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Professor Dr. Atalvanio Silva

Professor Dr. Atalvanio Silva.
Licenciado em Química pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL),
Mestre e Doutor em Química pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Leciona na rede estadual de ensino de Alagoas e
Faculdade Pitágoras.
 


Publicado em 29/05/2016 às 18:49

Tocha olímpica, Rio 2016: Para quê? Para quem?

 Hoje, dia 29 de maio de 2016, vimos a famosa Tocha Olímpica passar por nossa cidade Arapiraca, e sobre este evento tenho uma opinião a qual descrevo neste artigo. Pelo percurso observava-se ruas sinalizadas, policiais e ambulâncias a postos, para eventuais necessidades. Que cidade organizada (alguém pensaria)! Evidente, que não podemos e nem devemos esquecer a contribuição dos gregos na criação dos jogos olímpicos e dentre outras áreas, notadamente, as áreas do saber, da escrita, da filosofia, das mitologias e tantas outras.

Entretanto, não estamos na Grécia! Estamos no Brasil, especificamente em Alagoas! Vejo como a cidade, em poucos dias, se organizou para este evento de poucas horas. Todo o aparato usado para receber pessoas ilustres, além do fogo olímpico. O evento estava bonito, mas não precisamos de fogo olímpico! Não neste momento!

Precisamos de coisas mais relevantes como Educação de qualidade, por exemplo. Estamos em um período no qual as paralisações já se fazem presentes na educação estadual, e amanhã, teremos mais uma paralisação, e semana que vem, dia 08 de junho, teremos mais um movimento de paralisação e, quem sabe, até uma greve está a caminho!

Enquanto isso, nossas autoridades preocupam-se com uma tocha, um fogo olímpico, o que configura, a prática de esportes. Se estivessem preocupados realmente com a prática de esportes, nossas escolas teriam quadras, ginásios e ambientes adequados à prática esportiva! Vejo que estamos brincando de fazer educação: finge-se que ensina, finge-se que aprende, finge-se que está tudo bem, e assim, o país das Olimpíadas encontra-se entre os piores no ranking das pesquisas educacionais, e isto, não é fingimento, é a realidade!

O país do futebol, das olímpiadas e tantos esportes, não está nem ai, para a educação! Desde quando foi feito algo efetivo para melhorar a educação? Não me lembro! Nossas escolas estão ai, ainda como aquelas do século XIX, apesar de toda tecnologia disponível. Nossos professores são extremamente desvalorizados: o salário é vergonhoso, sem falar da sua dignidade que está ferida! Não há respeito, somos tratados como profissionais sem importância alguma, exceto, nos discursos politiqueiros, onde somos classificados como a classe salvadora da pátria! Nos poupem destes discursos! Estamos cansados!

Estamos cansados de exercermos papeis que não são nossos: não somos psicólogos, não somos pais, não somos mães! Não nos formamos para executar tais funções! Estudamos para lecionar e, para quem não sabe, nem isso conseguimos fazer, porque na maior parte tempo, estamos pedindo, solicitando e até implorando para que nossos alunos nos permitam dar aula, porque a indisciplina na sala de aula é desgastante! E não venham dizer que isto é falta de autoridade do professor(a), pois isto não é falta de autoridade, é falta de limites, que os pais é quem deveriam dar, afinal, a escola ensina e os pais educam! Por favor, não invertam a ordem! Não nos passem responsabilidades que não são nossas!

Vivemos no país do fingimento! E eu, sinceramente, não compactuo com o que não concordo e não aceito! Nossa cidade não está bem, carecendo de serviços públicos de qualidade. Nosso Estado dispensa comentários, principalmente na educação, por isso não precisamos de investimentos com tocha alguma, com evento esportivo algum. Antes disso precisamos do necessário à população!

Ressalto que a relevância do Evento, não está sendo questionada, o que questiona-se é o fato de ver-se o país parando, por conta de algo que não é relevante para nós em um momento como este em que nos encontramos. Por que temos que ser políticos? Por que temos que fazer tudo pensando na bela imagem que teremos com os demais? Por que temos que fazer tudo que os outros fazem apenas para “ficar bem na fita”?

