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19/02/2018 05:23 - Atualizado em 17/02/2018 08:53

Alagoas: a tardia presença do Estado mostra ineficiência de 3 anos

 

A população respira. Não aliviada, mas respira! Mesmo com o dilúvio de propagandas por parte do governo que a criminalidade reduziu em Alagoas, os números e as noticias mostraram o contrario, a realidade é cruel para os que vivem, sobrevivem, fora do palácio do governo e longe do cargo de governador.

Mas o que motivou a ação por parte do governo de ocupar as cidades de Rio Largo e Pilar? Seria uma imitação das ações que ocorre no Rio de Janeiro? Seria o episódio que pôs como vitima o comandante? Ou o governo, depois de três anos de mandato, se mostrou sensível à carnificina sofrida nos últimos por dezenas de alagoanos e milhares de outros que sobrevivem reféns da violência? Há quem pense que é apenas um plano político e não governamental. As eleições se aproximam.

A matéria publicada ontem às 19h17min minutos no portal Gazeta Web afirma que “Devido aos altos índices de criminalidade registrados em Rio Largo e no Pilar, militares do 8º Batalhão de Polícia Militar ocuparão as cidades por tempo indeterminado, com o objetivo de reduzir a violência. A ação contará com o reforço de policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp), e terá início neste sábado (17)”.

Segue a matéria: de acordo com o major Coutinho, comandante do 8º BPM, a ocupação é fundamental para a redução dos índices de violência registrados na região. Desde o início do ano, 19 homicídios foram registrados apenas na cidade do Pilar. "Iremos fazer a ocupação por tempo indeterminado até que os índices diminuam. É um serviço preventivo para evitar os crimes que vêm acontecendo. Cerca de 90% dos crimes tem relação com o tráfico de entorpecentes", revelou.

O portal conclui que de acordo com o major Coutinho, o apoio da população é fundamental para o trabalho realizado pela polícia. "Tem que haver uma interação entre a polícia e a população, que pode acionar as equipes pelo número 181", disse o major.
A população respira com a presença da Policia Militar, ela acredita na instituição. Mas deveria acreditar que a ação não é politica? Até quando o governo permitirá a ocupação que pode trazer paz? Há localidades e comunidades ficaram sem a presença da policia por conta da ação nas duas cidades? Outros questionamentos devem surgir, por enquanto basta à sociedade saber que medidas foram tomadas na tentativa de amenizar as agruras alagoanas.
 

Redação com Gareta Web
Foto: Márcio Ferreira/Secom Al


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