01/10/2019 08:21

A VIDA E A MORTE

 

O Nascimento e a Morte são dois estágios na transição da Força Vital. Aliás, entende-se como Força Vital uma energia psíquica que existe em todas as coisas vivas. Isso é uma idéia mais simples, porque na Comunidade Divina, a Força Vital tem um valor superior. É de fato uma força que é cultivada, usada e desenvolvida por certas pessoas para certos propósitos. Só podemos vela a partir do ponto de vista da nossa consciência objetiva em um mundo real, ou seja, físico. A Força Vital é a mesma “Força da Alma”, sendo este o movimento primário na manifestação da consciência da alma individual, esta, por sua vez, fixada e ancorada na eternidade como uma corrente contínua dos eventos de nossa vida do passado, do presente e do futuro que se evidencia na outra polaridade da Vida, identificada como Espírito, ou “Energia Espírito”, que é princípio estrutural por trás de toda manifestação da matéria. Vida e Morte é um paradoxo da eternidade e da temporalidade, que nunca se misturam, mas que uma natureza complementa a outra, porque a matéria também é a consciência das coisas vivas. O tempo é quem faz a diferença.

Todo aquele que responde ao chamado do seu Mestre Interior (a Personalidade da Alma) se tornam iluminados e aprendem a se curar no corpo, na mente e na alma através de seus próprios recursos. Por sinal existem duas formas fundamentais de Cura. A primeira é chamada de “Cura por Contato” na qual a polaridade positiva de um armazenamento pessoal e limitado de Força Vital é doada à outra pessoa que precisa de um impulso (de uma centelha de fogo divino), a fim de estimular seu próprio mecanismo de cura. A segunda é conhecida como “Cura Espiritual” e envolve o direcionamento da Força Vital diretamente do Cósmico para a pessoa que está necessitada. Mas dizem os místicos e alquimistas que “uma parte de qualquer técnica de cura é que o recebedor da cura esteja preferencialmente receptivo, embora não seja sempre necessário, para o influxo que lhe está sendo enviado”. Diz o Evangelista Mateus em seu Evangelho que “o Mestre Jesus não realizou muitos milagres em sua própria terra”, Nazaré, por causa da falta de fé daquelas pessoas, pois a incredulidade paralisa os Milagres (Mateus: 13,58). Por isso, é preciso que haja um coração que tenha fé, ainda que mínima, como um grão de mostarda, para que o milagre aconteça. Mas a graça de Deus não se limita a confissão de Fé, porque, segundo Mateus (Mt. 5,45), Deus derrama suas bênçãos sobre justos e injustos, mas em Nazaré havia uma descrença sobre o Poder de Jesus Cristo. Em outras palavras, é sempre mais fácil curar uma pessoa quando ele tem fé e reconhece a cura que está sendo intencionada do que outra que seja indiferente à Força Vital. Portanto, as emoções se manifestam como uma força energética, exercendo vários graus de controle sobre todos nós, e até mesmo sobre os outros a uma certa distância. Nesse aspecto, o cérebro instintivo governa todos os nossos instintos, incluindo as nossas emoções e muitas das nossas funções automáticas.

Quanto a Morte, como todos nós sabemos, é um evento final, uma transição, a que ninguém pode se afastar, porque todos estarão destinados a morrer. Apenas ignoramos quando, onde e como isso vai ocorrer. Verdadeiramente, todo ser é levado uma dia ou outro à perda da vida. Essa perda é sempre penosa para os familiares e os amigos, mesmo que se tenham convicções religiosas ou místicas sólidas. Sem sombra de dúvida, é sempre muito triste sermos separados fisicamente uns dos outros. Com efeito, o fato de sabermos que a morte não leva nada, apenas que se constitui uma “transição” da alma para outro plano de existência, permite-nos um alento de esperança que nos faz superar as angústias e as tristezas. Como nos é ensinado no misticismo, à transição ocorre em três etapas distintas. Na primeira fase, a alma deixa gradativamente o corpo físico, “envolta” pelo corpo psíquico, sem estar de fato consciente de que se encontra em vias de transição. Na segunda fase, a alma se desembaraça do corpo psíquico e se afasta progressivamente do plano material (corpo físico). E na terceira fase, a alma se harmoniza no Cósmico de onde veio, com o nível correspondente à sua evolução espiritual.

Todo esse processo de transição dura três dias, em média, o falecido tem impressões que o levam a tomar gradativamente a consciência de que sua vida terrena acabou. Embora seja uma morte aparente, visível aos nossos olhos, visto que a alma é eterna e ela continua viva em outra dimensão, tal como profetizou Santo Agostinho: “Eu vou para Deus, mas não esquecerei aqueles que amei na terra”. Pensemos nisso! Por hoje é só.