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Hoje na História

 


Publicado em 15/08/2019 às 08:10

Lançado o clássico Apocalypse Now

Um clássico fazia a estreia nos cinemas em um dia como hoje, no ano de 1979, nos Estados Unidos. Estamos falando do filme Apocalypse Now, ambientado na Guerra do Vietnã e que foi indicado para sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor (Coppola), e foi premiado nas categorias Melhor Fotografia e Melhor Som. O filme é baseado no livro Heart of Darkness de Joseph Conrad e estrelado por Martin Sheen, Marlon Brando e Robert Duvall. A direção é de Francis Ford Coppola.

A história do filme se passa em 1969, quando um alto comando do exército norte-americano designa o capitão Willard para matar o coronel Kurtz, que tinha enlouquecido, chegando a assassinar inocentes no interior da selva do Camboja. O filme tem duas versões. A segunda, feita em 2001, chama-se "Apocalypse Now Redux" e tem 210 minutos, 60 minutos a mais de cenas adicionais. Esta versão foi reeditada pelo próprio Francis Ford Coppola. O filme tem diálogos que se tornaram memoráveis como "Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã" e "O horror.... o horror!"  


Publicado em 01/07/2019 às 12:10

Dom Pedro II: o curioso candidato à presidência dos Estados Unidos

Dom Pedro II foi o primeiro líder brasileiro a viajar aos Estados Unidos e ganhar os corações dos yankees. Nosso monarca fez uma longa visita ao país em 1876, quando seu carisma fez com que os americanos gostassem muito de sua presença, a ponto de ter ganhado vários votos na eleição seguinte ao ocorrido.

O momento foi significante. Não só era a primeira viagem de um governante brasileiro aos EUA, como também foi a primeira vez que um monarca em poder pisava na pioneira das Repúblicas modernas.

Não se tratava de uma visita oficial, mas mais uma das viagens curiosas do Imperador. Mesmo assim, a jornada foi cheia de compromissos. Lá conheceu diversas instituições, desde escolas, fábricas e até prisões. Por onde passava, Pedro gerava facínio. A parada mais agitada, sem dúvida, foi a inauguração da Exposição Universal da Filadéllfia, temática dos 100 anos de independência do país, que Pedro II acompanhou, interessado.

A relação dócil entre Pedro II e os americanos culminou numa situação, no mínimo, engraçada: o Imperador ganhou uma candidatura — simbólica — à presidência. No ano de sua viagem, 1876, haveria campanhas presidenciais para a eleição do ano seguinte.

Em meio à euforia da presença do adorado Pedro II, um homem escreveu à The New York Herald uma piada em que lança a chapa de Dom Pedro II para presidente, e Charles Francis Adams, descendente do pai da pátria John Adams, para vice. A ideia era clara na mensagem: o povo estava cansado de pessoas comuns e queriam seguir em frente com outro estilo.

Segundo o jornalista Sebastião Salgano, Pedro II teria realmente recebido votos nas cédulas da eleição. Pedro teria, segundo o entusiasta da monarquia, milhares de votos na Filadélfia, onde ganhou mais apoio dos estadunidenses.

A viagem de Pedro II foi rapidamente esquecida nos EUA, assim como a piada de sua candidatura. Porém, para Dom Pedro, algumas coisas vistas nos EUA não perderiam seu gosto nunca mais.

Um grande exemplo foi a euforia causada no monarca pela invenção de Graham Bell, conhecida na Exposição da Filadélfia. Ao voltar para o Brasil, Pedro trouxe exemplares do telefone. Ele teria também ganhado inspirações no sistema público de educação nos EUA, mesmo que esta tenha sido deficitária durante toda a História do Império, ou mesmo da maior parte da República.


Aventuras na História
 


Publicado em 03/02/2019 às 04:44

ESTUDANTE ENCONTRA MOEDA COM INSCRIÇÃO DO REI AGRIPA, CITADO NA BÍBLIA

Mais um achado arqueológico surge para fundamentar cientificamente a historicidade dos textos bíblicos, especificamente do Novo Testamento. Dessa vez a descoberta foi por acaso, feita por um estudante israelense. Ele encontrou em um riacho na região de Shiloh, nas cercanias de Tel Aviv, Israel, uma moeda com a inscrição do rei Agripa, citado em Atos dos Apóstolos.

