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Paulo Cezar

 Prof. de História


Publicado em 01/06/2016 às 07:25

Tempos difíceis Vários donos de uma verdade inexistente!!!

Tempo de mudança! A politica brasileira ha vários anos não passa por momentos tão reveladores e instáveis, onde vários donos de uma verdade dita coletiva vomitam sua própria verdade de forma a não ser questionada, sob pena de não se querer o bem comum, onde pregam com a maior empáfia a liberdade de expressão, mas limita essa liberdade a legitimidade de suas próprias ideias, falseando assim suas próprias promessas e ao mesmo tempo conseguindo a gratidão de um povo que vive sobre o julgo de uma dominação ideológica facilitada por uma simples questão de sobrevivência.

Ao usarmos hoje, qualquer meio de comunicação, nos deparamos com inúmeras denuncias de corrupção; onde todos acusam todos, onde todos são inocentes e todos são culpados, vemos claramente uma quebra de braços entre partidos e o principal interessado que é o povo, fica alheio a essas questões e decisões, onde as discordâncias entre partidos de ideologias completamente divergentes são resolvidas ofertando-se cargos e por vezes valores em espécie, isso me faz pensar se realmente nossos representantes estão trabalhando pelo bem comum ou estão defendendo seus próprios interesses. E como sempre para o povo só resta às velhas promessas que são reafirmadas ou reavivadas a cada pleito eleitoral.

Diante das incertezas apresentadas hoje pela politica nacional, temos vários grupos que saem as ruas defendendo cada um, uma democracia que melhor se encaixe em suas ideologias e interesses próprios, esses diversos movimentos se divide em dois grandes grupos distintos, um defende a democracia e combate a corrupção de forma genérica não poupando partido algum onde todos políticos tem sua parcela de culpa no caos politico atual, em contra partida outro grupo pro-governo saem em defesa da democracia e contra a corrupção, onde todos os partidos contra o governo são culpados de toda corrupção existente inclusive de conspirar contra o atual governo que de forma milagrosa esta acima de qualquer suspeita e seus representantes segundo eles são exemplos de honestidade e inocência, ponto de vista um pouco complicado para os dias atuais.

Vejo grandes estudiosos, hoje defender a permanência de um mesmo partido por quase duas décadas, sob a desculpa de uma falsa democracia, como já disse o escritor Orson Scott Card - “Se os porcos pudessem votar o homem com o balde de comida seria eleito sempre, não importa quantos porcos ele já tenha abatido no recinto ao lado”, analogia pouco complicada, mas serve bem para explicar o ponto de vista que tento passar, como falar em democracia em uma sociedade onde parte considerável de seus membros apoia um determinado líder ou governo por puro e simples medo de perder vantagens sociais, estas que sempre existiram em qualquer governo, pelo simples fato de que pessoas necessitadas sempre existiram e a assistência a elas é essencial a estabilidade de qualquer governo que queira manter a governabilidade, pois caso contrario haveria o coas social e a insustentabilidade do próprio governo, grande parte da população ainda deve se lembrar da Cohab, Sudene, Auxilio Gás, Bolça Escola. É simplesmente inadmissível ver intelectuais creditando toda a historia da assistência social no Brasil a políticos atuais que esbanjam luxo e despejam o ódio pelo Brasil a fora, é inadmissível creditar o desenvolvimento do País a determinado partido politico, é inadmissível defender que com a mudança de aspecto politico, provocaria a suspensão da produção em diversos setores industriais, que os bancos suspenderiam os financiamentos de casas e automóveis, que as empresas aéreas cancelariam seus serviços paralisando o transportar da população, situação inaceitável numa relação de consumo atual. Ate porque nada foi nos dado, pelo contrario o capitalismo nunca foi tão explorado como agora, compra-se um carro financiado e paga-se o valor em dobro, adquire-se um imóvel para moradia e passasse 30 anos pagando com o fantasma da hipoteca batendo a porta, além disso quase metade dos salários é pago de impostos e temos em troca serviços completamente ineficientes e ainda vemos supostos defensores do povo pregando o aumento de impostos, com a desculpa de melhor divisão de renda, hora como seria melhor divisão de renda se a população economicamente ativa, mal paga suas contas e grande parte da culpa são dos próprios altos impostos.