Precisamos urgentemente parar de fingir que está tudo bom, que a educação está bem! Não, não está! A educação, mola propulsora do país, não está bem, e eu como docente, não estou bem e não vou fingir que está tudo perfeito! Como já foi expresso, uma possível greve pode acontecer, e a pergunta é: quem vai fazer algo efetivo para isto não acontecer? A Tocha Olímpica passou, e nós ficamos! E agora? Amanhã começa-se tudo outra vez, todas as dificuldades nossas...a Tocha continua seu percurso pelo país...e as escolas parando!

Mas, é natural, somos o país do futebol, do esporte!


Publicado em 10/01/2016 às 00:14

Projeto Escola livre ou Escola da Repressão?

Qual o objetivo da educação na formação do cidadão? Com esta pergunta, inicio este texto. Logicamente, as respostas a esta questão serão as mais diversas e creio que todas, ou boa parte delas, sejam pertinentes como resposta a pergunta feita. Dentre os objetivos da educação, na formação do cidadão, pode-se incluir: formar um cidadão crítico, questionador, que busca através da educação mudar o mundo a sua volta. Nesta linha de pensamento é de supor que o profissional responsável por auxiliar o desenvolvimento destas características nos estudantes são os professores, “possuidores” do saber, do conhecimento... Entretanto, a transmissão de conhecimentos, a busca pelo saber, pelo desenvolvimento e o trabalho docente encontram-se ameaçados. Esta ameaça surgiu em 17 de novembro de 2015, quando o projeto “Escola Livre”, de autoria do deputado Estadual Ricardo Nezinho, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Alagoas. Tal projeto estabelece que caberá à Secretaria Estadual de Educação promover a realização de cursos de ética do magistério para os professores da rede pública, abertos à comunidade escolar, a fim de informar e conscientizar os educadores, os estudantes e seus pais ou responsáveis, sobre os limites éticos e jurídicos da atividade docente, especialmente no que se refere aos princípios contidos nesta Lei.

Como seria um curso de ética para professores da rede pública? Quais são os limites éticos e jurídicos da atividade docente? Em qual momento de sua carreira acadêmica o professor deixou de ser ético, deixou de agir com ética?

É antiético a aprovação de um projeto que cala a boca dos maiores formadores de opinião do país: os professores! É antiético nossos alunos serem conduzidos às suas escolas em ônibus sucateados, quebrados, quando o recurso para aquisição de novos transportes é desviado. É antiético a falta de investimento na educação alagoana e brasileira que sempre estão nas piores colocações em todas as pesquisas realizadas. É antiético um professor dedicar-se anos a sua carreira docente, qualificando-se e especializando-se, e não receber a valorização e reconhecimento merecidos. É antiético ver a falta de investimento nos cursos de formação de docentes, e sabermos que, a cada dia, mais profissionais estão insatisfeitos com sua carreira, pela falta de seriedade e comprometimento com que as autoridades competentes nos tratam. É falta de ética ver que os cursos de licenciatura estão cada vez mais sendo deixados de lado, pelos jovens, devido à falta de perspectiva profissional, e nada está sendo feito. A ética falta quando estes, e muitos outros problemas intrínsecos à educação, são veiculados em todos os meios de comunicação e nenhum deputado, eleito por nós, e, portanto, nosso empregado, não faz nada para mudar esta realidade.

Ainda no referido projeto diz-se: o professor não fará propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas.


Diante desta colocação, gostaria de saber como os conteúdos de história serão transmitidos. Desde quando tratar de conteúdos relativos às religiões é algo antiético? De que forma aprendemos a ser tolerantes ao diferente se não discutimos isto na sala de aula? Como não discutir em sala de aula temas relacionados a um país tão plural como o nosso? Não podemos tratar de catolicismo, espiritismo, umbanda, protestantismo... é por conta da falta de conhecimento e de respeito ao próximo, a sua religião, a sua cultura, que muitos países estão em guerra religiosa e intolerante!


Não estudaremos mais conteúdos da revolução francesa, da guerra fria, teorias marxistas, e tantas outras teorias que falem de política, que nos mostram as importantes lutas, buscas e conquistas de nossos direitos. Manifestações, atos públicos ou passeatas? Estamos impedidos de ensinar nossos alunos a pensarem, a falarem, a agirem. Serão máquinas para absorver conhecimento, somente isto! Querem que ensinemos a nossos alunos a aceitarem medidas e projetos políticos como estes que querem calar nossa boca! Querem que não tenhamos conhecimento, letramento para continuarmos amargando os piores índices educacionais da região nordeste e do Brasil. Porém, devemos ser “antiéticos”: exigindo investimentos na educação! Indo as ruas, mostrando que não estamos satisfeitos com a qualidade da educação que sempre tivemos, que estamos tendo e que nos será dada. Não ter ética é esconder de nossos alunos a realidade sobre os investimentos (falta de investimento é melhor) na educação alagoana!


