15/02/2019 06:39

E A MORTE VENCEU RICARDO BOECHAT

 

Veruska Seibel Boechat, no velório de Ricardo Eugênio Boechat (66 anos), com quem viveu por 14 anos, disse emocionada: “Eu quero falar que meu marido era o ateu que praticava o mandamento mais importante, que era do amor ao próximo. Nunca vi alguém se preocupar a ajudar tanto todo mundo. Agora ele é nosso anjinho. Que Deus me ajude com as nossas filhas. Minha ficha ainda não caiu". Isso é verdade! Ricardo Boechat era conhecido pelo seu carisma e pelo seu bom humor, gentil, simpático, de mente imaginativa, além da sua enorme competência jornalística. Ao tempo em que declarava ser ateu, também dizia que respeitava todas as religiões.

No entanto, o fato de se declarar Ateu, num sentido amplo, é confessar a falta de crença na existência de um Deus, logo, ser ateu significa “não ter Deus”. Essa ideia surgiu no século 18 e se propagou até os dias de hoje, por força da difusão do pensamento livre, do ceticismo científico e do consequente aumento do sentimento crítico à religião. Mas, dentro da falta de evidências empíricas (científicas) para a comprovação da existência de um Deus (uma divindade positiva), o Ateísmo também inclui no seu complexo ideológico a descrença do Mal (como uma divindade negativa), contrariando a doutrina espírita do saudoso Chico Xavier que declarava: “... desde a infância, estamos cercados por espíritos malfazejos e com eles temos que conviver durante a vida”.

Ricardo Eugênio Boechat, morto aos 66 anos de idade, vítima de um acidente de helicóptero na Avenida Anhanguera, em São Paulo, por volta do meio-dia do dia 11 de fevereiro de 2019, quando voltava de uma palestra na cidade de Campinas, também levou consigo para a eternidade o piloto e proprietário da aeronave, Ronaldo Quattrucci, que ainda tentou fazer um pouso de emergência na rodovia quando colidiu com um caminhão. Aliás, a palavra indígena “Anhanguera” significa “diabo velho”; “gênio manhoso” e “velhaco”, ou aquele que é corajoso, valentão. Mas, embora Ricardo Boechat fosse cauteloso com as palavras, às vezes deixava-se levar pela influência dos outros colegas da imprensa e se tornava mordaz, mal-humorado, instável e rancoroso. Foi isso o que o levou a ser desrespeitoso com os devotos do Cristianismo no programa do apresentador Danilo Gentili no canal do SBT, no dia 28/09/2011, onde ele fez zombaria com o Apocalipse e noticiou de modo cômico e anarquista a segunda vinda de Jesus Cristo na Terra.

O jornalista Ricardo Boechat nasceu em Buenos Aires, na Argentina, no ano de 1952, mas tinha nacionalidade brasileira. Era funcionário da BandNews, da Band FM e da TV Bandeirantes. Ele ganhou muitos prêmios durante sua carreira no Jornalismo. Também foi âncora e locutor de rádio brasileiro. Já esteve presente nos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. No dia do acidente aéreo, na parte da manhã, o jornalista Boechat havia participado do evento de um laboratório farmacêutico em Campinas e retornava para o heliponto da Band, no Morumbi, zona oeste de São Paulo, na hora da queda. “Do nada, o estrondo”, disse o motorista sobrevivente do caminhão no acidente com o helicóptero que conduzia Boechat.

Mas há perguntas que não quer calar: por que essa morte tão inesperada do jornalista e do piloto na Rodovia do “diabo velho” em São Paulo? Será que Deus é vingativo para castigar alguém depois de oito (8) anos de espera, sem resposta? E quanto ao outro “comediante” que escreveu o texto para ser lido pelo jornalista Boechat na noite do dia 28 de Novembro de 2011? Não! Deus não é vingativo, nem rancoroso, mas o “mundo” é, porque não é só o Bem que habita o nosso planeta. O Mal também faz morada na Terra.

E na ausência de Deus, o Maligno invade os nossos corpos e as nossas casas. Sem a proteção e a graça de Deus estamos vulneráveis às forças espirituais ocultas sobre a terra, pois, segundo a doutrina cristã e espírita, simultaneamente, os eventos nascimento e morte são planejados, estruturados e cuidados pela espiritualidade superior. Entretanto, ainda não temos como explicar certos acontecimentos de forma racional, mesmo valendo-se das ciências ou da filosofia. O que sabemos, em face da nossa crença cristã é que Deus é Onisciente, ou seja, Ele tem conhecimento de tudo. Onipotente, Ele tem o poder do todo. Onipresente, Ele está presente no todo, e soberanamente, Ele é justo e é bondoso... Pensemos nisso! Por hoje é só.