Arqueólogos já analisaram o artefato e concluíra que a moeda de aproximadamente dois centímetros possui cerca de 2 mil anos de idade, tendo sido cunhada durante o reinado de Herodes Agripa I, por volta do ano 40 depois de Cristo. De fato, na peça consta a inscrição “Rei Agripa”, confirmando sua autenticidade.

“Toda descoberta arqueológica tem uma história e oferece mais detalhes sobre a história da terra e do povo de Israel. Esse tipo de descoberta apresenta outra peça no quebra-cabeça histórico do nosso povo”, declarou Hanania Hezmi, líder da equipe de arqueologia israelense, segundo informações do Times of Israel.

O achado arqueológico é de grande importância, visto que ele não apenas evidencia a confiabilidade do texto bíblico sobre a pessoa do rei Agripa, como também do Apóstolo Paulo, principal pregador dos Evangelhos entre os não judeus na época.

A Bíblia, em Atos dos Apóstolos, descreve o encontro do Apóstolo com Agripa. Essa relato preciso e detalhado aponta diretamente para a historicidade de Paulo, reforçando, assim, seus relatos acerca de Jesus Cristo e os demais discípulos como eventos históricos.

“No dia seguinte, Agripa e Berenice vieram com grande pompa e entraram na sala de audiências com os altos oficiais e os homens importantes da cidade. Por ordem de Festo, Paulo foi trazido”, diz um trecho de Atos 25:23, descrevendo o encontro de ambos.

“Então Festo disse: ‘Ó rei Agripa e todos os senhores aqui presentes conosco, vejam este homem [Paulo]! Toda a comunidade judaica me fez petições a respeito dele em Jerusalém e aqui em Cesareia, gritando que ele não deveria mais viver”, continua o verso 24.


Fonte: Gospel 


Publicado em 26/12/2018 às 21:07

Dissolveu-se a URSS

Em 26 de dezembro de 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi dissolvida, um dia após a renúncia do presidente Mikhail Gorbachev. Era o fim definitivo da Guerra Fria. A Federação Russa assumiu os direitos e obrigações da antiga URSS e tornou-se reconhecida como a continuação de sua personalidade jurídica.

A derrocada da URSS pôs fim à principal experiência do comunismo como um projeto alternativo ao capitalismo liberal. Na prática, após sua fundação em 1922, foi erguido um poderoso Estado multinacional controlado com mão de ferro. Isso acabou resultando em um regime de características totalitárias, repressivas e imperiais.

As causas para o fim da União Soviética são múltiplas. A partir do final dos anos 1970 já começavam a ficar claras as limitações do modelo soviético de economia planificada. Esse padrão exigia que tudo que fosse produzido em todos os setores da economia estivesse previsto em planos quinquenais. Isso acabava criando distorções, como o excesso de determinados produtos e escassez de outros. Quando a produção de determinado produto era insuficiente para atender ao consumo, os preços não podiam subir a ponto de inibir a demanda (como costuma ocorrer em uma economia de mercado), mas os produtos simplesmente se esgotavam e desapareciam da lojas e prateleiras dos supermercados.

A pressão dos países capitalistas, liderados pelos Estados Unidos, também pesou sobre a URSS. Em 1983, o presidente Ronald Reagan anuncia a criação da Iniciativa Estratégica de Defesa, que ficaria conhecida como "Programa Guerra nas Estrelas", que tinha por objetivo criar um "escudo" contra os mísseis balísticos soviéticos, dando grande vantagem aos Estados Unidos na corrida armamentista e na corrida espacial. A reação soviética foi ampliar ainda mais os seus elevados gastos na área de defesa e no desenvolvimento do seu dispendioso programa espacial. Mas, desde o fim dos anos 1970, os custos militares da Guerra Fria já eram insustentáveis para a URSS.

