22/09/2021 12:57

Breves reflexões

 

A humanidade, em qualquer época de sua existência, sempre viveu tempos sombrios. Tempos de grande escuridão e terror. As guerras, tão comuns na trajetória da civilização, sempre trouxeram à humanidade grandes incertezas e intensos sofrimentos.

A idade contemporânea, que começou com a tomada da Bastilha, em 14 de julho de 1789, com a revolução francesa, início de uma nova era, com a mudança dos regimes absolutistas varrendo toda Europa, trouxe à humanidade, também, tempos sombrios, instalando-se o terror.

A primeira e a segunda guerra mundial, início e meados do século XX, foram tempos tormentosos. Dirigentes, de grandes nações à época, instalaram regimes ditatoriais, dizimando milhares de vida.

Os ideais iluminista, que impulsionaram a revolução francesa, e as mudanças de regimes, ora para o socialismo, caso da China e da Rússia, ora para o totalitarismo, caso da Alemanha e Itália, não trouxeram à humanidade, como propagavam, paz e prosperidade. Busca-se, ainda, o bem estar da humanidade.

Teorias econômicas surgem e, quando implantadas, não conseguem resolver os problemas que nos cercam.

O Estado, enquanto organizador da conivência do organismo social, é imprescindível. Porém, até que limite, dentro de parâmetros do que hoje se conhece por democracia, não interferindo na liberdade de expressão, de ir e vir, e garantindo, sobretudo, o direito à vida, implícito saúde, educação, segurança e oportunidades a todos, o Estado adotará. Entendo que os limites são os constitucionais, cabendo a corte suprema, quando acionada, dar sua interpretação. Assim funciona a democracia, e o seu aperfeiçoamento dar-se ao longo do tempo, através de mudanças na própria constituição, emanada do desejo do povo que, através do tempo, melhora seus valores, dele povo,

O momento atual, assolado por uma grave crise de saúde sanitária, com reflexos, nunca imaginados, em uma crise econômica sem precedentes, requer, de todos e, principalmente, dos líderes, muito equilíbrio e comando. Nos momentos de tormento, de crise, de dor, de angústia, de caminhos que se fecham, é que surgem, não tenham dúvidas, as grandes lideranças.

Com a revolução industrial, inaugurada pela Inglaterra nos século XVIII, com a introdução de máquinas e, posteriormente, as ideias revolucionárias do Iluminismo, era da razão, acreditou-se que o homem ao dominar os meios de produção e inovar na forma de auto governar-se teria, a partir daí, os problemas resolvidos. Ledo engano.

Os problemas continuam a desafiar. Os problemas de saúde, sobretudo. Novas doenças, novos vírus, novas bactérias, desafiam a inteligência humana, apesar de grandes progressos e inovações constantes. Sempre haverá doenças incuráveis e as infecto contagiosas, quando não existentes vacinas, geram pânico.

Quando as desigualdades sociais serão resolvidas. Quando haverá escolas para todos? empregos para todos? Acesso uniforme à saúde para todos? Não são problemas fáceis de serem resolvidos, mas que trará à humanidade uma grande sensação de bem estar.