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Wagner Marcelo

Professor
Especialista em História
Bacharel em Direito


Publicado em 23/12/2015 às 03:11

Educação pede SOCORRO

Um jovem rapaz do interior saiu da escola com o resultado em mãos de sua aprovação no ensino médio. Eufórico, saltitante e cheio de alegria e esperança, encontra na esquina da escola três experientes professores, o qual vai ao seu encontro relatar o acontecido e diz: “Queridos professores, compartilho com vocês minha alegria e meu sonho. quero-vos dizer que fui aprovado e irei prestar o vestibular para também ser professor”. De imediato percebeu o olhares contristes e de reprovação dos professores e ouviu as seguintes palavras: “Você é louco! Não faça isso com você! No passado tínhamos a condição de mestres. Havia credibilidade, havia respeito, nossos conteúdos eram impulsionados pela dignidade, pela liberdade, pela solidariedade. Enfim, acreditávamos que poderíamos ajudar a construir uma nação melhor. Uma nação justa. Uma nação solidaria. Mas todos os nossos sonhos foram soterrados pelo poder e ganancia de muitos que detém o poder, a corrupção destrói tudo. Hoje somos marginalizados. É vergonhoso como somos tratados.”. Os mestres tinham razão?

ü  Ex-governador e secretários são alvos de ação de improbidade do MPE. Tal ação apura prejuízo de R$ 15.744.846,31 A investigação foi motivada por denúncia do SINTEAL (sindicato dos trabalhadores da educação de alagoas). Segundo a promotora de Justiça Cecília Carnaúba, o dano foi de valores pagos as empresas contratadas para reformas de escolas;

ü  Governador Renan Filho quer descumprir a exigência de investir 25% da receita em educação. O qual é constitucional. O projeto do então governador  é que a meta desse investimento seja gradual até o ano de 2034 o qual finalmente atingirá os 25%.  O Procurador-geral de justiça, Sérgio Jucá disse; “Reduzir o percentual de 25% de aplicação obrigatória na educação é um crime hediondo, lesivo aos superiores interesses de milhares de crianças e adolescentes, decisão governamental intolerável que propiciará o aumento vertiginoso dos lastimáveis índices de analfabetismo no sofrido estado de Alagoas”. Na audiência da Assembleia Legislativa e 14.12.2015 foi informado que apenas 16% esta sendo repassado para educação. E a obrigatoriedade é de no mínimo 25%. Dar pra imaginar o que vão fazer com o restante do dinheiro da Educação? A Educação é dever do estado, que seja emergencial o plano de investimento e ação na educação e não gradual. Não podemos esperar para 2034  governador.

ü  No último semestre do ex-governador Teotônio Vilela Filho. Todos os professores foram “contemplados” com um TABLET. Os professores assinaram um documento se responsabilizando pelo aparelho. Nossa que evolução! No entanto foi constatado que os aparelhos ofertados aos professores mal funcionava, pouca memória. Mais o que é isso?

ü  A educação pública de alagoas está ameaçada. O atual governador está na onda de privatizações do serviço público. Querem implantar as OS´s. Que são empresas organizadas para gerenciar espaços públicos de serviço à população. Ex. Escolas públicas estaduais. O governo propõe que a Educação pública seja gerenciada e organizada por meio do setor privado. Terceirizado.  Quer dizer que nossos filhos vão passar quatro anos, depois fazer uma especialização, depois um mestrado. Para então ser contemplado e prestar serviço de educação a uma empresa terceirizada? O emprego na mão do político! Não brica! Só pode ser piada. Mas não é. As universidades esvaziaram. Alguém vai ganhar muito mais!!!  Alguém dúvida?

ü  Jovens professores, estudam, passam nos concursos e não são convocados. É mais fácil e lucrativo manter o monitor, do que o professor qualificado e atestado pelos exames (concurso) imposto pela própria administração pública. Quero fazer menção ao Cadastro de Reserva da Educação. Que estão com seus direitos sucumbidos pelo ente administrativo. Até quando?

