Blogs


Hoje na História

 


Publicado em 15/08/2021 às 09:13

15 de agosto, nasce Napoleão Bonaparte, um dos grandes líderes mundiais

Napoleão Bonaparte foi um militar francês que viu sua carreira ascender meteoricamente pelos seus feitos militares realizados contra os inimigos de seu país, no período da Revolução Francesa. Tornou-se uma personalidade importante na França e chegou ao poder por meio de um golpe conhecido como Golpe de 18 de Brumário.

Como governante da França, Napoleão foi primeiro cônsul, cônsul vitalício e imperador. Ele expandiu as fronteiras francesas e travou uma longa e dura guerra contra os ingleses. Enfraquecido depois do fracasso na Rússia, Napoleão foi derrotado definitivamente em Waterloo e morreu exilado na ilha de Santa Helena.

Napoleão Bonaparte nasceu na cidade de Ajaccio, localizada na ilha de Córsega, no dia 15 de agosto de 1769. O pai de Napoleão era um advogado chamado Carlo Maria Bonaparte, e sua mãe chamava-se Maria Letícia Ramolino. Os pais de Napoleão eram descendentes de famílias nobres da Itália (a ilha de Córsega pertenceu à Itália até o ano de 1768). Napoleão teve nove irmãos (dois morreram na infância)

As origens italianas da família de Napoleão fez com que seu nome, a princípio, fosse grafado como Napoleone di Buonaparte. Para facilitar sua assimilação na sociedade francesa, anos depois, Napoleão adotou a forma francesa de escrever: Napoleón Bonaparte.

A posição social da família de Napoleão permitiu que ele tivesse acesso a uma boa educação, sendo matriculado inicialmente em uma escola religiosa e posteriormente tendo ingressado em um colégio militar em Brienne-le-Château. Em 1784, ele entrou na Escola Militar de Paris e lá teve de concluir seus estudos em um ano por conta da morte de seu pai.

Carreira militar de Napoleão Bonaparte
Logo depois de se formar na Escola Militar de Paris, Napoleão recebeu a patente de segundo-tenente e foi lotado em um regimento no norte da França. Antes do início da Revolução Francesa, ele ainda foi lotado em dois diferentes regimentos. Na verdade, até 1792, Napoleão ficou entre idas e vindas da ilha de Córsega por estar envolvido em assuntos revolucionários de lá.

Os assuntos em que Napoleão estava envolvido tinham relação com o movimento revolucionário de Córsega, que queria autonomia e menos controle do governo francês na ilha. Com a revolução, Napoleão foi promovido a capitão em 1792 e começou a manifestar posições favoráveis aos jacobinos, um dos grupos que conduziam a revolução no país.

Ainda em 1792, Napoleão aproximou-se de Augustin Robespierre, irmão de Maximilien Robespierre, o líder dos jacobinos. No ano seguinte, 1793, Napoleão conseguiu ser nomeado como comandante da artilharia de um batalhão que atacou Toulon, uma cidade que tinha se rebelado contra o governo de Robespierre.

Napoleão liderou esse ataque e teve grande sucesso conseguindo conquistar a cidade, fazendo com que seu nome fosse bem-visto pelos jacobinos em geral. Ele ainda garantiu uma promoção para general de brigada e foi nomeado para comandar a artilharia de um batalhão que estava na Itália. Napoleão ainda teve uma pequena participação nas batalhas contra a Primeira Coalizão.

Em 1794, aconteceu a Reação Termidoriana, um golpe realizado pelos girondinos contra os jacobinos. Os girondinos rebelaram-se, tomaram o poder na França e voltaram-se contra as lideranças jacobinas como vingança pela perseguição praticada durante o Terror. A proximidade de Napoleão com os jacobinos fez com que ele fosse preso em Nice.

A prisão de Napoleão durou pouco tempo e duas semanas depois ele tinha sido solto. A razão por trás disso é que as habilidades militares de Napoleão eram valiosas demais para a França naquele momento. Napoleão foi convidado a planejar um ataque na guerra travada contra os austríacos. No final de 1795, a situação dele deu uma reviravolta pelos acontecimentos em Paris.

Em outubro de 1795, uma revolta de monarquistas eclodiu em Paris, e um dos mais destacados girondinos, Paul Barras, convidou Napoleão para liderar as tropas que faziam a proteção do Palácio de Tulherias. Napoleão foi responsável por controlar a revolta monarquista, matando milhares deles e garantindo a estabilidade e segurança da Convenção.

Napoleão ganhou prestígio depois disso e conquistou uma promoção, tornando-se comandante do Exército do Interior, e chegou ao comando de uma tropa que estava instalada na Itália. Os novos cargos permitiram que Napoleão tivesse acesso a assuntos políticos importantes.

Ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder
Em 1796, a ascensão de Napoleão Bonaparte foi meteórica. Os feitos militares do francês permitiram que ele se tornasse uma personalidade conhecida em toda a França e fosse cogitada por muitos para governar a nação.

Nesse mesmo ano, ele assumiu o Exército da Itália, uma tropa francesa instalada na Península Itálica, e transformou-o em uma grande força, fazendo com que esse exército conquistasse muitas vitórias em batalhas contra tropas austríacas. As vitórias de Napoleão contra a Áustria forçou a liderança da Primeira Coalizão a procurar negociar a paz com os franceses.

As negociações resultaram no Tratado de Leoben, assinado em abril de 1797, e nele o imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Francisco II, decidiu ceder os Países Baixos Austríacos e a Lombardia para os franceses. Quando Napoleão retornou à França, foi recebido como herói pelos feitos no campo de batalha.

Politicamente, Napoleão Bonaparte tornava-se uma figura influente no país e ele próprio fazia questão de aumentar a sua influência na política. Ele inclusive, fundou dois jornais na França, e as publicações garantiram publicidade da personalidade dele. O crescimento da influência de Napoleão chegou a chamar atenção do Diretório, a instituição que governava a França.

Em 1798, Napoleão decidiu ir para o Egito, inaugurando uma campanha militar que tinha como objetivo prejudicar os interesses comerciais da Inglaterra no Egito, Oriente Médio e Índia. No geral, as campanhas de Napoleão no Egito e na Síria foram fracassadas, porque ele não conseguiu desalojar o grande inimigo da França, a Inglaterra, e nem manter contato com a Índia, no intuito de oferecer uma aliança contra os ingleses.

No entanto, a presença francesa no Egito tornou-se muito conhecida pela conquista de Alexandria e pelo incentivo ao estudo da Antiguidade Egípcia, que foi dado por Napoleão Bonaparte. Uma comissão com mais de 100 cientistas chegou a ser formada para estudar todos os artefatos egípcios que eram encontrados. Uma das descobertas mais importantes desse período foi a Pedra de Roseta, a peça que permitiu a decifração dos hieróglifos.