Após essa simples e realista analise, posso concluir com profundo pesar, que hoje nosso sistema politico está falido e se mostra simplesmente um mal necessário, um alto preço a pagar pela nossa frágil democracia, onde sistematicamente durante os pleitos eleitorais somos levados a escolher representantes que são completamente descompromissados com o povo, pelo simples fato de já contarem com apoio e votos cativos deixando-os livres para defenderem seus próprios interesses, assim sendo vejo essa permanência dos mesmos indivíduos e mesmas famílias no poder como o principal gerador de corrupção, onde são verdadeiros donos do Estado e do bem comum, endeusados e mantidos por uma plebe de bajuladores, o melhor caminho para a evolução social seria o fim da profissão de politico profissional ou “parasitas sociais”, adotando-se o fim a reeleição em todos os níveis eleitorais, assim conseguindo uma alternância no poder onde sempre teria pessoas novas e novas ideias, pensamento um pouco utópico, mas interessante, pois dessa forma as raízes da corrupção teriam, mas dificuldade para germinar, mas o momento é de mudança e que se diga de passagem necessária, a perfeição como já sabemos é impossível, então que a mudança venha e que não nos acomodemos em cobrar de nossos representantes melhores serviços e mais transparências nas contas publicas.
 


Publicado em 29/02/2016 às 15:20

Opa!!! Até que fim ano de eleições municipais

Transitando pela cidade, me deparei com uma sena inusitada, vários homens trabalhando no recapeamento das vias urbanas, fato normal e corriqueiro numa cidade em desenvolvimento, mas o que me chamou a atenção foi que ao lado havia um grupo de senhores bem trajados tomando aquele solzão na cara, pensei com meus botões tem algo por trás deste súbito lapso de cidadania de nossas ditas elites, mas em seguida avistei um grupo de jornalistas com câmera e tudo mais. Neste momento ao ver aquele fato que é logico de divulgação “autopromoção”. Lembrei-me que estamos em ano de eleições municipais.

Ano do velho e bom tapinha nas costas, das visitas residências, daquela cestinha básica, de renovar aquelas velhas promessas, daquelas verdadeiras procissões aonde vai o bondoso senhor na frente e a plebe o aparando com todo zelo, aquela velha garrafinha de álcool no carro para esterilizar as mãos contaminadas pelos germes do povo “eleitor”, das reuniões de bairros, do tijolinho, do cimento, do dinheiro para pagar o pedreiro, etc.

Em contrapartida é o ano do esquecimento, onde nunca existiram: o atraso de salários, as filas nos postos de saúde, as faltas de médicos de remédios, os buracos nas ruas, as rescisões dos contratos da gestão anterior, as promessas não compridas. Um verdadeiro mal de Alzheimer coletivo, direcionado por um discurso positivista e manipulador, daqueles que estão com o poder nas mãos e faram de tudo para mantê-lo, onde denúncias e discursos realistas da suposta oposição não surgem efeito, pois o povo imediatista se conforma com o pouco que lhe é oferecido, “é claro” não tirando aqui o mérito dos cidadãos, pois o pensamento crítico raramente anda junto com a fome e a falta das necessidades básicas. Dessa forma quem está com o poder nas mãos tem as ferramentas necessárias para se manter por décadas, tornando-se verdadeiro donos da verdade e senhores de seu povo, como vemos década após década uma ou duas famílias dividindo o poder e formando verdadeiros reinados.

Embora oficialmente o período eleitoral ainda não tenha começado, podemos observar com frequência notícias e panfletos promocionais onde imagens desgastadas são deixadas de lado e figuras que recentemente simplesmente inexistiam ou eram coadjuvante, sem valor algum de barganha, surgirem quase que por milagre no senário político como grandes empreendedores e empenhados no desenvolvimento da cidade. Em quanto isso nomes já conhecidos permanecem inertes, situação proposital, pois ainda é cedo e muitos acordos surgiram, assim aguardam condições mais favoráveis para expor seus nomes ou apoiar outros.

Não estou aqui querendo ser pessimista, são palavras ingênuas, mas permeadas de realidades, pois é claro e notório que os líderes de hoje são os mesmos de décadas atrás, alternando-se apenas de gênero, mas nem tudo está perdido, tomemos as rédeas de nossos destinos, a evolução é lenta, mas continua, devemos procurar novos nomes que possam nos representar e que não estejam comprometidos com acordos feitos na calada da noite e principalmente que não sejam oriundos dessas velhas famílias que se perpetuam no poder. Não vou aqui romantizar o tema pois não há um nome ou uma pessoa perfeita, mas a mudança é necessária pois essa ideologia de uma ou duas famílias se manterem a frente do poder público, é que estar deturpando nossa visam de democracia.