Não ter ética deputado é um projeto ser aprovado sem a participação da comunidade escolar, afinal de contas, quem estará na sala de aula todos os dias, nós ou vocês deputados? Caso os senhores deputados não tenham conhecimento, temos formação acadêmica suficiente para sabermos o que devemos abordar em nossas aulas diárias, e não necessitamos deste tipo de projeto para nos direcionar em nosso trabalho. Carecemos de um salário digno em consonância com nossa titulação e relevância de nosso trabalho. Não ter ética é fechar os olhos para a importância da educação para nosso estado de Alagoas, é não incentivar a formação de docentes, com salário digno e atrativo, para uma profissão que está em extinção e que ninguém está preocupado em preservar.


Ética é o que falta em nossa política que deveria atuar dando dignidade humana à sociedade, educação, saúde, transporte público e tantos outros serviços que devem ser ofertados com qualidade, e infelizmente, os senhores deputados, ao invés de sentarem a bunda na cadeira e pensarem nestes problemas reais e urgentes, se preocupam e passam o tempo fazendo projetos irrelevantes, como este! Creio que os senhores têm assuntos mais urgentes e necessários para a população alagoana, que com toda certeza, não os elegeram para isto!

Fonte:
www.al.al.leg.br/comunicacao/noticias/aprovado-projeto-que-institui-o-programa-escola-livre
 

 


Publicado em 04/08/2015 às 23:10

A situação atual da Educação no Estado de Alagoas

 

“Os servidores públicos são, seguramente, titulares do direito de greve”... “A educação é direito fundamental social, devendo ser prestado adequadamente”, estas foram às palavras do desembargador Fábio Bittencourt do Tribunal de Justiça de Alagoas, ao relatar que a greve dos servidores estaduais de educação do Estado de Alagoas (iniciada em 16 de julho) é abusiva1Como educador, assim como meus demais colegas docentes, únicos profissionais habilitados e responsáveis pelo desenvolvimento cognitivo, intelectual e social dos jovens alagoanos, sinto-me na necessidade de fazer algumas considerações sobre estas palavras do desembargador, que com certeza, seus filhos e netos, nunca precisaram estar numa escola pública, idem para os filhos dos governantes/políticos do Estado de Alagoas.


Assim, primeiramente, o desembargador disse que
somos titulares do direito de greve! Digo-lhe senhor desembargador, que não somos detentores deste poder, tendo em vista o Estado recorrer à justiça alegando que a greve é ilegal. Em segundo lugar, a partir do momento que funcionários em estágio probatório, são ameaçados pela secretaria estadual de educação, através de decreto nº 40.370, o qual deixa claro que aqueles que aderirem ao movimento grevista receberão falta por justa causa2, podemos afirmar, mais uma vez, que não somos detentores deste direito.

Uma vez que os governantes, representantes da sociedade, eleitos pela população democraticamente, fazem uso de seu poder político para reprimir e impor ordens ditatoriais a qualquer classe trabalhadora constitui-se assédio moral! Tendo em vista que o direito de greve é garantido pelo artigo 9º da Constituição Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal, na Súmula 316, decidiu que a simples participação na greve não constitui falta grave, faz-se necessário, porém irrelevante, esclarecer que temos o direito de exercer nosso papel de cidadãos livres e viventes numa sociedade democrática.

Em seu segundo argumento, o desembargador diz: A educação é direito fundamental social, devendo ser prestado adequadamente! Partindo deste princípio básico, da educação como direito fundamental social, creio que o Estado de Alagoas deveria tomar para si esta afirmativa do senhor Bittencourt, visto que não temos há muitos anos uma educação como direito fundamental. Deve-se deixar claro que uma educação fundamental é totalmente diferente do que estamos tendo atualmente em nosso estado. Ao deflagrarmos o movimento de greve estamos justamente, exercendo nosso direito de greve (que nos foi tirado) e lutando por uma educação de qualidade. Estamos querendo que a lei se cumpra: assim como a greve foi declarada ilegal, podemos afirmar que ilegal é o não cumprimento da lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008 que estabelece o reajuste do piso salarial do magistério3

