27/11/2017 12:19

A DIFERENÇA ENTRE ASTRONOMIA E ASTROLOGIA

 

Através da morfologia (que trata da formação de cada palavra), a expressão Astronomia está ligada a lei dos astros, enquanto que Astrologia se limita ao estudo dos astros aplicados à natureza humana. Embora tenham semelhança no som do vocabulário, mas são palavras diferentes e com atividades distintas, logo não são palavras sinônimas.

A definição de ASTRONOMIA diz que ela é uma ciência exata que se preocupa com a origem, a evolução, a composição, a classificação e a dinâmica dos corpos celestes. O profissional da Astronomia é necessariamente alguém possuidor de curso de ensino superior, cuja formação acadêmica e cujo trabalho diário inclui o conhecimento pleno de Física e de Matemática, aliado a um sendo crítico aguçado e de uma boa habilidade observacional do movimento dos astros no universo.

A ASTROLOGIA se orienta pelo estudo de um grupo específico de astros que se posicionam e se deslocam no céu, influenciando o destino e a conduta moral dos seres humanos no plano terrestre. O profissional de Astrologia, necessariamente não precisa ser possuidor de curso de ensino superior, mas que se identifique com as mutações dos astros e construam mapas astrais segundo a natureza humana. Os Astrólogos desenvolvem trabalho que está ligado ao aspecto místico de que o Universo tem uma relação íntima com a vida do ser humano. Com a construção de horóscopos parta orientar seus discípulos e seguidores.

A origem da Astrologia pode ser fixada antes do aparecimento da escrita, mas bem depois da pré-história propriamente dita; portanto, na proto-história, segundo revelação do historiador e esotérico Serge Hutin (1929-1997). Os fundamentos da Astrologia foram estabelecidos pelo astrônomo grego Ptolomeu, em seu livro “O Almagesto”. Os movimentos planetários, sob o aspecto místico da Astrologia e da Astronomia, não são contraditórios, exceto pelo fato de que não perseguem os mesmos objetivos. Os Astrônomos estudam o céu buscando penetrar na origem do universo e compreender sua evolução futura, enquanto que os Astrólogos esperam encontrar a chave do comportamento e do destino do ser humano.

Se a Astronomia é ciência e a Astrologia é arte. Ambas possuem técnicas capazes de responder vários questionamentos atuais. Inclusive desperta o grande interesse pela ASTROSOFIA, que é a síntese sutil da Astronomia e da Astrologia, cujo estudo permite que o indivíduo se harmonize com os astros do nosso sistema solar e se beneficie da influência positiva que leses exercem no ser humano, na busca de uma harmonização cósmica.

A Astrologia e a Astronomia evoluíram juntas durante muitos séculos e sua separação foi relativamente recente. No estado atual das coisas essas duas disciplinas (arte e ciência) só mantiveram em comum as efemérides, quais sejam as de observar a posição dos astros em cada dia do mês ou em cada dia do ano.

Ora, a ciência moderna, fruto da teoria e da observação nascida em meados do século XVI e início do século XVII, com os estudos do físico e matemático alemão Johannes Kepler (1571-1630), que possuía uma relação pessoal e ambígua com a Astrologia, fez uso do conhecimento e do movimento das estrelas que sempre foram consideradas eternas e perfeitas, para traçar um caminho de convergência entre o Homem e o Universo, aparentemente de origem comum, embora de formações diferentes e objetivos distintos.

Aliás, essa ideia de que o ser humano é filho das estrelas nasceu da ideia de que o Grande Arquiteto do Universo, esse Matemático Transcendentes, ordenador da Harmonia Celeste, reserva para o homem a capacidade de criar e de renovar todas as coisas. A propósito da formação do Universo, declarou o físico inglês Isaac Newton (1643-1727): “esse arranjo tão extraordinário do Sol, dos Planetas e dos Cometas só pode ter tido como fonte o Desígnio de um Ser inteligente e poderoso, que tudo rege e que se poderia chamar de “Governador Universal”. Esse pensamento também foi adotado e defendido pelo teólogo italiano Giordano Bruno (1548-1600), quando se extasiou ante a pluralidade dos mundos habitados, reconhecendo a infinidade da criação e do universo. Pensemos nisso! Por hoje é só.