Frente aos problemas econômicos e militares, Mikhail Gorbachev (que assumiu o poder em 1985) aplicou dois planos de reforma na URSS: a Perestroika e a Glasnost. A Perestroika foi uma série de medidas de reforma econômicas. Para Gorbachev, não seria necessário erradicar o sistema socialista, mas uma reformulação deste seria inevitável. Com a Glasnost, foi concedida liberdade de expressão à imprensa soviética, retirando a forte censura que o governo comunista impunha. Entre 1987 e 1988, a URSS abdica de continuar a corrida armamentista com os Estados Unidos, assinando uma nova série de acordos de limitação de armas estratégicas e convencionais.

O ano de 1989 viu as primeiras eleições livres no mundo socialista, com vários candidatos e com a mídia livre para discutir. Assim, os regimes comunistas, país após país, começaram a cair. A Polônia e a Hungria negociaram eleições livres (com destaque para a vitória do partido Solidariedade na Polônia), e a Tchecoslováquia, a Bulgária, a Romênia e a Alemanha Oriental tiveram revoltas em massa, que pediam o fim do regime socialista. O ponto culminante foi a queda do Muro de Berlim em 9 de Novembro de 1989, que pôs fim à Cortina de Ferro.

Em agosto de 1990, Gorbachev sofre uma tentativa fracassada de golpe. Após esse episódio, o caos político e econômico agravou o separatismo regional e acabou levando à fragmentação do país. Em setembro, as repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia) declaram a independência em relação a Moscou. Em 1º de Dezembro, a Ucrânia proclamou sua independência por meio de um plebiscito que contou com o apoio de 90% da população. Entre outubro e dezembro, 11 das 15 repúblicas soviéticas declaram independência.

No dia de natal de 1991, em cerimônia transmitida por satélite para o mundo inteiro, Gorbachev, que estava há 6 anos no poder renuncia à presidência do país. Com isso, a bandeira com a foice e o martelo é retirada do Kremlin e a bandeira russa é colocada em seu lugar. No dia seguinte, a URSS estava oficialmente dissolvida.  

Seu History


Publicado em 13/11/2018 às 09:09

Sexta-feira 13. O sanguinário azar dos templários franceses

Eram tempos difíceis para os cristãos. Aqueles que se dirigiam a Jerusalém para rezar no berço do Cristianismo eram atacados pelos muçulmanos que perseguiam os reinos cristãos fundados no Oriente pelas Cruzadas. Precisavam de proteção. Por isso, em 1119, um fidalgo francês natural de Champanhe (França) decidiu fundar uma organização de “anjos da guarda” para os peregrinos. Hugo de Payens juntou-se então a oito cavaleiros com o aval do rei Balduíno II de Jerusalém e fez nascer a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, cujos membros eram conhecidos por Cavaleiros Templários. Mas 118 anos mais tarde, a 13 de outubro de 1307, os cavaleiros conheceram um fim sangrento. E nós ganhámos o fardo do seu azar.

Um poder que desagradava ao rei
Quem entrava na Ordem dos Templários tinha de fazer um voto de pobreza e castidade. Durante dois séculos, os membros entregavam todos os seus bens e todo o dinheiro à organização, que ganhou um poder financeiro imensurável. Eram vistos com grande prestígio na Europa, ganharam cada vez mais membros fiéis e a sua filosofia tinha de ser digna dos princípios cristãos. Aliás, o mote que seguiam tinha sido retirado dos ensinamentos de São Bernardo: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome”. Mas um rei francês viu pouca pureza debaixo dos fatos brancos com a cruz de Cristo vermelha ao peito. E armou uma cilada aos cavaleiros numa madrugada de outubro de 1307. Era sexta-feira, 13.

Filipe IV, o Belo, não gostava do poder que os Cavaleiros Templários tinham acumulado ao longo dos últimos dois séculos. A sua magnificência era tal que só o Papa, na época Clemente V, podia ter mão sobre a Ordem. Por isso, Filipe IV usou do seu poder de persuasão e tentou convencer o Papa a acusar a Ordem de crimes de heresia, imoralidade e sodomia. Não foi fácil, porque Clemente V sabia que a sua aliança com os Templários era útil para manter uma presença militar bem vincada na Palestina. No entanto, não foi capaz de travar o plano do rei porque os boatos que circulavam sobre os templários já começavam a denegrir a imagem da própria Igreja: se continuasse a defender a Ordem, também a sua boa imagem seria arrastada pela lama.