Como docente, licenciado em química e doutor em ciências, ex-aluno da rede pública de ensino, e atuando nesta mesma rede como educador, posso falar com mais conhecimento, do que qualquer juiz, governador, secretário de educação e qualquer outro profissional sobre uma educação pública, visto que, sou eu quem estou na sala de aula todas as semanas. Assim, posso dizer que uma educação de qualidade, a qual nós educadores tanto queremos, e aquela que o Estado tanto almeja (para aumentar o Índice de Desenvolvimento da Educação básica – Ideb), o qual, diga-se de passagem, continua sendo o pior do país, atingindo em 2014 mesmo índice do ano de 2011: 2,64, passa diretamente por um alto investimento financeiro e não por pedidos de paciência e discursos de que os resultados da educação são colhidos a longo prazo, isto é desculpa, que já não nos convence!

Somos nós educadores que fazemos a Educação do Estado de Alagoas e somos nós que sabemos o que é necessário para mudar a qualidade de nosso trabalho. Somos nós que sabemos que a qualidade da educação, do IDEB e qualquer outro parâmetro não mudará enquanto tivermos salas de aulas superlotadas, com mais de 50 alunos. Salas com excesso de aluno só pioram a qualidade do trabalho docente e por consequência a qualidade do ensino.

Não podemos miraculosamente, fazendo uso de um livro didático e um quadro branco, mudarmos a qualidade da educação! Precisamos de melhorias urgentes na infraestrutura de nossas escolas. Necessitamos de bibliotecas amplas com acervo de livros atualizados e não microsalas com livros obsoletos sendo chamadas de bibliotecas. Precisamos desenvolver o conhecimento científico de nossos alunos e para isso, necessita-se muito mais do que uma Feira de Ciências, realizada uma vez no ano; aspiramos laboratórios de ciências exatas e biológicas (Química-Biologia, Física-Matemática), laboratório de ciências humanas (Gegrafia e História) e laboratório de línguas (Portugês-Inglês-Espanhol). Isto não é utopia, muito menos coisa de país de primeiro mundo, isto é coisa de país sério, livre e democrático, que encara a educação como única forma de mudar a sociedade.

Outro ponto, sobre a melhora na qualidade da educação, está diretamente relacionado com o tempo em que o professor dedica-se a sua atividade docente. A partir do momento que o professor necessita desenvolver sua atividade em três estabelecimentos de ensino diferentes, para garantir seu sustento, torna-se claro que seu trabalho será deficiente. Muito se ganhará na qualidade da educação quando o docente receber um salário que seja suficiente para ele dedicar-se apenas a uma instituição, podendo desenvolver atividades diferenciadas para cada turma, observando quais alunos apresentam deficiências na aprendizagem; implantar projetos e desenvolver pesquisa, que são de relevância ímpar no desenvolvimento científico e cognitivo dos alunos.

Esta dedicação exclusiva do educador passa por outro ponto, esquecido pelos governantes, que trata da valorização profissional. Pesquisa realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico) em 2014 confirma o que já sabemos que os docentes brasileiros estão entre os que recebem os piores salários do mundo. Segundo dados da OCDE o salário do professor brasileiro (10.375 dólares) está três vezes abaixo do estabelecido que seria 29.411 dólares5. A valorização, retribuição mais que justa, é o reconhecimento de que um docente que busca qualifica-se através de cursos de especialização, mestrado e doutorado, trará novos e sólidos conhecimentos para sua área que leciona, melhorando consequentemente a qualidade do ensino (e aumentando o IDEB que tanto alegra os governantes).

 
Concluindo, mas não finalizando, pois este assunto ainda carece ser muito bem debatido e esclarecido, devemos deixar claro, que educação de qualidade começa com o direito democrático de expor nossas ideias e opiniões sobre qualquer assunto, inclusive o direito de criticarmos nossos governantes, eleitos por cada um de nós. Educação de qualidade se faz com investimento financeiro maciço nas escolas e na valorização profissional, levando-se a sério toda e qualquer participação ativa de educadores, que são peça fundamental para uma sociedade totalmente carente de conhecimento, como nossa sociedade alagoana.

