30/06/2019 14:15

A CONFRARIA DOS ESSÊNIOS E O PADROEIRO DA MAÇONARIA

 

Jesus de Nazaré, embora justo e perfeito, foi iniciado pela Confraria dos Essênios (apóstolos da luz e da paz, fundada pelo profeta Samuel que adotou o cognome de “Essem”) e batizado pelo discípulo João, “o Batista”. Essa Confraria perseverou na comunhão, no partir do pão e nas orações, porque era um apostolado composto por sacerdotes, castos e convictos da sua fé comum, cujos costumes e práticas religiosas eram iguais aos dos primeiros judeus, descendentes de Moisés. A Confraria pregava a caridade, utilizavam da medicina e invocavam a ajuda de Deus. Acreditavam na existência da alma e na sua sobrevivência depois da morte. Tinham fé na ressurreição dos mortos e na vida eterna.

Assistiam os enfermos e, por meio de preces e súplicas rogavam a Deus, inclusive ministravam a extrema-unção. A tolerância, o amor ao próximo, a elevação espiritual, o celibato e a castidade implantados entre eles era parte das regras de ouro da fraternidade, instituída por moralistas e conservadores. Jesus de Nazaré, “o Cristo” ou “o Messias” (cognome adotado), como discípulo e depois Mestre dos Essênios, aprendeu aqui tudo àquilo que ensinou as pessoas. Os Essênios (discípulos de Essem) faziam resplandecer nos corações dos aflitos e gentios a luz do amor, a força da esperança e a intensidade da alegria por onde passava. Os Essênios viveram a segunda etapa da Maçonaria primitiva, enquanto que o Conselho do Sinédrio (Justo e Perfeito do patriarca Jacob) existiu como a primeira ordem. Mas Jesus de Nazaré era desconhecido nos meios sociais, pois nenhum dos seus inimigos o conheciam. Para prendê-lo foi preciso subornar um dos seus discípulos, Judas Escariotes, com trinta moedas para demunciá-lo com um beijo na face, estando ele no meio dos apóstolos. Por semear a bondade entre os maus e a união entre os oprimidos, assim, como fez João Batista, seu predecessor, foi preso, espancado, flagelado, atormentado, atirado ao calabouço e morto.

A partir de então, a Confraria dos Essênios (aqueles que curam) passou a se denominar Confraria dos Cristãos em homenagem ao Mestre dos Mestres e assim viveram por mais de trezentos anos em plena clandestinidade. Até o ano 325 d.C, em Niceia, quando o primeiro Concílio Ecumênico foi realizado e o cristianismo floriu no Império Romano.

Com a escolha de João, o Batista, como Padroeiro da Maçonaria, a Ordem Maçonica mundial mostra sua afinidade com o homem que, no seu tempo, combateu a tirania, proclamou publicamente a austeridade da ordem e dos bons costumes, denunciou as imoralidades e os erros praticados pelos poderosos, repudiou os abusos do poder contra os povos. O sacrifício de João Batista, inclusive sua morte violenta, representa o comportamento pessoal que deve nortear o Maçom na defesa dos ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, seja em relação à família, seja em defesa da Pátria, sem temer as consequencias, vivendo na senda correta e desejoso de tempos melhores para a humanidade.

O Homem Maçom deve fazer seu sacrifício pessoal, sujeitando-se às perseguições, mas mantendo aberta em seu coração o templo da virtude, legando aos seus descendentes o exemplo da fidelidade à ética, à moral e aos bons costumes. O Maçom, tal como João Batista, deve ser o idealista capaz de encarar a realidade com denodo, desfraldando o lábaro da fraternidade e da moralidade na busca do aperfeiçoamento nos negócios, na vida pessoal e na sociedade, não se deixando envolver pelas querelas religiosas ou políticas. João Batista, nascido pouco antes de Jesus, é considerado como o precursor do Cristo, que anunciou sua vinda redentora. Foi órfão muito cedo, criado e educado junto aos Essênios, cujos costumes previam a oração, o trabalho manual, a comunhão dos bens e as refeições compartilhadas. Em 24 de junho de 1717 (Dia de São João Batista), na Inglaterra, quando foi criada a Maçonaria Especulativa e inaugurou-se o Grande Tempo da Grande Loja Maçônica de Londres, foi adotado o nome de João Batista, como padroeiro da Ordem Maçônica... Pensemos nisso! Por hoje é só.