Consulado
No final da década de 1790, a situação na França seguia tensa, e o país vivia a instabilidade pelo ciclo revolucionário que se estendia por dez anos. A economia e a política do país oscilavam bastante, socialmente o país ainda estava agitado, e a soberania francesa ainda corria o risco de uma invasão das coalizões estrangeiras. Por causa disso, começou a ganhar força na França a ideia da instalação de um governo autoritário com uma liderança forte que tomasse o controle do país.

Napoleão passou a ser cogitado como o homem para isso e então ele deixou suas tropas no Egito e foi para a França planejar um golpe de Estado. Napoleão era apoiado tanto pela burguesia, como pelo povo graças à imagem de herói que ele construiu. O golpe aconteceu em novembro de 1799, ficando conhecido como Golpe de 18 de Brumário.

O Diretório foi substituído por uma nova instituição política chamada Consulado, e o governo da França seria liderado por três cônsules entre os quais Napoleão foi nomeado para ser o primeiro cônsul e, portanto, a figura mais poderosa do novo governo francês. O governo de Napoleão Bonaparte foi autoritário, mas conseguiu resolver problemas pontuais da França.

Napoleão usou da censura para perseguir seus opositores, promoveu a paz com as nações que estavam em guerra contra a França, criou um novo sistema de impostos e inaugurou o Banco da França, o órgão responsável pela emissão de dinheiro no país. Esse banco também foi responsável por conseguir controlar a inflação na França.

Napoleão ainda promoveu reformas em áreas como segurança e educação, obtendo bons resultados. Ele também reconciliou a França com a Igreja Católica, mas a manteve sob controle do Estado e montou uma equipe que criou um novo código de leis para a França. O saldo dessas reformas foi positivo e Napoleão ganhou apoio.

Império Napoleônico
Com mais prestígio, Napoleão almejou ampliar os seus poderes e ,em 1802, tornou-se cônsul vitalício e, em 1804, conseguiu a transformação da França de uma república para um império, o que resultou na sua coroação como imperador da França. A cerimônia de coroação de Napoleão aconteceu na Catedral de Notre-Dame, em Paris.

A ampliação dos poderes de Napoleão chamou a atenção da Inglaterra e uma nova coalizão foi formada contra a França. Enquanto os inimigos da França prepararam-se para uma nova guerra, Napoleão também investia no fortalecimento do exército francês com o objetivo de ampliar o poderio da França pela Europa.

Antes mesmo da coroação de Napoleão, os ingleses já tinham declarado guerra contra a França. Os ingleses contaram com o apoio da Prússia, Rússia e Áustria, mas as tropas francesas mostraram-se muito poderosas em terra. As tropas napoleônicas foram, inclusive, as responsáveis por derrotar tropas russas e austríacas em Austerlitz. Essa batalha colocou fim ao Sacro Império Romano-Germânico.

Por mar, no entanto, as tropas napoleônicas foram derrotadas em Trafalgar, no ano de 1805, criando um cenário em que os franceses não tinham poderio para invadir o território dos britânicos. A saída encontrada por Napoleão foi de impor um bloqueio econômico contra a Inglaterra proibindo todas as nações da Europa de manterem qualquer tipo de atividade comercial com os ingleses. Essa proibição ficou conhecida como Bloqueio Continental.

Aqueles que não obedecessem às ordens francesas, seriam militarmente invadidos, e Portugal foi uma dessas nações. A recusa portuguesa em aderir ao bloqueio levou tropas francesas a invadirem o país, em 1807, forçando a família real portuguesa a fugir de Lisboa em direção ao Brasil.

Em 1812, Napoleão decidiu invadir a Rússia, depois de os russos quebrarem o Bloqueio Continental. Napoleão organizou uma tropa com 600 mil soldados que avançaram até Moscou sem muitos obstáculos. No entanto, o precário sistema de distribuição de suprimentos das tropas francesas, somado à dureza das condições encontradas na Rússia resultaram em uma derrota acachapante para Napoleão.

Governo dos Cem Dias
A derrota na Rússia enfraqueceu as tropas francesas e desmoralizou Napoleão. Os territórios ocupados pela França no continente europeu começaram a rebelar-se até que uma nova coalizão fosse formada. Tropas austríacas, prussianas e russas invadiram o território francês, em 1814, forçando Napoleão a render-se.

Ele entregou o poder em troca de uma pensão anual e de exílio na ilha de Elba. A monarquia foi restaurada na França, e o poder entregue a Luís XVIII, mas Napoleão decidiu conspirar contra a monarquia, porque ele não estava recebendo a pensão que havia exigido. Ele retornou secretamente à França, mobilizou tropas leais e reconquistou Paris, inaugurando o Governo de Cem Dias.

Em 18 de junho de 1815, aconteceu a Batalha de Waterloo, a batalha decisiva da vida de Napoleão, e tropas francesas enfrentaram uma aliança formada por tropas inglesas, prussianas, holandesas entre outras, e o resultado foi a derrota definitiva de Napoleão e o fim de sua carreira política.

Últimos anos de Napoleão Bonaparte
Depois de sua derrota definitiva, a monarquia na França foi novamente reintroduzida, e as grandes nações europeias, destacando-se, Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia reuniram-se no Congresso de Viena com o objetivo de reorganizar o mapa europeu e de criar medidas que reforçassem o poderio do absolutismo na Europa.

Napoleão Bonaparte foi exilado na distante ilha de Santa Helena, localizada no Oceano Atlântico, próximo à costa do continente africano. Napoleão passou os últimos anos de sua vida nessa pequena ilha, que ficou sob intensa vigilância dos ingleses. A saúde de Napoleão deteriorou-se por conta de um câncer no estômago e ele faleceu no dia 5 de maio de 1821.



Por Daniel Neves Silva/Historia do Mundo 


Publicado em 13/08/2021 às 14:41

Sexta-feira 13. O sanguinário azar dos templários franceses

Eram tempos difíceis para os cristãos. Aqueles que se dirigiam a Jerusalém para rezar no berço do Cristianismo eram atacados pelos muçulmanos que perseguiam os reinos cristãos fundados no Oriente pelas Cruzadas. Precisavam de proteção. Por isso, em 1119, um fidalgo francês natural de Champanhe (França) decidiu fundar uma organização de “anjos da guarda” para os peregrinos. Hugo de Payens juntou-se então a oito cavaleiros com o aval do rei Balduíno II de Jerusalém e fez nascer a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, cujos membros eram conhecidos por Cavaleiros Templários. Mas 118 anos mais tarde, a 13 de outubro de 1307, os cavaleiros conheceram um fim sangrento. E nós ganhámos o fardo do seu azar.


