11/11/2015 10:04 - Atualizado em 11/11/2015 12:23

Desesperança no país da esperança

 

Temos acompanhado nos últimos meses uma avalanche de noticias vinculada aos noticiários nacional e internacional dos quais revelam a hecatombe de um país mergulhado na desesperança.

A percepção de tal realidade nos leva a ter a impressão de que chegamos ao fim de uma caminhada, sem nenhuma expectativa e nem alternativas para sairmos da crise que assola nosso país.

A desesperança chega-nos quando constatamos que no fim do caminho não há mais perspectivas. Quando não há luz no fim do túnel. Quando não há mais possibilidade de voltar. Quando nos faz parecer que todos os nossos projetos e sonhos foram levados para outra dimensão, sem a possibilidade de retorna-los a nossa realidade e faze-los possíveis objetos de mudanças e transformações.

Faz-nos parecer que o outono de nossas vidas fez-se secar qualquer desejo de esperança e o frio e vento do inverno arrebatasse de nossas mãos todas as nossas possibilidades e todos os nossos sonhos.

O que de fato tem roubado nossa esperança? Gostaria de citar apenas um dos motivos: A CORRUPÇÃO. Importa-nos primeiramente conceituarmos. Cito a descrição de um jornalista paulista que diz: “Em sentido amplo, corrupção pode ser entendida como qualquer ato improbo que guarde em si um desvio dos objetivos institucionais por parte de um particular em relação a um agente público ou ente estatal”.

O que nos causa estranheza em meio à desesperança e que nos leva ao desespero é que como algo tão notório e tipificado no código penal brasileiro possa estar consumindo e levando toda uma nação a algo tão sombrio! Será que necessariamente sentimos a ausência dos Vandrés cantando “por que não dizer que não falei das flores”? Não temos mais um regime militar para que possamos enfim lutar contra um golpe?! Não temos mais os generais no poder ceifando um estado democrático de direito! Enfim o que temos? Um partido que tinha a bandeira da ética, hoje se cobre com o lençol da corrupção. Um partido que se intitulou ser de esquerda com um projeto de poder que conseguiu emergir no tempo uma falsa esperança manchando toda uma conjuntura nacional, mergulhando nosso Brasil a uma devasta rede de corrupção nunca vista em um país democrático. Nunca visto em sua própria história, Nunca visto na América latina, nem em qualquer outra parte do Planeta.

Então o que nos resta? Os jovens? Pois são eles os legítimos detentores da força de uma esperançosa nação. Mas será que nossa juventude poderá mudar tão sórdido destino? Nossa juventude impulsionada pelos ENEN’s? Espalhando os mesmos pelas universidades de um país, paralisado pelas greves? Ou será, aqueles jovens concluintes dos mágicos cursos de segundo grau em três meses? Talvez os jovens que participam do atual sistema educacional que os levam a uma aprovação num sistema de avaliação quantitativo e não qualificativo, que atendam aos índices internacionais? Ufa... Algo precisa acontecer. Não podemos assistir tudo isso de palanque. Não devemos ficar vendo a banda passar. Não podemos deixar nossos jovens se entranhar na “malhação” da vida. Precisamos ser verdadeiros e honestos, consigo e com os outros. Para sermos verdadeiros nem sempre precisamos dizer um sim. Mas necessariamente precisamos dizer um NÃO.

O principal fundamento de uma nação, esta enraizada no princípio da dignidade da pessoa humana. Então avante. Acordem. Pois a cada amanhecer Deus nos dar mais uma oportunidade de fazermos a diferença escrevendo nossa própria história. E enfim, a possibilidade de construirmos uma sociedade mais Justa e solidaria. O que diremos a nós mesmos e a nossos filhos no futuro? Fico nas minhas poucas palavras. Um até breve.