07/01/2018 06:06

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE PAPAI NOEL

 

Em princípio Papai Noel é uma figura mitológica (lenda passada oralmente de geração em geração), que passou a ser uma ferramenta dos capitalistas ocidentais para impor à sociedade de consumo que Papai Noel é um personagem bondoso, velhinho, mas resistente e poderoso, portador de um grande saco contendo presentes para todos os gostos e vontades. Essa ideia nascida no início do século XIX nos Estados Unidos da América.

Todavia, sua origem remonta ao ano de 1700, quando da existência de São Nicolau, um santo protetor das crianças e que tinha o costume de presentear os pequeninos no Natal. Porém, São Nicolau não era só bondoso e acolhedor, ele também era disciplinador, pois, às vezes, brandia um chicote para ameaçar e assustar as crianças malcomportadas, enquanto presenteava àquelas de bom comportamento. 

Os empresários capitalistas do ocidente, ao abandonar a história de São Nicolau (que foi Bispo de Mayra no século IV, na atual Turquia), para criar a figura de Papai Noel – o “bom velhinho” alegre e sempre afável que sempre carrega um enorme saco vermelho nas suas costas, distribuindo presentes e fascinando a todos com seus gestos de humildade e de paternidade.

Até hoje nunca existiu outro personagem na história da humanidade tão popular e tão influente nos meios de comunicação como Papai Noel. Essa é a razão porque a famosa empresa de refrigerante Coca-Cola adotou o personagem e lhe deu maior destaque no mundo dos negócios comerciais, transformando-lhe em “garoto-propaganda” em todos os continentes. Mas não só foi a Coca-Cola a única a empresa multinacional que fez uso dessa tradição. Fabricantes de Armas e Companhia de Seguros também utilizaram da influência comercial da “divindade” de Papai Noel, durante o período do Natal (época do nascimento da divindade do menino Jesus num estábulo em Belém na Judeia).

O personagem Papai Noel é a figura fictícia mais dominante no mundo moderno que mais distribui simpatia e alegria. Um mito criado pela economia industrializada para estimular o consumo de bens e de serviços durante o período natalino, proporcionando o emprego para milhões de pessoas em todo o mundo capitalista. Sua imagem é reconhecida, prestigiada e amada por todas as crianças do planeta. A tradicional distribuição de presentes ou de troca de presentes sempre existiu entre reis, papas e súditos pelo mundo inteiro. Nesse aspecto, quem buscava presente também oferecia presente.

Essa ideia de Papai Noel que nasceu da história de São Nicolau (cujo prenome significa “vitória do povo”) se sustenta na experiência de vida de um homem simples, rico e religioso que, por volta do ano 270, assumiu o papel de milagreiro, por ter salvado a vida de famílias, soldados, oficiais, crianças e pessoas que conviviam com a fome nas cidades. Entre muitos episódios sobre suas façanhas, comenta-se que, certa vez, São Nicolau deixou sacos de ouro nas janelas das casas de três garotas que eram forçadas a se prostituir, para que assim elas pudessem mudar de vida. 

Outro episódio que consta nas tradições sobre São Nicolau diz que ele, na condição de Bispo, participou do Concílio de Niceia, na Turquia, realizado pelo Imperador Romano Constantino, e, no meio da assembleia, durante uma discussão sobre a questão cristológica entre Jesus (filho) e Deus (pai), Nicolau deu um soco no Bispo Ário o que lhe teria valido a “cassação” do seu episcopado, até que os bispos sonhassem com Jesus e Maria defendendo Nicolau e, assim, foi-lhe devolvido a mitra (cobertura) e o báculo (cajado). Porém, os registros do concílio, sequer mencionam a presença de Nicolau neste conclave.

A verdadeira história de Papai Noel, inspirada na vida e na obra de São Nicolau, nos proporciona a ideia de que “muitos dos que conviveram com São Nicolau perceberam que ele possuía um poder misterioso, que dava às pessoas a força de compartilhar e dessa maneira se fazia sentir a sua imensa bondade”. Aliás, durante a sua vida e até depois da sua morte, São Nicolau é invocado para ajudar àqueles que creem em Deus, independentemente de serem cristãos, judeus, muçulmanos, entre outros. Por fim, sustenta-se o fato de que as relíquias de São Nicolau ainda exalam um líquido aromático de “mirra”, que flui do túmulo do Santo. Pensemos nisso! Por hoje é só.