Um poder que desagradava ao rei
Quem entrava na Ordem dos Templários tinha de fazer um voto de pobreza e castidade. Durante dois séculos, os membros entregavam todos os seus bens e todo o dinheiro à organização, que ganhou um poder financeiro imensurável. Eram vistos com grande prestígio na Europa, ganharam cada vez mais membros fiéis e a sua filosofia tinha de ser digna dos princípios cristãos. Aliás, o mote que seguiam tinha sido retirado dos ensinamentos de São Bernardo: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome”. Mas um rei francês viu pouca pureza debaixo dos fatos brancos com a cruz de Cristo vermelha ao peito. E armou uma cilada aos cavaleiros numa madrugada de outubro de 1307. Era sexta-feira, 13.

Filipe IV, o Belo, não gostava do poder que os Cavaleiros Templários tinham acumulado ao longo dos últimos dois séculos. A sua magnificência era tal que só o Papa, na época Clemente V, podia ter mão sobre a Ordem. Por isso, Filipe IV usou do seu poder de persuasão e tentou convencer o Papa a acusar a Ordem de crimes de heresia, imoralidade e sodomia. Não foi fácil, porque Clemente V sabia que a sua aliança com os Templários era útil para manter uma presença militar bem vincada na Palestina. No entanto, não foi capaz de travar o plano do rei porque os boatos que circulavam sobre os templários já começavam a denegrir a imagem da própria Igreja: se continuasse a defender a Ordem, também a sua boa imagem seria arrastada pela lama.

O rei francês planeou então acusar os cavaleiros, todos eles impedidos de casar para respeitar as regras da organização, de manter relações sexuais homossexuais entre eles, uma acusação particularmente humilhante no século XIV. Nenhuma destas acusações era suportada por factos. O único dado concreto é que a coroa francesa precisava do dinheiro da Ordem, a quem já havia recorrido para empréstimos. Mas Filipe IV sabia que, com o poder e prestígio que os Templários tinham conquistado, só a morte os arruinaria. A última gota de água para o rei foi quando Tiago de Molay, último grão-mestre dos Templários, pediu ao Papa para perceber o que se passava para que tantos boatos corressem sobre os seus cavaleiros. O Papa acedeu ao pedido de Molay, mas avisou o rei, que bateu punho e, aconselhado pelo ministro Guillermo de Nogaret, enviou em agosto uma carta a todo o reino com instruções claras para que só fosse aberta na noite de 12 de outubro de 1307.

O castigo eterno
Toda a gente seguiu as ordens do rei. Na noite marcada, Tiago de Molay foi capturado juntamente com a maior parte dos templários. Todos os bens foram confiscados pela Inquisição. De madrugada, já Filipe IV de França tinha emitido um comunicado onde sugeria que o papa Clemente V concordava com a morte dos Templários. Enfurecido, o Papa enviou dois cardeais para repreender o rei. Vieram de lá com um negócio: a Igreja ficava com parte dos bens dos Templários, mas o rei podia escolher a forma de julgar os cavaleiros. Escolheu então condená-los de acordo com o direito canónico, o mais pesado. Não sabia que estava a cavar a própria sepultura.

Os Templários foram sujeitos às mais cruéis formas de tortura, alguns ficaram em prisão perpétua e outros foram queimados na fogueira, um castigo normalmente aplicado às bruxas. Um dosTemplários condenados à morto por fogo foi o próprio Tiago de Molay. Perante o rei e todas as tropas do reino que tinham conduzido a Ordem dos Templários à morte, Molay lançou uma maldição mortífera: “Deus sabe que nos trouxe para o limiar da morte com grande injustiça. Em breve virá uma enorme calamidade para aqueles que nos condenaram sem respeitar a verdadeira justiça. Deus vai retaliar a nossa morte. Vou perecer com essa garantia”.

As palavras proferidas por Molay no leito da sua morte ecoaram pelo reino durante um ano. E concretizaram-se. O rei Felipe IV morreu com um derrame cerebral e, pouco depois, também o papa Clemente V sucumbiu. O povo levou a sério a ameaça de Molay e, a partir daquele dia, qualquer sexta-feira 13 era vista com receio: o azar podia bater à porta de qualquer um nesse dia. O medo foi ainda mais instigado já no século XX com o lançamento do livro “Sexta-feira 13” por Nathaniel Lachenmeyer, que argumenta que a sexta-feira era um dia pouco afortunado e que o número 13 estava cheio de fantasmas.

O medo espalhou-se pelo mundo inteiro com os relatos cada vez mais demoníacos associados a este dia. Este ano há duas sextas-feiras 13: um deles celebra-se agora, a 13 de janeiro. Mas é o próximo dia do azar que pode mesmo causar arrepios: é a 13 de outubro de 2017, precisamente 710 anos depois da sanguinária perseguição à Ordem dos Templários. Sabe-se lá até onde pode ir o azar num dia como esse.


Observador 


Publicado em 20/07/2021 às 07:43

Morte de Padre Cícero completa 87 anos com homenagens de fé

No dia 20 de julho de 1934, Juazeiro do Norte perdia seu fundador, pároco e líder a partir de uma crise intestinal que se agravou. A data aumentou as romarias na cidade, contrariando a expectativa de especialistas da época

Os moradores de Juazeiro do Norte acordaram no dia 20 de julho de 1934 com a notícia da morte de Cícero Romão Batista, o famoso Padre Cícero, sacerdote, líder e fundador do Município, aos 90 anos. Acometido por uma crise intestinal, o pároco havia recebido os primeiros cuidados médicos dois dias antes, uma quarta-feira, em sua casa, na Rua São José, no Centro. Na quinta, o quadro de saúde piorou e o diagnóstico foi mais grave: obstrução intestinal e insuficiência cardiorrenal. Hoje, completam-se 85 anos da partida do aclamado "Patriarca do Nordeste".

O legado do Padre Cícero é imensurável. Prova disso é que todo dia 20 de cada mês é motivo de orações e homenagens em Juazeiro do Norte. Fiéis vestem preto, de luto, para lembrar a data da morte do líder religioso. A celebração se intensifica neste dia 20 de julho, data exata da "viagem" do sacerdote - já que o romeiro acredita que ele não morreu. Ao longo do ano, estima-se que mais de 2 milhões de pessoas visitam a cidade pela fé nas graças do "Padrinho".

Quando a notícia da morte se espalhou, naquela sexta-feira triste, centenas de pessoas correram até sua casa para conferir. Segundo os memorialistas, para evitar qualquer dúvida, o caixão foi colocado na vertical, na janela, para que os moradores e romeiros pudessem ver. Relatos da época descrevem que, pela posição, o corpo se mexeu e alimentou o imaginário dos fiéis.

