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Joseval Filho

Especialista em Gestão de Pessoas e Pedagogia Empresarial 


Publicado em 11/06/2019 às 18:25

Solidariedade: Um dever globalizado

O exercício da solidariedade traduz, no nosso entender, sentimento inerente ao homem, em sua interação com outras pessoas, seja no seio familiar ou no âmbito da sociedade em que vive, sendo certo que, com o encurtamento das distâncias, através da evolução dos meios de transporte e de comunicação, este sentimento poderá ocorrer, e comumente ocorre, até mesmo entre pessoas de culturas diferentes, que vivem em lugares distantes. Este exercício da solidariedade poderá ser explicado sob os mais diversos prismas, fazendo parte da condição humana, em seu convívio social.

A sociologia, por sua vez, nos fornece elementos de compreensão acerca do tema, conforme Durkheim, em sua obra ‘Da Divisão do Trabalho Social onde faz o autor uma divisão da solidariedade, considerando-a fator de coesão social. Este distingue a solidariedade mecânica da orgânica. A primeira, a que se passa no seio familiar, enquanto a segunda é a que se forma através da convivência social.

A solidariedade é necessária para a consecução dos planos individuais de vida, a que todos os seres humanos têm direito e é a dimensão da liberdade humana, entendida como valor essencial dos direitos fundamentais. O sociólogo francês supracitado acreditava que a divisão do trabalho pela especialização de tarefas servia para unir o grupo social em razão da interdependência criada entre as diferentes profissões.

É entendimento sedimentado hoje que a solidariedade é mais que tudo um dever legal, concepção esta que já se podia perceber desde a Revolução Francesa e seus ideais de igualdade, fraternidade e liberdade, e definitivamente consagrada na Constituição de 1988, estabelecendo-se a constituição de uma sociedade solidária como um dos fins primordiais da República.

Por conseguinte, é de fundamental importância este tema, uma vez que a assistência a necessitados será assegurada pela contribuição daqueles que puderam custear, com suas contribuições, o amparo a estas pessoas, nos momentos mais dolorosos de suas vidas.
 


Publicado em 29/05/2019 às 13:48

As TIC´s e as Organizações: Um breve relato

O mundo contemporâneo e marcado pela velocidade na qual as mudanças acontecem. Assim, a sociedade da informação e do conhecimento utiliza-se das tecnologias de armazenamento e transmissão de dados e informações a todo instante. A generalização da informação vem acompanhada por inovações organizacionais, comerciais, sociais e jurídicas que estão alterando o mundo social e o do trabalho. Ou seja, vivemos numa nova era diante das tecnologias da informação digital que nos circundam.

Nesse cenário globalizado, podemos citar, por exemplo, a velocidade, a aceleração, a instantaneidade, a desarticulação, a formação permanente e a midiatização de todos os processos envolvendo indivíduos e organizações.

Diante destas perspectivas, podemos afirmar como condição de vida na atualidade que a tecnologia é uma extensão do ser humano. Tal afirmação tem gerado inúmeras discussões, principalmente quando nos referimos aos novos recursos tecnológicos da informação e da comunicação no cotidiano empresarial. Há três grandes visões sobre o tema: os que podem ser considerados defensores ativos da virtualidade; os que negam e até repudiam qualquer tipo de tecnologia; e os que defendem o uso racional da tecnologia em benefício das organizações e da sociedade como um todo.

Logo, defendemos como princípio o uso das tecnologias como positivas, e sua incorporação, reconhecimento e aproveitamento por meio das vivências pró-desenvolvimentistas desses recursos na vida social e empresarial. Assim, propomos uma reflexão sobre os desafios e as possibilidades das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no contexto corporativo. 


Publicado em 21/05/2019 às 18:21

Mundo Corporativo: Aprendendo a aprender

Os conceitos e os modelos de vida vêm paulatinamente transformando-se e infelizmente a consequência disso é o crescente individualismo. As relações estão cada vez mais distantes até mesmo dentro de casa. No entanto, o ser humano por natureza é um ser sociável e necessita viver e participar da vida em grupo para se perceber enquanto ser humano e também para ampliar sua capacidade de aprendizagem.

A todo o momento será reafirmado que os sentimentos de segurança e confiança depositada no colaborador são essenciais para a construção do processo de aprendizagem nas organizações, o que revela que as diferentes atitudes emocionais e comportamentais podem interferir na postura do indivíduo no mundo do trabalho.

Os gestos pertencentes aos sistemas naturais das reações afetivas, sob o controle do campo emocional beneficia a demonstração de questões pessoais no dia-a-dia. Além disso, acarreta na autonomia e no sucesso na construção da aprendizagem recíproca, na formação da personalidade de adultos seguros e confiantes de si, aptos de raciocinar de forma crítica o mundo e as relações interpessoais que os cercam.

Assim, a ideia central consiste em analisar o papel das contribuições da relação afetiva para o processo de aprendizagem nas organizações , uma vez que tal sentimento é forte agente motivador para todas as ações do individuo tanto no campo pessoal como profissional. 


