19/05/2018 06:03 - Atualizado em 19/05/2018 08:20

MARTINHO LUTERO E A VIRGEM MARIA

 

O pregador alemão Martinho Lutero (monge agostiniano, nascido em 1483 e falecido em 1546), considerado como o “fundador da Reforma Protestante”, ao elaborar seu protesto contra 95 procedimentos doutrinários da Igreja Católica, mesmo depois que rompeu com o Papa contra diversos dogmas, sobretudo na doutrina de que o Perdão de Deus poderia ser adquirido pela “venda” ou “comércio” de indulgências, há 500 anos passados, Martino Lutero jamais negou a crença na Assunção de Maria Santíssima ao Céu. Em 1521, na explicação sobre “Magníficat”, Lutero enalteceu a Virgem Maria, confessando que “devemos honrar Maria como ela mesma desejou e como ela expressou no “Magnificat”. Ela louvou a Deus por seus atos. Como então podemos elogiá-la? A honra verdadeira de Maria é a honra de Deus, o louvor da graça de Deus... Maria não é para o bem de si mesma, mas por causa de Cristo... Maria não queria que cheguemos a ela, mas através dela a Deus”.

Reafirmou Martinho Lutero que “não pode haver dúvida de que a Virgem Maria está no céu. Como isso aconteceu, não sabemos. E já que o Espírito Santo não nos revelou nada sobre isso, podemos fazer com ele não há nenhum artigo de fé... É o suficiente saber que ela vive em Cristo. A veneração de Maria está inscrita no mais profundo do coração humano”. (Pregação em 1 de setembro de 1522). No Sermão do Natal em 1522, ponderou Martinho Lutero: “Ela é a consolação e a bondade superabundante de Deus, que o homem é capaz de exultar com tal tesouro. Maria é sua verdadeira mãe...”. Também pregou Martinho Lutero que “Maria é a Mãe de Jesus e a Mãe de todos nós, embora fosse só Cristo quem repousou no colo dela... Se ele é nosso, deveríamos estar na situação dele; lá onde ele está, nós também devemos estar e tudo aquilo que ele tem deveria ser nosso. Portanto, a mãe dele também é nossa mãe.” (Martinho Lutero, Sermão de Natal de 1529).

Em suas surpreendentes ponderações sobre sua crença na existência e na pureza da Virgem Maria, Martinho Lutero confirma que essa senhora é a Mãe de Deus. E assim reconhece com essas palavras: “... ela, com justiça, é chamada não apenas de Mãe dos Homens, mas também a Mãe de Deus… é certo que Maria é a Mãe do real e verdadeiro Deus” (cf. Sermão Concórdia, vol. 24. p. 107). Além disso, ele reconhece que nunca conseguiremos honrá-la o suficiente: “Maria é a maior e a mais nobre joia da Cristandade, logo depois Cristo… Ela é nobre, sábia e santamente personificada. Nós jamais conseguiremos honrá-la suficientemente. Contudo, a honra e o louvor devem ser dados a ela de tal modo a ferir nem Cristo, nem as Escrituras”, diz Lutero no Sermão do Natal, em 1531.

Na visão bíblica e cristã de Martinho Lutero, Maria Santíssima foi concebida sem pecado original. Afirmou o Reformador Protestante, em seu Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus no ano de 1527): “É uma opinião doce e piedosa a crença que diz que a alma de Maria não possuía pecado original; esta de que, quando ela recebeu sua alma, ela também foi purificada do pecado original e adornada com os dons de Deus, recebendo de Deus uma alma pura. Assim, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo pecado”. E diz mais, “nenhuma mulher é como ti. Tu és mais que Eva ou Sara, abençoada acima de toda a nobreza, sabedoria e santidade. (Cf. Sermão, na Festa da Visitação, em 1537). Por fim, também revela Martinho Lutero que Maria Santíssima não teve mais filhos depois do nascimento de Jesus: “Cristo foi o único filho de Maria, e a Virgem Maria não teve filhos além Dele... Estou inclinado a concordar com aqueles que declaram que ‘irmãos’ de Jesus significam realmente ‘primos’. A Sagrada Escritura e os judeus sempre chamaram os primos de irmãos” (cf. Sermão, e m 1539). “Ela é cheia de graça, proclamada para ser inteiramente sem pecado, algo tremendamente grande. Por graça de Deus enche-la com tudo de bom e faz dela desprovido de todos os males”. (Personal {“Little”} Prayer Book, em 1522). Ademais, o editor Jaroslav Pelikan (da Editora Luterana) acrescenta: “Lutero... nem sequer considera a possibilidade de que Maria houvera tido outros filhos além de Jesus. Isto é consistente com a sua aceitação ao longo da vida a ideia da virgindade perpétua de Maria. (vide Pelikan, ibid., V. 22:214-5).

E como arremate final não se deverá esquecer que, além de Martinho Lutero, outros reformistas protestantes como João Calvino (1509-1564), John Wesley (17903-1791), fundador do Metodismo, entre outros, também reafirmaram a crença de que Maria, mesmo depois do nascimento de Jesus, permaneceu virgem pura e imaculada e, como sempre, a Mãe de Deus. Eles também exaltam sua qualidade como Bem-Aventurada e “Mãe Espiritual” para todos os cristãos... Pensemos nisso! Por hoje é só.