A professora e historiadora Amanda Teixeira, que pesquisou Juazeiro do Norte entre 1934 e 1969, conta que a repercussão da morte do pároco só foi chegar aos jornais de outras cidades e outros estados a partir do dia 21 de julho, em notas pequenas. Alguns jornais importantes, contudo, como o Diário de São Paulo, já apresentavam matérias grandes nas primeiras páginas. "São notas, porque tinham que dar a notícia rapidamente, mas, ao longo dos dias, jornalistas foram chegando para cobrir o funeral. Havia presença da imprensa nacional, fotógrafos, narrando como a população se comportou. A repercussão foi grande", completa.

"É que muitas pessoas o julgam santo e não acreditam na sua morte. Aqui era grande o número dos que mantinham essa convicção e que se aproximavam do corpo para vê-lo muito de perto, verificando então a verdade do fato. Dos que assim pensavam, alguns têm enlouquecido deante da realidade", narrou um correspondente do periódico A Noite, do Rio de Janeiro. De fato, alguns devotos acreditavam que, como era santo, o pároco era imortal.

A morte de Padre Cícero foi narrada de maneiras distintas por jornais brasileiros. "Eram representações distintas, de sujeitos distintos e com interesses distintos", afirma Amanda. Nos jornais do Sudeste, imaginavam que o "fanatismo" intensificaria, outros narram pessoas que enlouqueceram e desmaiavam como se a morte do sacerdote fosse o fim do mundo.

"Sabbado último, uma mulher, cujo nome a reportagem não conseguiu identificar, ateou fogo às vestes, utilizando-se de kerozene, para pôr termo à existência. Dizem que o gesto da tresloucada se prende à morte do Padre Cicero. Houve quem a ouvisse dizer que não queria viver sem o padre na terra. A capella do Perpetuo não comporta o número de visitantes, que é ininterruptamente considerável", impressionou os leitores no dia 3 de agosto de 1934 o jornal carioca "A Noite".

Legado
Nos jornais do Nordeste, entretanto, havia uma tentativa de mostrar que o Município era civilizado. Há descrições minuciosas nos periódicos locais falando quais autoridades estavam presentes no velório ou enviou representantes, que correu em ordem e que a Polícia esteve presente, mas não precisou conter ninguém. Estima-se que o cortejo fúnebre reuniu 40 mil pessoas. Após a morte do santo popular, muitos intelectuais, colunistas da imprensa nacional, romeiros e devotos especulavam o futuro de Juazeiro.

"Alguns articulistas acreditavam que aquela onda de fanatismo se encerrava ali", explica Amanda. A cidade era alvo de romarias desde o chamado "Milagre da Hóstia", em 1889, quando o pão consagrado supostamente se transformou em sangue na boca da beata Maria de Araújo, durante a celebração de uma missa pelo próprio sacerdote - fato que aconteceu outras dezenas de vezes, mesmo em comunhão por outros padres.

"As romarias que existiam para a visita ao chamado 'sangue precioso' se transformaram em romarias de visitas ao Padre Cícero. As pessoas iam a Juazeiro para ver o padre para se aconselhar, pedir a bênção, conhecer aquele homem santo. Quando ele morreu, muitos acreditavam que as romarias iam desaparecer, que iam diminuir, que o ganho econômico em torno dos visitantes seria menor", completa a historiadora.

No entanto, aconteceu o contrário. As romarias continuaram, mas, dessa vez, para visitar o túmulo do sacerdote. Em novembro de 1934, já houve uma grande peregrinação no Dia de Finados - que depois se tornaria a maior romaria de Juazeiro do Norte. "Em 1950, esta já era uma romaria consolidada", diz Amanda. O que para a imprensa e muitos intelectuais seria um marco de ruptura, a "passagem" do Padre Cícero foi a continuidade e fortalecimento de todo o misticismo que o cerca.

Entre 1934 e 1940, o escultor italiano Agostinho Balmes Odísio inaugurou uma estátua do santo popular, no Largo da Capela do Socorro, em tamanho real, muito semelhante ao sacerdote e que impressionava os devotos. Até a inauguração da estátua na Colina do Horto, em 1969, este era o cartão-postal da cidade. "De certa forma, isso representa a permanência dele em Juazeiro. Era e ainda é uma estátua muito querida pelos romeiros. Recebia flores, orações, velas, promessas. E está no local onde ele passou a 'morar'. Ele continua vivendo na Capela do Socorro para os que acreditam", finaliza Amanda.


Com Diário do Nordeste 


Publicado em 22/09/2020 às 09:07

Morre Antônio Conselheiro, líder religioso do Arraial de Canudos

No dia 22 de setembro de 1897 morria, em Canudos (BA), Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro. Nascido em Quixeramobim (CE), no dia 13 de março de 1830, ele foi um líder religioso brasileiro que encabeçou a Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos, um confronto entre sertanejos e o Exército Brasileiro. Ainda não se sabe exatamente qual foi a causa de sua morte. Especula-se que morreu por conta de ferimentos de granada ou por doença. Sua morte ocorreu dias antes do término da Guerra de Canudos, em 5 de outubro de 1897.

O conflito teve início em 1896 na então comunidade de Canudos, no interior da Bahia. Após a derrota de três expedições militares contra Canudos, a destruição total do arraial tornou-se prioridade para o governo brasileiro. O resultado da ofensiva foi a legitimidade do massacre de até 20 mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.

Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século XVIII. Com a chegada de Antônio Conselheiro, em 1893, o local cresceu rapidamente e, em poucos anos, contava com 25 mil habitantes. A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com a nova cidade independente e com a constante migração de pessoas para o local. Desta maneira, construiu-se uma imagem ruim de Antônio Conselheiro e uma guerra contra os habitantes do arraial de Canudos acabou ganhando o apoio da opinião pública.

A escravidão havia acabado fazia pouco tempo no país e, pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim, como os caboclos sertanejos, essas pessoas acreditaram no discurso do peregrino Antônio Conselheiro, que surgia como alguém que poderia tirá-las da pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.


History.uol  


Publicado em 11/12/2019 às 09:24

O diabo não dá folga: Em 1945, morria um excomungado e nascia outro

O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, que deu origem ao Nacional Socialismo (Nazismo) na Alemanha, não coincide apenas no nome com o Partido dos Trabalhadores do Brasil.

Vejam só alguns motivos pelo qual o PT lembra, e muito, o nazismo:

Ambos tinham alto índice de aprovação entre o povo;
Culto ao líder ou culto à personalidade;
Bandeira vermelha;
Divisão por raça;
Corporativismo;
Desarmamento;
Peleguismo
E tem mais …

A igual exemplo de outros líderes – tais como Mussolini, Perón, Vargas e Lula – Hitler procedeu à cooptação da classe operária mediante a colaboração de líderes sindicais, além de fazer uma aliança com um pequeno grupo de grandes empresários alemães, que passaram a gozar de monopólios.