Publicado em 14/05/2019 às 05:06

Comunicação interna: Fator de equilíbrio organizacional

A comunicação dentro das organizações é fundamental para o bom desenvolvimento, entre gestores, colaboradores, fornecedores e clientes.O poder de desta ferramenta no mundo corporativo é um fator primordial. Onde as empresas devem conhecer seu público alvo, e saber escolher a melhor forma de comunicar-se.

Podes-se observar que a sociedade é feita de organizações responsáveis pelo atendimento das necessidades das pessoas. Nestas organizações, cada pessoa ou grupo de pessoas desempenham tarefas especificas para alcançar os seus respectivos objetivos, assim como o da empresa e de seus clientes. Esta divisão do trabalho faz com que as limitações individuais sejam superadas e isso só acontece de fato se a comunicação entres as partes for exercida de maneira clara e eficiente.

De acordo com André Fischer, a ideia de modelo de gestão onde a comunicação interna tem essa relevância a tese é baseada no desenvolvimento mutuo, ou seja, a organização, ao se desenvolver, também desenvolve pessoas e estas a organização. O objetivo da organização deve ser a gestão de pessoas, a qualidade pessoal, e o desempenho profissional além da satisfação dos colaboradores dos gestores e da sociedade que utiliza os serviços a ela prestados.

Neste contexto, os gestores devem ter a capacidade de verificar as necessidades de seus colaboradores, o que cada um tem a oferecer um diálogo interno que aflore nos colaboradores virtudes, como: conhecimento, criatividade, qualidade, desempenho, habilidade, motivação, atitude, competência e comprometimento. Isto faz com que a organização prospere. Entre os subsistemas, encontram-se o planejamento e a aplicação da avaliação do desempenho, que trata dos aspectos relacionados alcançados por cada indivíduo dentro da organização. 


Publicado em 06/05/2019 às 11:57

A afetividade e a construção da auto-estima: Um direcionamento para as organizações

O ser humano é um ser social e vive em constante adaptação ao meio em busca da satisfação e estabilidade pessoal ao mesmo tempo em que prezar as relações com os outros seres. Diante das mudanças culturais e morais das sociedades hodiernas, a estabilidade emocional, muitas vezes não encontrada no meio, necessita cada vez mais de ser criada pelo próprio indivíduo, que num processo de auto-reflexão e adaptação, busca a satisfação afetiva.

Segundo o psicólogo Nathaniel Branden, Diante do colapso do consenso cultural, da falta de modelos de papéis dignos, das poucas coisas públicas que inspirem nossa fidelidade, e das rápidas e desorientadoras mudanças que são a feição permanente de nossa vida, é perigoso não saber confiarmos em nós mesmos.

As bases para a formação da auto-estima são definidas tanto por fatores internos, aquilo que o indivíduo pensa, realiza ou acredita, quanto por fatores externos, todas as experiências vividas socialmente. A importância do desenvolvimento da auto-estima para a vida humana pode ser justificada pelo fato de que dependemos do uso apropriado da consciência para sobreviver e dominar o meio em que vivemos e que o uso correto dessa consciência não é habilidade nata, e sim construída sob uma responsabilidade social

Da mesma forma que “Ligações afetivas iniciais formam a base para os sentimentos de ser amado, valorizado e são necessárias para a auto-imagem”. Por conseguinte, a auto-estima e a auto-imagem são dimensões subjetivas bem próximas e integralmente fundamentadas sobre o mesmo alicerce, em suma, os tipos de interações sociais que os indivíduos estabelecem entre si.

Com base em conhecimentos vindos da Psicologia Moderna há uma ênfase na estreita ligação entre a subjetividade e volatilidade do sujeito e a auto-estima satisfatória direcionando a uma reflexão sobre as condutas e comportamentos passíveis de reconhecimento e abnegação que podem influenciar a auto-estima saudável.

Portanto, a consciência é a mais nobre manifestação da vida humana, pois possibilita perceber os aspectos que formam a realidade e pensá-los abstratamente. Sob este fundamento pode-se dizer que estar consciente é compreender que todas as influências do meio físico, cultural, social, econômico, político e espiritual afetam e exigem ações, propostas e tomadas de decisões urgentes. 


Publicado em 28/04/2019 às 14:37

Cultura Organizacional: Uma necessidade

Cultura organizacional na perspectiva de Idalberto Chiavenatto, grande estudioso deste ramo da Gestão de Pessoas é um sistema de valores compartilhados pelos seus membros, em todos os níveis, que diferencia uma organização das demais. Logo, quanto mais você entender a cultura da sua empresa, maior a chance de sobrevivência no mercado.

Diante desta premissa, pressupõe-se que uma quantidade significativa das empresas, independentemente do tamanho, do segmento em que atuam e dos bens ou serviços que produzem, possuem cultura organizacional, formalmente instituída ou não. Se esta assertiva for negativa as chances de fracasso do negócio aumentam, visto que o empreendedor não priorizou um modo de atuação definido a médio e logo prazo em conjunto com sócios e colaboradores.