Finalizo com as palavras do ex-tenista Gustavo Kuertem, que no Prêmio Brasil Olímpico no Rio de janeiro fez tremer toda uma plateia: ”Na posição que ocupo, eu aclamo aos nossos representantes, a quem está no governo do país e todos do poder publico e quem nos comanda que olhe para esta sala e se espelhe nesta sala (cheia de atletas). Sejam justos, honestos, brasileiros de verdade e esqueçam partido,  panelinha e lutem pelo Brasil. O nosso país merece isso", disse Guga, arrancando aplausos de pé dos presentes. Um até breve. 


Publicado em 11/11/2015 às 10:04

Desesperança no país da esperança

Temos acompanhado nos últimos meses uma avalanche de noticias vinculada aos noticiários nacional e internacional dos quais revelam a hecatombe de um país mergulhado na desesperança.

A percepção de tal realidade nos leva a ter a impressão de que chegamos ao fim de uma caminhada, sem nenhuma expectativa e nem alternativas para sairmos da crise que assola nosso país.

A desesperança chega-nos quando constatamos que no fim do caminho não há mais perspectivas. Quando não há luz no fim do túnel. Quando não há mais possibilidade de voltar. Quando nos faz parecer que todos os nossos projetos e sonhos foram levados para outra dimensão, sem a possibilidade de retorna-los a nossa realidade e faze-los possíveis objetos de mudanças e transformações.

Faz-nos parecer que o outono de nossas vidas fez-se secar qualquer desejo de esperança e o frio e vento do inverno arrebatasse de nossas mãos todas as nossas possibilidades e todos os nossos sonhos.

O que de fato tem roubado nossa esperança? Gostaria de citar apenas um dos motivos: A CORRUPÇÃO. Importa-nos primeiramente conceituarmos. Cito a descrição de um jornalista paulista que diz: “Em sentido amplo, corrupção pode ser entendida como qualquer ato improbo que guarde em si um desvio dos objetivos institucionais por parte de um particular em relação a um agente público ou ente estatal”.

O que nos causa estranheza em meio à desesperança e que nos leva ao desespero é que como algo tão notório e tipificado no código penal brasileiro possa estar consumindo e levando toda uma nação a algo tão sombrio! Será que necessariamente sentimos a ausência dos Vandrés cantando “por que não dizer que não falei das flores”? Não temos mais um regime militar para que possamos enfim lutar contra um golpe?! Não temos mais os generais no poder ceifando um estado democrático de direito! Enfim o que temos? Um partido que tinha a bandeira da ética, hoje se cobre com o lençol da corrupção. Um partido que se intitulou ser de esquerda com um projeto de poder que conseguiu emergir no tempo uma falsa esperança manchando toda uma conjuntura nacional, mergulhando nosso Brasil a uma devasta rede de corrupção nunca vista em um país democrático. Nunca visto em sua própria história, Nunca visto na América latina, nem em qualquer outra parte do Planeta.

Então o que nos resta? Os jovens? Pois são eles os legítimos detentores da força de uma esperançosa nação. Mas será que nossa juventude poderá mudar tão sórdido destino? Nossa juventude impulsionada pelos ENEN’s? Espalhando os mesmos pelas universidades de um país, paralisado pelas greves? Ou será, aqueles jovens concluintes dos mágicos cursos de segundo grau em três meses? Talvez os jovens que participam do atual sistema educacional que os levam a uma aprovação num sistema de avaliação quantitativo e não qualificativo, que atendam aos índices internacionais? Ufa... Algo precisa acontecer. Não podemos assistir tudo isso de palanque. Não devemos ficar vendo a banda passar. Não podemos deixar nossos jovens se entranhar na “malhação” da vida. Precisamos ser verdadeiros e honestos, consigo e com os outros. Para sermos verdadeiros nem sempre precisamos dizer um sim. Mas necessariamente precisamos dizer um NÃO.

O principal fundamento de uma nação, esta enraizada no princípio da dignidade da pessoa humana. Então avante. Acordem. Pois a cada amanhecer Deus nos dar mais uma oportunidade de fazermos a diferença escrevendo nossa própria história. E enfim, a possibilidade de construirmos uma sociedade mais Justa e solidaria. O que diremos a nós mesmos e a nossos filhos no futuro? Fico nas minhas poucas palavras. Um até breve.