Hitler teve uma infância pobre, era preguiçoso na escola e só tirava notas ruins … pensou em ser ator de teatro, queria interpretar … colocou o aparelho do Estado para se auto-promover, era mentiroso e fazia propaganda de si mesmo … era um agitador de massas autoritário e acreditava que sua pessoa estava acima do Estado.

Lula admirava o líder (assassino) alemão … em 1979, o petista deu uma entrevista para a Revista Playboy onde declarava sua ‘simpatia’ pelo nazista … ele elogiou a “disposição, força e dedicação” de Hitler ao declarar:

“O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer”.

E pra fechar com chave de ouro, a coincidência maior:

Hitler morreu em 1945, ano em que Lula nasceu.

Luiz Inácio seria uma reencarnação do encardido?


Por Diario do Brasil
 


Publicado em 15/10/2019 às 08:22

Dia do Professor: tudo sobre a origem e história da data

Seja estudando para o Enem, para os maiores vestibulares do Brasil, cursando o ensino médio ou em qualquer outro aprendizado, o mestre está sempre presente.

Ao pensar no Dia do Professor, nós aqui do Stoodi aproveitamos para reconhecer, valorizar e contar um pouco sobre o motivo dessa importante data comemorativa!

Afinal, nem só de matéria se constrói o saber: é preciso que alguém que já domina o conhecimento esteja disposto a compartilhar sua sabedoria, dando vida às teorias.

Se você já conheceu algum professor ou professora muito especial, capaz de desvendar qualquer segredo sobre uma matéria, trazendo emoção e clareza para as aulas, este texto também é sobre essa pessoa.

Quando é o Dia dos Professores
Assim como em outras datas comemorativas — o Dia das Mães, por exemplo — o Dia dos Professores é comemorado em datas diferentes ao redor do planeta. Isso prova que, independentemente da cultura e história de cada país, a valorização desse nobre trabalho é comum.

Imagine só, para que cada profissão exista, antes é preciso ter um professor que esteja realmente disposto a transmitir o ofício.

Dia dos Professores no Brasil
No nosso país, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro, data em que D. Pedro I instituiu a criação das Escolas de Primeiras Letras nos principais povoados do Brasil, em 1827.

Essa ação destacou a importância da educação no país, conferindo ao governo o papel de fomentar o ensino público. A data seria usada para reunir a comunidade escolar e dar os parabéns aos professores.

Porém, nem o programa de ensino público nem a celebração nesta data comemorativa ficaram firmados. Apenas após algum tempo é que professores de São Paulo decidiram reivindicar a comemoração para o reconhecimento da profissão, ao mesmo tempo em que conquistavam um feriado que dava um fôlego no enorme segundo semestre (que até então acontecia sem pausas).

Dia dos Professores na América Latina
Quando é o Dia do Professor na América Latina? Depois de uma Conferência Interamericana sobre Educação que aconteceu no Panamá, foi acordado que a data para prestigiar o Dia do Professor no continente seria 11 de setembro.

Entretanto, alguns países já comemoravam de acordo com a própria história e resolveram manter a data. Esse foi o caso do Brasil, como também do México (que comemora em maio) e do Peru (que homenageia seus docentes no mês de julho).

Dia Internacional do Professor
O dia 5 de outubro foi definido pela UNESCO como a data para comemorar o Dia Internacional do Professor. Assim como na América Latina, muitos países adotaram esse dia para suas celebrações, outros tantos mantiveram seu próprio calendário de acordo com a história.

Existem casos em que o dia existe para as homenagens, mas não é feriado, como na Índia (5 de setembro) e na Turquia (24 de novembro). Em diversos países o Dia do Professor é considerado feriado. Por exemplo, no Irã (2 de maio), na Polônia (14 de outubro), em Singapura (1º de setembro) ou no Vietnã (20 de novembro).

No último caso, apesar de o dia ser um feriado, já é uma tradição que os alunos usem a folga para visitar seus professores atuais ou ex-professores pessoalmente em suas casas, homenageando-os com flores.

Quando foi criado o Dia do Professor
Seja para a educação de crianças, jovens ou adultos, com um caráter oficial, de reforço escolar ou até mesmo sendo associado a um sentido religioso (como acontece na Índia), a data para reconhecer os professores foi definida várias vezes ao longo da história.

No Brasil, por exemplo, foi em 1827 que o imperador decretou o dia, como falamos acima, só que apenas em 1947 aconteceu a primeira comemoração reconhecendo os professores.

Já a homenagem ao Dia do Professor na América Latina foi definida no ano de 1943. Enquanto isso, a UNESCO só criou a data para comemorar e reconhecer o valor do profissional da educação em 1994.

Independentemente de quando foi criada a data, o importante é aproveitar a pausa para celebrar esse profissional essencial para a formação social.

Por que homenagear os professores nesta data
A maioria das pessoas reconhece com facilidade a importância do professor. Afinal, independentemente da profissão que exerce ou cargo que ocupa, cada um se lembra do professor e seu papel como fundamental na transmissão do conhecimento e reforço da ética profissional de cada área. Alguns motivos para comemorar:

- Eles organizam o conhecimento, atuando como guardiões do saber;
- Eles são capazes de tornar a matéria viva, fazendo com que o aluno aprenda de verdade;
- Eles constantemente exercitam o aprendizado para promover o melhor ensino, se colocando sempre na posição de aluno;
- Eles não são apenas pessoas que ensinam sobre disciplinas, mas carregam a responsabilidade de formar seus alunos para a vida!

Mensagem para o Dia dos Professores
Feliz Dia dos Professores! Nessa data, celebra-se não só a importância do seu trabalho, como também se reconhece o tamanho do seu esforço em trazer o conhecimento.

O melhor professor sabe que uma mesma matéria nunca será apresentada da mesma forma por duas vezes, ele se reinventa para manter viva a sabedoria e despertar o interesse do aluno.

Admiramos a sua atuação no mundo, como um profissional que é um ser social, que tem por função compartilhar. Sua qualidade em mostrar a importância da colaboração, contribuindo com o que aprendeu e buscando recursos para que seus alunos também consigam chegar ao ponto que você alcançou é muito nobre.

Como já foi sabiamente expressado por Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Felizes também todos os estudantes que podem, em sua jornada, ter o encontro com um verdadeiro professor!

Por isso, expressamos aqui nosso feliz Dia do Professor, além de contar um pouco sobre o surgimento dessa data no Brasil e no mundo. Como você deve ter percebido, para nós essa profissão é fundamental e precisa ser reconhecida e homenageada.

Valorizamos o nosso time e acreditamos que eles são facilitadores desse saber. Quer conferir? Então veja nossas aulas e exercícios, assim você descobrirá a transformação que o trabalho de verdadeiros professores pode promover!


