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Sociedade & Comportamento

 


Publicado em 13/08/2021 às 07:49

Clube dos Fumicultores, Por Analogia - Samoel Balbino de Melo

O Clube dos Fumicultores de Arapiraca abrigou no decorrer de sua história os maiores e melhores eventos festivos do Município de Arapiraca e Região, foram grandes carnavais, bailes das debutantes, dos namorados, dos professores, dos estudantes, dos médicos, dia as crianças, festivais do amendoim, do sorvete, etc e tal.

Seus sócios viveram momentos de muita ternura e alegria dançando ao som das Bandas: Os Notáveis, Apolo D, Som 7, Cio da Terra, Alta Voltagem e Fascínio, todas elas da terrinha de Manoel André.

Arapiraca, via - Clube dos Fumicultores teve a honra de receber cantores de nome nacional e internacional levando o nome da cidade aos mais distantes rincões do Brasil.

Os Fumicultores, recebeu ao longo do tempo dezenas de autoridades, importantes empresários e políticos de nome nacional.

Repetindo... o Clube dos Fumicultores possui 1.500 Títulos de Sócios Proprietários, dos quais 1.351 foram vendidos, portanto tem DONO e 149 permanecem em nome do clube. O Estatuto do Club é bem claro e diz que somente terá voz e voto os sócios proprietários que estiverem em dia com suas obrigações sociais e quites com as mensalidades, o que muita gente faz confusão, alegando que os Sócios Proprietários que não estiverem em dia com as suas mensalidades perderão seus direitos.

Engana-se quem pensa assim. Sócio Proprietário é DONO, independentemente de pagar mensalidade.
Outro paradoxo é o Estatuto do Clube rezar que NINGUÉM, absolutamente ninguém, seja: Presidente, Secretário, Diretor, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal, etc e tal, poderá fazer empréstimo de um centavo “se quer” em nome do clube e, este mesmo estatuto NÃO proíbe a Diretoria ou o Conselho Deliberativo a fazer permuta, troca, venda, doação, ou qualquer coisa que orvalha.

Sabe-se que a dívida do clube no momento da transmissão de cargos da penúltima gestão para a gestão atual era próxima de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) e pouco mais de um ano, a dívida cresceu mais que bola de neve e, segundo consta em documentos do clube, atualmente a dívida chega a casa de R$ 1.300.000,00 (Um milhão e trezentos mil reais).

Compreende-se que “SE” a diretoria atual negociar o ginásio de esportes do clube daria para pagar a dívida e ainda sobraria dinheiro suficiente para recuperar toda a estrutura do clube. Segundo consta em documentos do clube, há uma avaliação feita por profissionais competentes na qual assegura que o terreno mais a estrutura física construída vale R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais).

O que causou muita surpresa aos Sócios Proprietários foi a publicação do Edital de Permuta do Clube, com data de 05/08/2021, sem que os sócios tomassem conhecimento, pois em situações de maior relevância a Diretoria do Clube, juntamente com o Conselho Deliberativo teria como responsabilidade maior levar ao conhecimento dos sócios proprietários que deverão, através de Assembleia Geral opinar sobre assuntos de tamanha grandeza que é a transferência do clube para outra localidade.

Ora, se o estatuto do clube não permite que nenhum membro da diretoria ou qualquer outro sócio tome empréstimo de um centavo se quer em nome do clube, como vai permitir que o clube mude de lugar sem que uma Assembleia Geral autorize, pensa-se que neste caso há um contrassenso e, que deve ser avaliado com muita cautela. Por analogia, não pode.

Afirma-se dentro de um grupo de sócios que a guerra está apenas começando, o tempo dirá quantos anos se passarão.

Diante de tudo, a empresa ou pessoa interessada deverá pensar 1351 vezes se valerá a pena entrar na guerra. Ponto Para Reflexão.