O rei francês planeou então acusar os cavaleiros, todos eles impedidos de casar para respeitar as regras da organização, de manter relações sexuais homossexuais entre eles, uma acusação particularmente humilhante no século XIV. Nenhuma destas acusações era suportada por factos. O único dado concreto é que a coroa francesa precisava do dinheiro da Ordem, a quem já havia recorrido para empréstimos. Mas Filipe IV sabia que, com o poder e prestígio que os Templários tinham conquistado, só a morte os arruinaria. A última gota de água para o rei foi quando Tiago de Molay, último grão-mestre dos Templários, pediu ao Papa para perceber o que se passava para que tantos boatos corressem sobre os seus cavaleiros. O Papa acedeu ao pedido de Molay, mas avisou o rei, que bateu punho e, aconselhado pelo ministro Guillermo de Nogaret, enviou em agosto uma carta a todo o reino com instruções claras para que só fosse aberta na noite de 12 de outubro de 1307.

O castigo eterno
Toda a gente seguiu as ordens do rei. Na noite marcada, Tiago de Molay foi capturado juntamente com a maior parte dos templários. Todos os bens foram confiscados pela Inquisição. De madrugada, já Filipe IV de França tinha emitido um comunicado onde sugeria que o papa Clemente V concordava com a morte dos Templários. Enfurecido, o Papa enviou dois cardeais para repreender o rei. Vieram de lá com um negócio: a Igreja ficava com parte dos bens dos Templários, mas o rei podia escolher a forma de julgar os cavaleiros. Escolheu então condená-los de acordo com o direito canónico, o mais pesado. Não sabia que estava a cavar a própria sepultura.

Os Templários foram sujeitos às mais cruéis formas de tortura, alguns ficaram em prisão perpétua e outros foram queimados na fogueira, um castigo normalmente aplicado às bruxas. Um dosTemplários condenados à morto por fogo foi o próprio Tiago de Molay. Perante o rei e todas as tropas do reino que tinham conduzido a Ordem dos Templários à morte, Molay lançou uma maldição mortífera: “Deus sabe que nos trouxe para o limiar da morte com grande injustiça. Em breve virá uma enorme calamidade para aqueles que nos condenaram sem respeitar a verdadeira justiça. Deus vai retaliar a nossa morte. Vou perecer com essa garantia”.

As palavras proferidas por Molay no leito da sua morte ecoaram pelo reino durante um ano. E concretizaram-se. O rei Felipe IV morreu com um derrame cerebral e, pouco depois, também o papa Clemente V sucumbiu. O povo levou a sério a ameaça de Molay e, a partir daquele dia, qualquer sexta-feira 13 era vista com receio: o azar podia bater à porta de qualquer um nesse dia. O medo foi ainda mais instigado já no século XX com o lançamento do livro “Sexta-feira 13” por Nathaniel Lachenmeyer, que argumenta que a sexta-feira era um dia pouco afortunado e que o número 13 estava cheio de fantasmas.

O medo espalhou-se pelo mundo inteiro com os relatos cada vez mais demoníacos associados a este dia. Este ano há duas sextas-feiras 13: um deles celebra-se agora, a 13 de janeiro. Mas é o próximo dia do azar que pode mesmo causar arrepios: é a 13 de outubro de 2017, precisamente 710 anos depois da sanguinária perseguição à Ordem dos Templários. Sabe-se lá até onde pode ir o azar num dia como esse.


Por Marta Leite Ferreira
Observador, 13/1/2017.
 