Stoodi 


Publicado em 15/08/2019 às 08:10

Lançado o clássico Apocalypse Now

Um clássico fazia a estreia nos cinemas em um dia como hoje, no ano de 1979, nos Estados Unidos. Estamos falando do filme Apocalypse Now, ambientado na Guerra do Vietnã e que foi indicado para sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor (Coppola), e foi premiado nas categorias Melhor Fotografia e Melhor Som. O filme é baseado no livro Heart of Darkness de Joseph Conrad e estrelado por Martin Sheen, Marlon Brando e Robert Duvall. A direção é de Francis Ford Coppola.

A história do filme se passa em 1969, quando um alto comando do exército norte-americano designa o capitão Willard para matar o coronel Kurtz, que tinha enlouquecido, chegando a assassinar inocentes no interior da selva do Camboja. O filme tem duas versões. A segunda, feita em 2001, chama-se "Apocalypse Now Redux" e tem 210 minutos, 60 minutos a mais de cenas adicionais. Esta versão foi reeditada pelo próprio Francis Ford Coppola. O filme tem diálogos que se tornaram memoráveis como "Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã" e "O horror.... o horror!"  


Publicado em 01/07/2019 às 12:10

Dom Pedro II: o curioso candidato à presidência dos Estados Unidos

Dom Pedro II foi o primeiro líder brasileiro a viajar aos Estados Unidos e ganhar os corações dos yankees. Nosso monarca fez uma longa visita ao país em 1876, quando seu carisma fez com que os americanos gostassem muito de sua presença, a ponto de ter ganhado vários votos na eleição seguinte ao ocorrido.

O momento foi significante. Não só era a primeira viagem de um governante brasileiro aos EUA, como também foi a primeira vez que um monarca em poder pisava na pioneira das Repúblicas modernas.

Não se tratava de uma visita oficial, mas mais uma das viagens curiosas do Imperador. Mesmo assim, a jornada foi cheia de compromissos. Lá conheceu diversas instituições, desde escolas, fábricas e até prisões. Por onde passava, Pedro gerava facínio. A parada mais agitada, sem dúvida, foi a inauguração da Exposição Universal da Filadéllfia, temática dos 100 anos de independência do país, que Pedro II acompanhou, interessado.

A relação dócil entre Pedro II e os americanos culminou numa situação, no mínimo, engraçada: o Imperador ganhou uma candidatura — simbólica — à presidência. No ano de sua viagem, 1876, haveria campanhas presidenciais para a eleição do ano seguinte.

Em meio à euforia da presença do adorado Pedro II, um homem escreveu à The New York Herald uma piada em que lança a chapa de Dom Pedro II para presidente, e Charles Francis Adams, descendente do pai da pátria John Adams, para vice. A ideia era clara na mensagem: o povo estava cansado de pessoas comuns e queriam seguir em frente com outro estilo.

Segundo o jornalista Sebastião Salgano, Pedro II teria realmente recebido votos nas cédulas da eleição. Pedro teria, segundo o entusiasta da monarquia, milhares de votos na Filadélfia, onde ganhou mais apoio dos estadunidenses.

A viagem de Pedro II foi rapidamente esquecida nos EUA, assim como a piada de sua candidatura. Porém, para Dom Pedro, algumas coisas vistas nos EUA não perderiam seu gosto nunca mais.

Um grande exemplo foi a euforia causada no monarca pela invenção de Graham Bell, conhecida na Exposição da Filadélfia. Ao voltar para o Brasil, Pedro trouxe exemplares do telefone. Ele teria também ganhado inspirações no sistema público de educação nos EUA, mesmo que esta tenha sido deficitária durante toda a História do Império, ou mesmo da maior parte da República.


Aventuras na História
 


Publicado em 03/02/2019 às 04:44

ESTUDANTE ENCONTRA MOEDA COM INSCRIÇÃO DO REI AGRIPA, CITADO NA BÍBLIA

Mais um achado arqueológico surge para fundamentar cientificamente a historicidade dos textos bíblicos, especificamente do Novo Testamento. Dessa vez a descoberta foi por acaso, feita por um estudante israelense. Ele encontrou em um riacho na região de Shiloh, nas cercanias de Tel Aviv, Israel, uma moeda com a inscrição do rei Agripa, citado em Atos dos Apóstolos.

Arqueólogos já analisaram o artefato e concluíra que a moeda de aproximadamente dois centímetros possui cerca de 2 mil anos de idade, tendo sido cunhada durante o reinado de Herodes Agripa I, por volta do ano 40 depois de Cristo. De fato, na peça consta a inscrição “Rei Agripa”, confirmando sua autenticidade.

“Toda descoberta arqueológica tem uma história e oferece mais detalhes sobre a história da terra e do povo de Israel. Esse tipo de descoberta apresenta outra peça no quebra-cabeça histórico do nosso povo”, declarou Hanania Hezmi, líder da equipe de arqueologia israelense, segundo informações do Times of Israel.

O achado arqueológico é de grande importância, visto que ele não apenas evidencia a confiabilidade do texto bíblico sobre a pessoa do rei Agripa, como também do Apóstolo Paulo, principal pregador dos Evangelhos entre os não judeus na época.

A Bíblia, em Atos dos Apóstolos, descreve o encontro do Apóstolo com Agripa. Essa relato preciso e detalhado aponta diretamente para a historicidade de Paulo, reforçando, assim, seus relatos acerca de Jesus Cristo e os demais discípulos como eventos históricos.

“No dia seguinte, Agripa e Berenice vieram com grande pompa e entraram na sala de audiências com os altos oficiais e os homens importantes da cidade. Por ordem de Festo, Paulo foi trazido”, diz um trecho de Atos 25:23, descrevendo o encontro de ambos.

“Então Festo disse: ‘Ó rei Agripa e todos os senhores aqui presentes conosco, vejam este homem [Paulo]! Toda a comunidade judaica me fez petições a respeito dele em Jerusalém e aqui em Cesareia, gritando que ele não deveria mais viver”, continua o verso 24.


Fonte: Gospel 


Publicado em 26/12/2018 às 21:07

Dissolveu-se a URSS

Em 26 de dezembro de 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi dissolvida, um dia após a renúncia do presidente Mikhail Gorbachev. Era o fim definitivo da Guerra Fria. A Federação Russa assumiu os direitos e obrigações da antiga URSS e tornou-se reconhecida como a continuação de sua personalidade jurídica.

A derrocada da URSS pôs fim à principal experiência do comunismo como um projeto alternativo ao capitalismo liberal. Na prática, após sua fundação em 1922, foi erguido um poderoso Estado multinacional controlado com mão de ferro. Isso acabou resultando em um regime de características totalitárias, repressivas e imperiais.

