia continuar os “negócios” do marido ou do pai para poder manter a sobrevivência da família, mas não se permitia aceitá-las como aprendizes do ofício de pedreiro, por lhe faltarem conhecimentos profissionais para o trabalho. Entretanto, sabe-se que naquela época existiam mulheres gesseiras, almofarizeiras, porém, muito raramente pedreiras. Não obstante, comenta-se que várias viúvas faziam parte da Companhia de Maçons de Londres. Outro motivo da exclusão da Mulher na Maçonaria no século passado está relacionado à sua menoridade jurídica, pois ela ficou relegada por força lei que lhe privou de ser livre, emancipada, e que mantinha seu estado de menoridade e de submissão ao homem.

Contudo, a partir de 1935 a Maçonaria Masculina Francesa tem defendido que não se justifica mais a exclusão da Mulher nos Quadros da Maçonaria Universal, daí a necessidade de serem instaladas Lojas Maçônicas Femininas pelo mundo ocidental como “Oficinas” Independentes e Autônomas. Aliás, em nossos dias, com a evolução, o desenvolvimento e o progresso da humanidade já ficou estabelecido que entre homens e mulheres existe igualdade de pensamentos e de direitos sociais, políticos e jurídicos. Pensemos nisso! Por hoje é só.