Pesquisadores do tema, estabelecem sete características básicas que, em conjunto, capturam a essência da cultura de uma organização: Inovação e assunção de riscos: o grau em que os funcionários são estimulados a inovar e assumir riscos. Atenção aos detalhes: o grau em que se espera que os funcionários demonstrem precisão, análise e atenção aos detalhes. Orientação para os resultados: o grau em que os dirigentes focam mais os resultados do que as técnicas e os processos empregados para seu alcance.

Eles também apontam como prioridade: Orientação para as pessoas: o grau em que as decisões dos dirigentes levam em consideração o efeito dos resultados sobre as pessoas dentro da organização. Orientação para as equipes: o grau em que as atividades de trabalho são mais organizadas em termos de equipes do que de indivíduos. Agressividade: o grau em que as pessoas são competitivas e agressivas em vez de dóceis e acomodadas. Estabilidade: o grau em que as atividades organizacionais enfatizam a manutenção do status quo em contraste com o crescimento.

Para os líderes é essencial lembrar ao time para onde o barco está rumando, se o percurso final mudou e quais são as novas rotas. Ou seja, manter a equipe atualizada sobre tudo que está acontecendo.

Por conseguinte,, sendo cultura organizacional é algo bem abrangente, a primeira coisa a fazer é estabelecer como essa empresa será e isso inclui qual língua ela, e todos falarão, quais práticas serão bem vistas e sobretudo quais os hábitos pertencem à esse grupo em particular. 


Publicado em 21/04/2019 às 07:51

PESSOAS, DESEMPENHO E SALÁRIOS

O mundo corporativo não existiria sem as pessoas, elas são a mola propulsora no desenvolvimento das idéias que tornaram as “Empresas Inteligentes” e preparadas para lidar com as incertezas e instabilidades ainda por serem equacionadas. Por conta disso, perguntamos: o que as pessoas (colaboradores) fazem para se tornarem importantes numa corporação? Como podemos fazer a diferença?

Os colaboradores bem sucedidos aprendem sobre a cultura da organização, valorizam o serviço e querem estar associados a um grupo ou equipe, sempre, eu digo sempre buscam uma “Evolução contínua”. Pessoas obstinadas trabalham melhor quando são ‘influenciadas’ em vez de ‘dirigidas’ ou ‘mandadas’. Assim, uma empresa que foca na melhoria em torno do crescimento das capacidades dos indivíduos terá colaboradores leais e comprometidos com o trabalho coletivo, uma condição sene qua non para um reflexo positivo nas suas remunerações.

Como poderosa motivadora, a remuneração torna-se eficaz, e se usada eficientemente, pode apressar a aceitação e o compromisso com as constantes mudanças nos processos. Neste cenário, a remuneração dará um bom suporte para responsabilidade por resultados e recompensando o alcance de novas metas de desempenho.

A perspectiva dinâmica do mercado faz com que todos nós (pessoas e empresas) busquemos nos reinventar a cada momento, para que possamos navegar em mares nunca dantes navegados no mundo das organizações. 


Publicado em 15/04/2019 às 19:01

O Gestor e a Gestão de Pessoas: Uma reflexão

O mundo mudou e a complexidade existente nas relações transpessoais, a diversidade étnica, de cultura e gênero lança um novo olhar para as empresas, que no atual cenário sócio econômico estão em busca de como melhorar as relações de trabalho dentro das áreas, como fazer uma gestão eficiente do conhecimento, bem como lidar com diferentes gerações em um mesmo ambiente organizacional.

Para tanto, se faz necessário buscar melhorias e boas práticas. Na gestão de pessoas é mister um maior engajamento e produtividade dos colaboradores. O Professor André Fischer da USP chancela o conceito de gestão de pessoas como uma associação de habilidades e métodos, políticas, técnicas e práticas definidas, cujo objetivo é administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano nas organizações.

Ele aponta ainda que a gestão de pessoas ocorra através da participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento de funcionários de uma empresa, e a área tem a função de humanizar as empresas. Muitas vezes, a gestão de pessoas é confundida com o setor de Recursos Humanos, porém RH a técnica e os mecanismos que o profissional utiliza e a gestão de pessoas tem como objetivo a valorização dos profissionais. Logo uma empresa para torna-se atual e longeva, a gestão de pessoas deve ser feita pelos gestores e diretores, porque é uma área que requer capacidade de liderança.

O futuro é uma “metamorfose ambulante” e nele, a gestão de pessoas possui uma grande responsabilidade na formação dos profissionais, e tem o principal objetivo, de desenvolver e colaborar para o crescimento das instituições e dos próprios profissionais.

No contexto de empresas, seja ela pública ou privada os gestores que simplesmente distribuíam tarefas ao time e supervisionavam as ações realizadas acabou. Hoje o mundo corporativo é um mundo de líderes.