As causas para o fim da União Soviética são múltiplas. A partir do final dos anos 1970 já começavam a ficar claras as limitações do modelo soviético de economia planificada. Esse padrão exigia que tudo que fosse produzido em todos os setores da economia estivesse previsto em planos quinquenais. Isso acabava criando distorções, como o excesso de determinados produtos e escassez de outros. Quando a produção de determinado produto era insuficiente para atender ao consumo, os preços não podiam subir a ponto de inibir a demanda (como costuma ocorrer em uma economia de mercado), mas os produtos simplesmente se esgotavam e desapareciam da lojas e prateleiras dos supermercados.

A pressão dos países capitalistas, liderados pelos Estados Unidos, também pesou sobre a URSS. Em 1983, o presidente Ronald Reagan anuncia a criação da Iniciativa Estratégica de Defesa, que ficaria conhecida como "Programa Guerra nas Estrelas", que tinha por objetivo criar um "escudo" contra os mísseis balísticos soviéticos, dando grande vantagem aos Estados Unidos na corrida armamentista e na corrida espacial. A reação soviética foi ampliar ainda mais os seus elevados gastos na área de defesa e no desenvolvimento do seu dispendioso programa espacial. Mas, desde o fim dos anos 1970, os custos militares da Guerra Fria já eram insustentáveis para a URSS.

Frente aos problemas econômicos e militares, Mikhail Gorbachev (que assumiu o poder em 1985) aplicou dois planos de reforma na URSS: a Perestroika e a Glasnost. A Perestroika foi uma série de medidas de reforma econômicas. Para Gorbachev, não seria necessário erradicar o sistema socialista, mas uma reformulação deste seria inevitável. Com a Glasnost, foi concedida liberdade de expressão à imprensa soviética, retirando a forte censura que o governo comunista impunha. Entre 1987 e 1988, a URSS abdica de continuar a corrida armamentista com os Estados Unidos, assinando uma nova série de acordos de limitação de armas estratégicas e convencionais.

O ano de 1989 viu as primeiras eleições livres no mundo socialista, com vários candidatos e com a mídia livre para discutir. Assim, os regimes comunistas, país após país, começaram a cair. A Polônia e a Hungria negociaram eleições livres (com destaque para a vitória do partido Solidariedade na Polônia), e a Tchecoslováquia, a Bulgária, a Romênia e a Alemanha Oriental tiveram revoltas em massa, que pediam o fim do regime socialista. O ponto culminante foi a queda do Muro de Berlim em 9 de Novembro de 1989, que pôs fim à Cortina de Ferro.

Em agosto de 1990, Gorbachev sofre uma tentativa fracassada de golpe. Após esse episódio, o caos político e econômico agravou o separatismo regional e acabou levando à fragmentação do país. Em setembro, as repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia) declaram a independência em relação a Moscou. Em 1º de Dezembro, a Ucrânia proclamou sua independência por meio de um plebiscito que contou com o apoio de 90% da população. Entre outubro e dezembro, 11 das 15 repúblicas soviéticas declaram independência.

No dia de natal de 1991, em cerimônia transmitida por satélite para o mundo inteiro, Gorbachev, que estava há 6 anos no poder renuncia à presidência do país. Com isso, a bandeira com a foice e o martelo é retirada do Kremlin e a bandeira russa é colocada em seu lugar. No dia seguinte, a URSS estava oficialmente dissolvida.  

Seu History


Publicado em 13/11/2018 às 09:09

Sexta-feira 13. O sanguinário azar dos templários franceses

Eram tempos difíceis para os cristãos. Aqueles que se dirigiam a Jerusalém para rezar no berço do Cristianismo eram atacados pelos muçulmanos que perseguiam os reinos cristãos fundados no Oriente pelas Cruzadas. Precisavam de proteção. Por isso, em 1119, um fidalgo francês natural de Champanhe (França) decidiu fundar uma organização de “anjos da guarda” para os peregrinos. Hugo de Payens juntou-se então a oito cavaleiros com o aval do rei Balduíno II de Jerusalém e fez nascer a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, cujos membros eram conhecidos por Cavaleiros Templários. Mas 118 anos mais tarde, a 13 de outubro de 1307, os cavaleiros conheceram um fim sangrento. E nós ganhámos o fardo do seu azar.

Um poder que desagradava ao rei
Quem entrava na Ordem dos Templários tinha de fazer um voto de pobreza e castidade. Durante dois séculos, os membros entregavam todos os seus bens e todo o dinheiro à organização, que ganhou um poder financeiro imensurável. Eram vistos com grande prestígio na Europa, ganharam cada vez mais membros fiéis e a sua filosofia tinha de ser digna dos princípios cristãos. Aliás, o mote que seguiam tinha sido retirado dos ensinamentos de São Bernardo: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome”. Mas um rei francês viu pouca pureza debaixo dos fatos brancos com a cruz de Cristo vermelha ao peito. E armou uma cilada aos cavaleiros numa madrugada de outubro de 1307. Era sexta-feira, 13.

Filipe IV, o Belo, não gostava do poder que os Cavaleiros Templários tinham acumulado ao longo dos últimos dois séculos. A sua magnificência era tal que só o Papa, na época Clemente V, podia ter mão sobre a Ordem. Por isso, Filipe IV usou do seu poder de persuasão e tentou convencer o Papa a acusar a Ordem de crimes de heresia, imoralidade e sodomia. Não foi fácil, porque Clemente V sabia que a sua aliança com os Templários era útil para manter uma presença militar bem vincada na Palestina. No entanto, não foi capaz de travar o plano do rei porque os boatos que circulavam sobre os templários já começavam a denegrir a imagem da própria Igreja: se continuasse a defender a Ordem, também a sua boa imagem seria arrastada pela lama.

O rei francês planeou então acusar os cavaleiros, todos eles impedidos de casar para respeitar as regras da organização, de manter relações sexuais homossexuais entre eles, uma acusação particularmente humilhante no século XIV. Nenhuma destas acusações era suportada por factos. O único dado concreto é que a coroa francesa precisava do dinheiro da Ordem, a quem já havia recorrido para empréstimos. Mas Filipe IV sabia que, com o poder e prestígio que os Templários tinham conquistado, só a morte os arruinaria. A última gota de água para o rei foi quando Tiago de Molay, último grão-mestre dos Templários, pediu ao Papa para perceber o que se passava para que tantos boatos corressem sobre os seus cavaleiros. O Papa acedeu ao pedido de Molay, mas avisou o rei, que bateu punho e, aconselhado pelo ministro Guillermo de Nogaret, enviou em agosto uma carta a todo o reino com instruções claras para que só fosse aberta na noite de 12 de outubro de 1307.

