24/06/2020 17:21

A HISTÓRIA DA PANDEMIA

 

Pandemia” é um termo da ciência médica utilizado para descrever uma situação em que determinada doença apresenta uma distribuição em grande escala, espalhando-se por diversos países, diferentemente da “Epidemia”, que é uma doença infecciosa de caráter transitório, surto periódico, que ataca simultaneamente um grande número de indivíduos em uma determinada região. A “Epidemia” está relacionada com o aumento do número de surtos, que não ficam restritos a apenas uma determinada região. Um exemplo de epidemia no Brasil ocorre com a “dengue”, quando o número de surtos aumenta de tal forma que os municípios e os estados declaram o surgimento da epidemia. Mas a COVID-19 causada pelo vírus SARS-CoV-2, nascida na China, não foi à primeira “Pandemia” no mundo. Sabe-se que já existiram quatro (4) terríveis pandemias.

A primeira que se tem notícia data do ano de 541 d.C. e que se iniciou no Egito até chegar à capital do Império Bizantino. Conhecida como a “Peste Bubônica”, era transmitida através de pulgas em ratos contaminados. Essa enfermidade matou entre 500 mil a 1 milhão de pessoas apenas em Constantinopla, espalhando por Síria, Turquia, Pérsia (Irã) e parte da Europa. Estima-se que a pandemia da “Peste Bubônica”, tenha durado mais de 200 anos. Depois, tem-se conhecimento de outra pandemia datada de 1580, quando uma doença causada por um “vírus” influenza surgiu na Ásia e se espalhou pela África, Europa e América do Norte. Mas, recentemente, temos conhecimento da “Peste Negra”, em 1720, depois veio a “Cólera”, em 1820, em seguida a “Gripe Espanhola”, em 1820, inclusive esta afligiu a humanidade por dois (2) anos e contaminou cerca de 40% da população mundial e 50 milhões de pessoas tenham morrido, afetando não só idosos e pacientes com sistema imunológico debilitado, como também jovens e adultos. Com possível origem nos Estados Unidos, essa enfermidade quase dizimou as populações indígenas e levou a óbito cerca de 35 mil brasileiros. Séculos depois, em 1889, a “Gripe Russa” foi a primeira a ser documentada com detalhes, com proliferação inicial de duas semanas sobre o Império Russo e chegando até o Rio de Janeiro. Um milhão de pessoas morreram por conta de um subtipo da Influenza A.

Com outras variáveis durante o século XX, a “Gripe Espanhola” retornou em 1918 e causou a morte de 20 a 50 milhões de pessoas. E não ficou estagnada nesse período. A epidemia da gripe ocasionou surtos pandêmicos nos anos de 1957 e 1968. Já em 2009, uma variação da “Gripe Suína” – anteriormente evitada na década de 70 – assolou a América do Norte, Europa, África e Ásia oriental.

A Pandemia da COVID-19 surgida na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China, no final do ano de 2019, espalhou-se pelo mundo oriental e ocidental, sendo que em meados de março de 2020 essa doença já estava presente em mais de 100 países. A doença pode apresentar-se como uma infecção branda, podendo também desencadear pneumonia, insuficiência respiratória e até a morte. Em 23 de janeiro de 2020, foi decretada “quarentena” na cidade de origem, porém, a doença não ficou restrita àquela localidade e espalhou-se pela China, em seguida, aportou na Ásia e seguiu para outros países. No dia 11 de março do mesmo ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou estado de pandemia da COVID-19. Naquele mês, já havia mais de 118 mil casos da doença registrados em mais de 100 países e 4.291 mortes.

Como tratamento foi estabelecido o Isolamento vertical e horizontal como formas de distanciamento social, buscando reduzir a circulação de pessoas nas ruas e, assim, conter a disseminação da determinada doença. No isolamento vertical, apenas os grupos mais vulneráveis à doença são isolados. Já no isolamento horizontal, há uma maior restrição da circulação de pessoas, ocorrendo o fechamento de escolas, de shopping, de Templos, etc. Embora existam defensores do isolamento vertical, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o isolamento horizontal ainda é o ideal para se prevenir a disseminação de uma doença. Pensemos nisso. Por hoje é só.