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15/08/2017 06:22 - Atualizado em 15/08/2017 06:25

Afrísio Acácio comemora aniversário duas vezes

 

Sessenta e oito anos de idade. Assim, por extenso – que é para demorar, para que se viva mais.

Foi essa a marca alcançada pelo mestre Afrísio Acácio do Acordeon neste sábado (12), data esta comemorada em duas festas diferentes em Arapiraca.

A primeira ocorreu no mesmo dia, em um forró especial montado no palco do Mercado do Artesanato Margarida Gonçalves, na Praça Municipal Ceci Cunha, bairro do Centro.

O evento movimentou o local, com muitas famílias indo ouvir – e também dançar – o legítimo forró pé-de-serra.

Assim como lá, a segunda festa foi tomada pelos amigos músicos de Afrísio, desta vez nesta segunda-feira (14) no projeto Cultura na Praça, na Praça Luiz Pereira Lima, no Centro.

“Estar aqui comemorando esta data ao lado do ilustre Enoque do Acordeon, do cantador de embolada Canarinho e tantos e tantos outros amigos e amigas – se eu fosse falar o nome de todos não caberia na reportagem –, é de uma alegria sem palavras. Sou muito grato pelo que Deus me deu e mantém. Vivo em função dessa energia que emana do povo quando pego na sanfona. É bom demais seguir resgatando a nossa cultura nordestina”, diz o mestre Afrísio Acácio, que foi o grande homenageado este ano dentro do “São João: Arapiraca Virou Xodó”.

Raiz

Sanfona, zabumba e triângulo: este é o tripé que fez do sofrimento do povo sertanejo um modo de encarar a vida com mais plenitude, arrastando o pé e as sandálias.

E este ano foi escolhida a figura do mestre sanfoneiro Afrísio Acácio do Acordeon para ilustrar as peças do nosso São João de Arapiraca, ocorrido em junho último.

Ele é uma referência não só no Agreste, mas em toda Alagoas, agregando para o seu projeto “Cultura na Praça” todo tipo de artista popular do nosso estado, desde aboiadores a declamadores, desde o pastoril até a música regional.

Nascido em 12 de agosto de 1949, na cidade de Campo Grande, Afrísio se firmou em Arapiraca, onde se radicou e logo ganhou destaque nas altas rodas matutas. Com orgulho, carrega o apelido de “poeta vaqueiro”, já que é também declamador, além de exímio músico instrumentista e compositor.

Domina a sanfona e os oito baixos e é considerado um dos maiores do Nordeste. Mas até chegar lá, percorreu um longo caminho.

Quando pequeno, ele comprou uma bicicleta de seu irmão e foi até o centro da sua cidade natal e trocou o veículo por uma sanfona de 48 baixos. Voltou para casa a pé, mas feliz.

O fato aconteceu por sua paixão pela música nordestina aflorar ao escutar rádio. Hoje, é também radialista e comanda o programa Manhãs Nordestinas, na Pajuçara FM (101,9 Mhz).

Casado com dona Alcina, sua musa, além de conduzir o projeto Cultura na Praça, ele ainda desponta com a Associação Cultural de Tradições Nordestinas de Arapiraca (ACTNA) e dá aulas para jovens sanfoneiros.



Ascom Arapiraca 


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