Publicado em 19/01/2018 às 00:06

Tratado de Versalhes

O Tratado de Versalhes foi um acordo celebrado pelos países envolvidos na Primeira Guerra Mundial, visando pôr fim ao conflito. Foi celebrado em Paris, na França em 28 de junho de 1919, entrando em vigor em 10 de janeiro de 1920. O tratado pôs fim às hostilidades iniciadas em 1914 entre potências europeias, suas colônias e aliados ao redor do mundo, devolvendo ao continente a paz e determinando as consequências do conflito e os rumos das relações no continente e fora dele.

Caracterizado pela efetivação do Armistício de 1918, que pôs fim às hostilidades militares entre as potências envolvidas, o Tratado de Versalhes calou definitivamente os canhões e cessou o combate que ainda perdurava no continente desde a assinatura do Armistício.

Um dos principais pontos definidos pelo Tratado foi a instituição da “Liga da Nações”, órgão internacional que atuaria como regulador da situação política do mundo, buscando resolver atritos e disputas da forma mais efetiva, zelando pela manutenção da paz e da prevenção ao uso da força. Esse órgão, idealizado pelo então presidente dos Estados Unidos na América, Thomas Woodrow Wilson, foi essencial para a manutenção da paz por cerca 20 anos na Europa, ao mesmo tempo que foi responsabilizado por diversos conflitos e disputas surgidos nos anos seguintes e por omissão diante da posterior escalada dos nazistas ao poder na Alemanha da década de 30.

O Tratado determinava que a Alemanha (antigo Império Alemão, depois República de Weimar) arcasse com todos os prejuízos causados pela guerra. De maneira considerada por muitos estudiosos como injusta, o Tratado imputava à Alemanha toda a responsabilidade pelo conflito e por suas consequências, principalmente perdas econômicas. Os alemães então acabaram por ter de arcar com pesadas indenizações, que foram impostas sobretudo por ingleses e franceses, que visavam pagar os prejuízos às indústrias e agricultura que proviam o desenvolvimento econômico desses países. Essa exigência fragilizou consideravelmente a economia alemã, já baqueada pela própria guerra.

Além disso, a Alemanha também perdeu partes de seu território para os países vizinhos, uma vez que esses territórios acabaram por serem considerados pagamentos de indenizações de Guerra. Territórios disputados e tomados da França desde a unificação alemã foram devolvidos aos franceses, como a Alsácia Lorena. Ainda no oeste e norte, houve concessão de alguns territórios alemães à Bélgica e à Dinamarca. A leste, pedaços do território alemão foram cedidos pelas potências vencedores à Lituânia e à Polônia. Também houve, nesse contexto, a aceitação da independência da Áustria.

Assim sendo, o antigo Império Alemão foi esfacelado, o Estado diminuiu consideravelmente, o que colaborou para a formação da chamada República de Weimar, um novo Estado representante do povo alemão. Também foram perdidas as colônias alemãs na África e em outros locais.

As Forças Armadas também sofreram profunda redução em todo o seu poderio, aparato e contingente, pois era temor generalizado que a Alemanha se rearmasse e buscasse revanchismo contra os vencedores da guerra.

As indenizações e retaliações ao território alemão causaram severa crise econômica e alimentaram um sentimento de indignação entre os alemães por conta do entendido exagero nas cláusulas do Tratado. Esses exageros foram a justificativa levantada, anos depois, por Adolf Hitler para a situação do povo alemão e para o conflito de 1939 - 1945, visto como necessário para reerguer a Alemanha.

Somado a tudo isso, o Tratado de Versalhes, ao redesenhar os mapas do mundo, extinguindo países, criando outros e dividindo ainda outros, causou ainda mais tensões em várias regiões, plantando as sementes para novos conflitos que assolaram todo o século XX, como por exemplo a questão curda (advinda da dissolução do Império Turco Otomano) ou entre Hutus e Tútsis na região dos grandes lagos, no centro da África, ao delegar o domínio da região aos belgas, semeando as crises em Ruanda, Burundi e República Democrática do Congo.

Bibliografia:
Eric J. Hobsbawm. A Era dos Extremos. O breve século XX 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Magnoli, Demetrio (2008) História da Paz. São Paulo: Editora Contexto, 448p
http://www.dw.com/pt/1920-entra-em-vigor-o-tratado-de-versalhes/a-400678



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