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09/10/2018 11:26 - Atualizado em 09/10/2018 11:27

Alagoas rejeitou dois terços dos candidatos apontados como ficha

 

O eleitor alagoano rejeitou cinco das nove candidaturas que resistiram às impugnações do Ministério Público Eleitoral em Alagoas, com base na Lei da Ficha Limpa. Somente três dos nove candidatos denunciados como fichas sujas foram eleitos.

Mesmo conseguindo ter o registro admitido pela Justiça Eleitoral, o povo alagoano deixou de fora da lista de eleitos os denunciados deputados federais Ronaldo Lessa (PDT-AL), que disputou reeleição, e Cícero Almeida (PHS-AL), candidato a deputado estadual; além do ex-deputado federal João Caldas (PSC), do deputado estadual Pastor João Luiz (PRTB), e do ex-jogador de futebol Jorge da Sorte (PRTB), que tentaram mandatos na Assembleia Legislativa.

O alagoano também não elegeu o substituto do deputado estadual Dudu Hollanda (PSD), seu irmão Marcos Hollanda (PSD), que usou o mesmo número e apenas o sobrenome para atrair os votos do parlamentar enquadrado como ficha suja por ter mordido e arrancado parte da orelha do então vereador Paulo Corintho. Dudu foi condenado criminalmente pela lesão corporal.

Procurada pela reportagem, a procuradora regional eleitoral Raquel Teixeira disse ao Diário do Poder que considera o resultado das urnas como uma sinalização dos avanços da conscientização do eleitor.

“Dos nove impugnados, apenas três foram eleitos. Estes continuam sub judice. Avalio que o próprio eleitor está se conscientizando e aos poucos dando a resposta nas urnas”, comentou a procuradora regional eleitoral Raquel Teixeira.

Os únicos que resistiram ao desgaste de serem classificados como ficha suja pelo MP Eleitoral foram os deputados federais Arthur Lira (PP-AL) e Paulão (PT-AL), e o deputado estadual Jairzinho Lira (PRTB), reeleitos.

Todos, com exceção de Dudu Hollanda recorreram contra as impugnações.

Veja a lista dos candidatos apontados como ficha suja pelo MP Eleitoral, votação e os motivos das impugnações:

Jorge da Sorte (PRTB): Teve 110 votos anulados para deputado estadual – condenação criminal pela prática de uso de documento falso para fins eleitorais;

Cícero Almeida (PHS): Teve 8.405 votos para deputado estadual (7º suplente) – tem condenação por ato de improbidade administrativa (lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito) pelo Tribunal de Justiça de Alagoas no âmbito da Operação Taturana;

João Caldas (PSC) – Teve 7.337 votos para deputado estadual (6º suplente) – tem condenação por ato de improbidade administrativa (lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito) resultante da Operação Sanguessuga;

Pastor João Luiz (PRTB): Teve 12.600 votos para deputado estadual (4º suplente) – Tem condenação por abuso de poder político e econômico, em ação do TRE;

Dudu Holanda (PSD): Substituto “Hollanda” teve 20.172 votos para deputado estadual (3º suplente)– Dudu tem condenação criminal transitada em julgado (suspensão dos direitos políticos);

Jairzinho Lira (PRTB) – Teve 32.165 votos e foi reeleito deputado estadual com a 11ª maior votação – teve contas desaprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) da época em que foi prefeito de Lagoa da Canoa (AL).

Ronaldo Lessa (PDT): Teve 55.474 votos para deputado federal (1º suplente) – tem condenação criminal pela prática de calúnia eleitoral contra o ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB);

Arthur Lira (PP): Teve 143.858 votos e foi reeleito deputado federal com a 2ª maior votação – tem condenação por ato de improbidade administrativa (lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito) pelo Tribunal de Justiça de Alagoas no âmbito da Operação Taturana;

Paulão (PT): Teve 60.900 votos e foi reeleito deputado federal para a 8ª vaga – tem condenação por ato de improbidade administrativa (lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito) pelo Tribunal de Justiça de Alagoas no âmbito da Operação Taturana. 


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