Por Samoel Balbino de Melo 


Publicado em 01/06/2020 às 10:03

Reflexões sobre o mundo pós-pandemia

Palavras como novo coronavírus (eu nem sabia que havia um antigo), COVID-19, pandemia e “novo normal” (havia sim um antigo) passaram a povoar o nosso imaginário nos últimos meses. Por isso, em 28/3/2020, criamos o projeto @arteemtempodecoronavirus. Ele consiste em chamar artistas visuais, de qualquer estilo, a encaminhar as suas imagens para publicação.

Cada imagem postada (são mais de 250 até o final de maio) é acompanhada de um breve texto de reflexão de minha autoria que busca fazer uma leitura de cada imagem ou vídeo em uma caminhada linguística e simbólica que permite pensar o andamento de toda situação que se está vivendo sob diversos aspectos.

As imagens, no decorrer do projeto, foram se alterando conforme as notícias sobre a pandemia iam se transformando. Em linhas gerais, surgiram inicialmente imagens do próprio coronavírus; depois passou-se a enfatizar a morte com diversas representações, como cruzes ou caveiras.

Em seguida, o foco passou a ser o das máscaras nos rostos e de dor pelo isolamento social, vistas como alternativas enquanto não há medicamentos confiáveis ou vacina. Na sequência, as imagens de esperança ganharam espaço, por meio de borboletas voando livres, arco-íris coloridos, e pessoas saindo do hospital pelo “corredor da vitória”.

Tendo isso em vista, que reflexões podemos fazer sobre o mundo pós-pandemia? Vamos arriscar seis caminhos de pensamento e de possibilidades em função das imagens que recebemos e dos textos que escrevemos para o projeto. A expectativa é construir uma constelação de possibilidades. Serão seis breves reflexões.

1 – Perante a triste situação posta pelo destino, haverá aqueles que terão reações emocionais, motivadas pela impressão inicial. Sem utilizar a razão e o pensamento, correrão de um lado para outro, de maneira quase imprevisível, oscilando entre os desejos de criar um mundo melhor ou de se afundar em uma depressão temendo o pior para a humanidade;

2 – Perante a emoção irracional de uns, haverá aqueles que não vão economizar esforços para a construção de um novo mundo pautado pela busca de respostas racionais e científicas para que todas as pessoas possam viver melhor, independendo de sua classe social, gênero, etnia ou qualquer outra variável humana. Buscarão a luz nas potenciais trevas;

3 – Perante a emoção irracional de uns e a busca da razão de outros, haverá aqueles que tentarão encontrar soluções criativas, seja por novos meios de comunicação, novas plataformas, novas ações ou simplesmente por assumir tudo isso como novos desafios. Reaprender será o termo chave para que um novo mundo seja erguido e as luzes voltem a se reacender;

4 – Perante a emoção irracional de uns, a busca da razão de outros e a procura de respostas surpreendentes de alguns, haverá aqueles que vão se apoiar no discurso do caos, do ódio, da negatividade e do fim dos tempos. Não haveria respostas de construção, mas de esperar passivamente a destruição de tudo e de todos;

5 – Perante a emoção irracional de uns, a busca da razão de outros, a procura de respostas surpreendentes de alguns e o negativismo de muitos, haverá aqueles que acreditem que o caos é necessário para criar um novo cosmos, na linha de que a crise é a terra das oportunidades. Neste caso, a avaliação ponderada do que deve ser feito para erguer um novo mundo é essencial.

6 – Perante a emoção irracional de uns, a busca da razão de outros, a procura de respostas surpreendentes de alguns, o negativismo de muitos e os que que veem o lado positivo das crises, haverá aqueles que:

- avaliando a espontaneidade do impacto da pandemia;

- acreditando nas possibilidades de construção de um amanhã melhor;

- abrindo espaços para soluções criativas;

- alertando para as ameaças do ódio e da negatividade; e

- acreditando na ponderação,

vão erguer o mundo pós-pandemia.

Como será?

