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27/05/2020 17:33 - Atualizado em 27/05/2020 17:39

Calamidade na Unidade de Emergência do Agreste: o preço dos 30 milhões desviados

 

O sofrimento dos que dependem da Unidade De Emergência do Agreste é constante, é o fluxo natural de ambiente que tem como missão cuidar de vidas nos piores momentos, mas quando o sofrimento é causado por negligencia ou indiferença causa revolta a todos que de alguma maneira é dependente dos serviços prestados à sociedade, usuários ou servidores. Em uma publicação no Blog do Bernardino Souto Maior relata os problemas que o SINDPREV-AL encontrou naquela instituição.

Na fiscalização observaram que o local de preparação de alimentos estava totalmente fora dos padrões mínimos de higiene, inclusive sem ventilação adequada, com moscas à mostra em locais de preparação de comida para pacientes e servidores. Alguns trabalhadores da cozinha foram flagrados manuseando alimentos de forma fora dos padrões sanitários. Os servidores da Saúde estão usando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adquiridos com recursos próprios, já que a UE do Agreste não oferece ou quando oferece os EPIs são de péssima qualidade e não protegem os trabalhadores da contaminação, principalmente de doenças como o Covid-19, entre outras.

Estas são algumas das situações inaceitáveis encontradas nesta quarta-feira (27) por diretores do SINDPREV-AL que estiveram visitando a Unidade de Emergência do Agreste, localizada no município de Arapiraca.

Tem mais: o lixo com seus resíduos não tem um local adequado, ficando amontoado praticamente ao céu aberto. Os diretores constataram que Hospital não conta com uma Central de Resíduos Sólidos.

Toda essa situação foi confirmada pelos diretores do Sindicato em apenas uma visita ao local depois de receberem uma série de denúncias dos servidores, que cobraram a presença do SINDPREV-AL. Os diretores também constataram que o Hospital foi praticamente dividido em dois. Sendo uma parte direcionada aos pacientes acometidos do coronavírus e outra para os traumas e outras emergências. Sendo que os servidores públicos do quado fixo ficaram isolados dos outros trabalhadores contratados para o trabalho apenas da pandemia, no local conhecido como ‘covidário’.

Tudo que foi confirmado in loco pelos diretores do SINDPREV-AL será encaminhado às autoridades competentes, inclusive deve fazer parte das denúncias que o Sindicato vem fazendo na Justiça.

Durante a visita, a Direção da UE do Agreste conversou com os diretores do SINDPREV-AL e apontou que já encaminhou todas as demandas verificadas pelo Sindicato e tantas outras para a Secretaria de Estado da Saúde, mas que, por conta da pandemia, as soluções foram adiadas. A direção do Hospital também pontuou que a necessidade de criar um espaço específico para receber os pacientes da Covid-19 também foi uma imposição do momento de crise mundial na saúde.

Enquanto uma parte da população do interior de Alagoas agoniza sem a assistência do Governo Estadual, alguns que são ligados ao círculo governista ganham benefícios na hora de ser atendido. A insatisfação dos alagoanos está em evidência, para os insatisfeitos o Governador Renan Filho virou as costas para o interior, seriam as limitações financeiras que impedem as ações do Estado nas regiões fora da Capital alagoana? Sendo estes os problemas, o quanto dos 30 milhões desviados na Operação Florence Dama da Lâmpada, onde a Policia Federal descobriu um esquema criminoso dentro da Secretaria de Saúde, estão fazendo falta para o fortalecimento destas instituições no combate contra o Covid – 19 e para o melhoramento das instalações levando dignidade para os usuários e servidores?
 



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Comentários 2

Wellington

31/05/2020 às 10:35

Enquanto não endurecer as leis para políticos corruptos não terá jeito a corrupção e o câncer do Brasil... E hora de investir em saúde e e educação para a população escolher bem seus representantes a velha política em Alagoas tem q acabar de alguma forma vamos acordar gente ... movimento acorda Brasil uma nova fase tem q ser implementada em nosso estado.....


Debora

31/05/2020 às 18:17

Demorou essa fiscalização