Ainda é importante salientar que toda e qualquer conquista surge do clamor popular e não devemos nada a político algum, pois eles foram eleitos com o nosso voto e recebem um salário, “diga-se de passagem”, bem gordinho para trabalhar em nosso favor e se foram honestos não fizeram nada mais que sua obrigação e se não foram tratam-se de um simples, ladrão oportunista como muitos outros infiltrados na vida pública, que nos ludibriaram para conseguirem nosso apoio e voto.
 


Publicado em 17/02/2016 às 00:41

E sobre a desmilitarização?

Muito tem se falado sobre este assunto, mas para a sociedade civil quais realmente são as vantagens e desvantagens, abordarei a seguir alguns aspectos sobre essa controvérsia, aspectos estes que ainda não foram abordados ou por um conveniente esquecimento ou por falta de interesse real pelo o assunto, que por vezes vejo abordagens apenas oportunistas e de momentos pontuais para autopromoção entre simpatizantes do tema.

Para inicio de conversa! As policias no Brasil são realmente militares? Ou se apoiam numa forma caricata do militarismo, existentes nas forças armadas? Pois estes se apoiam em regulamentos que são seguidos em sua íntegra e não como nas policias militares onde o regulamento é usado de forma a sempre beneficiar ou alimentar o ego de superiores. Sendo que com o advento dos Direitos Humanos essa prática foi reduzida consideravelmente, mas continua sendo comum relatos da mesma entre os policias militares. Ainda cabe salientar que não importa ser militar ou não, apenas através da valorização do profissional de segurança publica, que por muitas vezes se ver criminalizado pela sociedade e de igual forma pelo judiciário onde a presunção de inocência é simplesmente esquecida.

Ate mesmo entre os próprios policiais militares a muitas discursões sobre o assunto, onde basicamente são formados dois grupos: os “Praças” que defendem e os oficiais que em grande parte são contra, situação natural, pois a desmilitarização ocasionaria na perda de alguns mimos como (continência e o famoso sim senhor).

A militarização hoje se mostra como um empecilho ao bom andamento do serviço e também uma barreira nas relações entre policia e sociedade, por muitas vezes os policiais são obrigados a seguir ordens que claramente não condizem com a realidade, mas o subordinado que convive com a população e dispõe de informações que poderiam ajudar nessas relações, se ver impedido de expressar sua opinião, pois no militarismo seria acusado de estar questionando o superior, que numa visão interna e resumida “só o superior tem informações que podem servir para orientar operações”. Outro fato comum é a abertura de cursos na área do direito, mas apenas oficiais podem ser escritos, é claro que isso não restringe o conhecimento, mas sim sua oficialização, pois o subordinado superar seu superior em nível intelectual não seria de bom tom, Dessa forma a desmilitarização pode significar para alguns, perda ou divisão de “PODER”.

Do outro lado os “Praças” podem ver na desmilitarização uma possibilidade de ascensão na careira e se não, simplesmente uma forma de trabalhar mais tranquilo sem o peso do militarismo nos ombros, ainda tendo a questão dos direitos trabalhistas, que são suprimidos pelos superiores e pelo próprio Estado, usando o militarismo como escudo para driblar as leis.

Diante não da analise, mas dos poucos comentários expostos anteriormente posso concluir que o militarismo “nas policias estaduais” nos dias atuais serve apenas como desculpa para alimentar o ego de indivíduos que por um motivo ou outro precisam da submissão de outras pessoas para se sentirem realizados. Palavras fortes para serem expostas dessa maneira, mas não vejo outra explicação para manter nos dias atuais tidos como moderno, uma classe trabalhista nos moldes escravistas, onde são obrigados a trabalhar para garantir sua sobrevivência e dos seus, em muitos casos sem dia certo para receber, sendo obrigado a tirar serviços extras e quiçá um dia receber e ainda tendo de prestar reverencia “continência” ao seu senhor.

O sistema de “Policia Militar” se mostra incompatível, com uma politica seria de valorização do profissional de segurança pública e do estreitamento das relações entre policias e sociedade. A desmilitarização seria “o ponta pé inicial” para a evolução das policias em todos os aspectos, sei que os que se opõem ao assunto, podem vim com argumentos, leis, artigos e artifícios para inviabilizar e desvirtuar o tema, mas carecem de fatos reais e de fatos reais, que tratamos aqui.