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


Por Oscar D’Ambrosio  


Publicado em 04/02/2020 às 12:18

Levar a própria bandeja até o balcão, depois de comer, não é favor, é educação

Um assunto que sempre está em alta e gera muita polêmica é sobre depositar bandejas nos balcões de shoppings e locais com praça de alimentação. Para muitas pessoas, quando essa devolução é praticada, estão fazendo caridade.

Elas argumentam que existem funcionários contratados exatamente para recolher as bandejas e manter as mesas limpas, por isso não é sua obrigação descartar embalagens e resíduos de alimentos nos balcões espalhados nas praças de alimentação. Além disso, afirmam que, ao não descartá-los corretamente, estão ajudando os funcionários a manter o emprego, porque sem sujeira eles não seriam necessários.

Afinal, devemos ou não levar a bandeja até o balcão?

Um assunto que sempre está em alta e gera muita polêmica é sobre depositar bandejas nos balcões de shoppings e locais com praça de alimentação. Para muitas pessoas, quando essa devolução é praticada, estão fazendo caridade.

Elas argumentam que existem funcionários contratados exatamente para recolher as bandejas e manter as mesas limpas, por isso não é sua obrigação descartar embalagens e resíduos de alimentos nos balcões espalhados nas praças de alimentação. Além disso, afirmam que, ao não descartá-los corretamente, estão ajudando os funcionários a manter o emprego, porque sem sujeira eles não seriam necessários.

Você é elegante?

De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “bom dia” no elevador?

Tratar bem alguém que você não gosta não é falsidade, é educação

Por outro lado, há os defensores de que essa devolução seja feita por nós, porque não dá trabalho nenhum e ainda facilita o trabalho dessas pessoas, deixando as mesas disponíveis com mais praticidade.

Mas, afinal, quem está certo?

É claro que cada um tem a sua opinião, mas precisamos analisar um fator muito importante: a educação. As pessoas que optam por não levar suas bandejas costumam justificar seu comportamento de maneira muito prepotente e egoísta, ainda que não sejam capazes de perceber isso. Na maioria das vezes, parecem não enxergar que os funcionários não estão ali para servi-las, mas para manter a organização da praça de alimentação.

"Acabam se recusando a fazer a sua parte, porque não acham justo ter esse trabalho, sendo que existem pessoas que deveriam, por obrigação, fazer isso."

Quando decidem levar as bandejas, acreditam que estão fazendo um favor e que isso é algo pelo qual os funcionários deveriam agradecer.

No entanto, esses funcionários possuem várias funções, como esvaziar a lixeira, recolher o lixo e limpar as mesas ou mesmo o chão. Além disso, também podem ajudar nas cozinhas de fast food, em momentos de pico, conforme explicado em matéria do G1.

Depositar os próprios resíduos num balcão é menos sobre a função dos funcionários da praça e muito mais sobre o próprio senso de educação e empatia. Os balcões e lixeiras estão espalhados por todos os cantos da praça, não dá trabalho nenhum e não atrapalha a rotina de ninguém depositar neles o próprio lixo.

Além disso, facilita para os funcionários que, muitas vezes, estão envolvidos em outras tarefas e demoram mais para liberar a mesa para outras pessoas usarem.
Levar a própria bandeja até o balcão, depois de comer, não é favor, porque, sim, existem pessoas que podem fazer esse trabalho, mas é manifestação de boa educação, porque, ao fazê-lo, você demonstra que aprendeu valores como empatia, respeito e consideração, e que sabe que alguns segundos do seu tempo podem ajudar a poupar muitos minutos do tempo de outra pessoa que já está muito ocupada.

Esse gesto vai muito além de não querer fazer o trabalho alheio, mas conservar ensinamentos que aprendeu em casa e fazer a sua parte.

Pense nisso e perceba como uma atitude como essa pode ajudar a construir uma sociedade mais bem educada e preocupada com o próximo. Empatia e educação nunca prejudicam ninguém.



O Segredo