Referências

1. http://www.alagoas24horas.com.br/911661/tj-determina-que-servidores-da-educacao-retornem-atividades/#comment-17267

2. http://minutonordeste.com.br/noticia/perseguico-governo-ameaca-grevistas/401


3. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&id=21042&Itemid=382


4. http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/31301/alagoas-tem-pior-ideb-do-pais/

5. http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/salario-dos-professores-brasileiros-esta-entre-os-piores-do-mundo/


Publicado em 24/07/2015 às 14:24

Cólicas menstruais: uso da medicina natural para aliviar os sintomas.

Desde os tempos mais remotos o ser humano faz uso de frutas, raízes, cereais, folhas verdes etc., como fonte de alimentação. As frutas e hortaliças são ricas em minerais, vitaminas e sais orgânicos, que estimulam funções digestivas. Dessa forma, pode-se, por meio de uma alimentação adequada, adquirir ou conservar a saúde, prolongar a vida e tratar enfermidades, fazendo uso da medicina alternativa.

Uma enfermidade comum é a cólica, o sintoma mais comum que acompanha a menstruação. Como sintomas pode-se destacar: enjoos; diarreia; vômitos; cansaço; dor de cabeça; nervosismo; vertigem e desmaios. Entretanto, estes sintomas podem ser aliviados com a introdução de algumas frutas, hortaliças e plantas no dia a dia. A seguir veremos algumas indicações da medicina alternativa para o tratamento dos sintomas descritos anteriormente:

Hortaliças

 

Dentre as hortaliças são usados o tomate a cenoura. O tomate é uma fruta, embora alguns o incluam entre as hortaliças ou legumes. É rico em vitamina A (responsável pela ação antioxidante no organismo, limpando-o das impurezas), B (ajudam a manter a boa saúde mental e emocional; auxiliam no funcionamento regular do intestino; atuam na saúde dos nervos, da pele, olhos, cabelos, boca e fígado) e C (possui ação antioxidante, aumenta a resistência dos ossos, dentes e tendões; e é um importante suplemento para os portadores de câncer). Além de apresentas sais minerais, como o ferro, o fósforo e o potássio. A cenoura é riquíssima em betacaroteno, um elemento importante para a visão, a pele e as mucosas. Apresenta ainda as vitaminas: A, C, B2 e B3, além de fósforo, potássio, cálcio e sódio.

Uso: Tanto o tomate quanto a cenoura deve-se tomar o suco puro. A quantidade ingerida é de 250 mL de suco, 2 (duas) vezes ao dia.

Frutas

As frutas indicadas na prevenção dos sintomas da cólica menstrual são a manga (especificamente as folhas) e o melão. A manga é uma fonte de vitamina A, vitaminas do complexo B e vitamina C e sais de cálcio (manutenção e fortalecimento ósseo; evita cáries; diminui a irritabilidade e evita a insônia) e fósforo (formação dos ossos e dos dentes, além de evitar doenças como a artrose e a artrite). Apresenta ainda fibras que promovem a sensação de saciedade e estimulam a mastigação. Esta fruta também ajuda a controlar a pressão arterial e na purificação do sangue, tem ação diurética e efeito expectorante. 

Uso: Para aliviar os sintomas das cólicas menstruais, fazer uso do chá das folhas da mangueira (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia, adoçado com mel de abelha.

 
A outra fruta usada, o melão, é em água e em vitaminas A, C e do complexo B, e excelente fonte de sais minerais como, por exemplo, ferro, cálcio e fósforo. Tem propriedades fortificante, calmante, laxante, diurético e atividade anticoagulante, ajuda a “afinar” o sangue. No tratamento contra cólicas renais, ativa a circulação, diminuindo as dores.

Uso: Deve ser usado, para prevenir as cólicas menstruais, comendo-se 3 fatias de melão de manhã, 3 dias por semana.

Deve-se ressaltar que a medicina alternativa não tem a pretensão de substituir o trabalho de um profissional médico capacitado e que, diante de sintomas de cólicas menstruais, deve-se primeiramente consultar seu médico ginecologista. Porém, não podemos deixar de lado, mais uma opção de tratamento, para aquelas pessoas que buscam um tratamento natural, fazendo uso de plantas, frutas, hortaliças, para tratar suas enfermidades, como a medicina alternativa.

Referências: 

SPETHMANN, C. N. Medicina alternativa de A a Z. 6ª ed. Uberlândia: Natureza, 2003.

Cólica. Disponível em: http://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/colica/. Acessado em Julho 2015.

Benefícios da cenoura. Disponível em: http://www.saudeintegral.com/artigos/beneficios-da-cenoura.html. Acessado em Julho 2015.