O castigo eterno
Toda a gente seguiu as ordens do rei. Na noite marcada, Tiago de Molay foi capturado juntamente com a maior parte dos templários. Todos os bens foram confiscados pela Inquisição. De madrugada, já Filipe IV de França tinha emitido um comunicado onde sugeria que o papa Clemente V concordava com a morte dos Templários. Enfurecido, o Papa enviou dois cardeais para repreender o rei. Vieram de lá com um negócio: a Igreja ficava com parte dos bens dos Templários, mas o rei podia escolher a forma de julgar os cavaleiros. Escolheu então condená-los de acordo com o direito canónico, o mais pesado. Não sabia que estava a cavar a própria sepultura.

Os Templários foram sujeitos às mais cruéis formas de tortura, alguns ficaram em prisão perpétua e outros foram queimados na fogueira, um castigo normalmente aplicado às bruxas. Um dosTemplários condenados à morto por fogo foi o próprio Tiago de Molay. Perante o rei e todas as tropas do reino que tinham conduzido a Ordem dos Templários à morte, Molay lançou uma maldição mortífera: “Deus sabe que nos trouxe para o limiar da morte com grande injustiça. Em breve virá uma enorme calamidade para aqueles que nos condenaram sem respeitar a verdadeira justiça. Deus vai retaliar a nossa morte. Vou perecer com essa garantia”.

As palavras proferidas por Molay no leito da sua morte ecoaram pelo reino durante um ano. E concretizaram-se. O rei Felipe IV morreu com um derrame cerebral e, pouco depois, também o papa Clemente V sucumbiu. O povo levou a sério a ameaça de Molay e, a partir daquele dia, qualquer sexta-feira 13 era vista com receio: o azar podia bater à porta de qualquer um nesse dia. O medo foi ainda mais instigado já no século XX com o lançamento do livro “Sexta-feira 13” por Nathaniel Lachenmeyer, que argumenta que a sexta-feira era um dia pouco afortunado e que o número 13 estava cheio de fantasmas.

O medo espalhou-se pelo mundo inteiro com os relatos cada vez mais demoníacos associados a este dia. Este ano há duas sextas-feiras 13: um deles celebra-se agora, a 13 de janeiro. Mas é o próximo dia do azar que pode mesmo causar arrepios: é a 13 de outubro de 2017, precisamente 710 anos depois da sanguinária perseguição à Ordem dos Templários. Sabe-se lá até onde pode ir o azar num dia como esse.


Por Marta Leite Ferreira
Observador, 13/1/2017.
 


Publicado em 19/01/2018 às 00:06

Tratado de Versalhes

O Tratado de Versalhes foi um acordo celebrado pelos países envolvidos na Primeira Guerra Mundial, visando pôr fim ao conflito. Foi celebrado em Paris, na França em 28 de junho de 1919, entrando em vigor em 10 de janeiro de 1920. O tratado pôs fim às hostilidades iniciadas em 1914 entre potências europeias, suas colônias e aliados ao redor do mundo, devolvendo ao continente a paz e determinando as consequências do conflito e os rumos das relações no continente e fora dele.

Caracterizado pela efetivação do Armistício de 1918, que pôs fim às hostilidades militares entre as potências envolvidas, o Tratado de Versalhes calou definitivamente os canhões e cessou o combate que ainda perdurava no continente desde a assinatura do Armistício.

Um dos principais pontos definidos pelo Tratado foi a instituição da “Liga da Nações”, órgão internacional que atuaria como regulador da situação política do mundo, buscando resolver atritos e disputas da forma mais efetiva, zelando pela manutenção da paz e da prevenção ao uso da força. Esse órgão, idealizado pelo então presidente dos Estados Unidos na América, Thomas Woodrow Wilson, foi essencial para a manutenção da paz por cerca 20 anos na Europa, ao mesmo tempo que foi responsabilizado por diversos conflitos e disputas surgidos nos anos seguintes e por omissão diante da posterior escalada dos nazistas ao poder na Alemanha da década de 30.

O Tratado determinava que a Alemanha (antigo Império Alemão, depois República de Weimar) arcasse com todos os prejuízos causados pela guerra. De maneira considerada por muitos estudiosos como injusta, o Tratado imputava à Alemanha toda a responsabilidade pelo conflito e por suas consequências, principalmente perdas econômicas. Os alemães então acabaram por ter de arcar com pesadas indenizações, que foram impostas sobretudo por ingleses e franceses, que visavam pagar os prejuízos às indústrias e agricultura que proviam o desenvolvimento econômico desses países. Essa exigência fragilizou consideravelmente a economia alemã, já baqueada pela própria guerra.

Além disso, a Alemanha também perdeu partes de seu território para os países vizinhos, uma vez que esses territórios acabaram por serem considerados pagamentos de indenizações de Guerra. Territórios disputados e tomados da França desde a unificação alemã foram devolvidos aos franceses, como a Alsácia Lorena. Ainda no oeste e norte, houve concessão de alguns territórios alemães à Bélgica e à Dinamarca. A leste, pedaços do território alemão foram cedidos pelas potências vencedores à Lituânia e à Polônia. Também houve, nesse contexto, a aceitação da independência da Áustria.

Assim sendo, o antigo Império Alemão foi esfacelado, o Estado diminuiu consideravelmente, o que colaborou para a formação da chamada República de Weimar, um novo Estado representante do povo alemão. Também foram perdidas as colônias alemãs na África e em outros locais.

As Forças Armadas também sofreram profunda redução em todo o seu poderio, aparato e contingente, pois era temor generalizado que a Alemanha se rearmasse e buscasse revanchismo contra os vencedores da guerra.

As indenizações e retaliações ao território alemão causaram severa crise econômica e alimentaram um sentimento de indignação entre os alemães por conta do entendido exagero nas cláusulas do Tratado. Esses exageros foram a justificativa levantada, anos depois, por Adolf Hitler para a situação do povo alemão e para o conflito de 1939 - 1945, visto como necessário para reerguer a Alemanha.

Somado a tudo isso, o Tratado de Versalhes, ao redesenhar os mapas do mundo, extinguindo países, criando outros e dividindo ainda outros, causou ainda mais tensões em várias regiões, plantando as sementes para novos conflitos que assolaram todo o século XX, como por exemplo a questão curda (advinda da dissolução do Império Turco Otomano) ou entre Hutus e Tútsis na região dos grandes lagos, no centro da África, ao delegar o domínio da região aos belgas, semeando as crises em Ruanda, Burundi e República Democrática do Congo.

Bibliografia:
Eric J. Hobsbawm. A Era dos Extremos. O breve século XX 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Magnoli, Demetrio (2008) História da Paz. São Paulo: Editora Contexto, 448p
http://www.dw.com/pt/1920-entra-em-vigor-o-tratado-de-versalhes/a-400678



Info Escola