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13/10/2019 08:54 - Atualizado em 13/10/2019 08:57

Compra sem licitação do governo de AL é alvo de investigação

 

Uma semana após a Gazeta ter tido acesso a documentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU) que investigam e analisam compras da ordem de R$ 16 milhões de equipamentos e kits de robótica pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), sendo 85% delas sem licitação, a reportagem da Gazeta visitou escolas do ensino médio que oferecem, no currículo, o curso de Robótica. Alguns colégios ficam no Centro Educacional de Pesquisa Aplica (Cepa), a poucos metros da Secretaria Estadual de Educação, onde raramente o secretário Luciano Barbosa é visto.

Na maioria delas, reclamações e problemas comuns. O primeiro e talvez mais grave: a falta de professores especializados ou familiarizados com Robótica. Situações que levaram estudantes a afirmarem que o "ensino de Robótica nas escolas públicas é fake news". Além de tecnologia ultrapassada e equipamentos sem manutenção, alunos dos ensinos médio e fundamental cobram investimentos para as disciplinas eletivas de escolas de tempo integral.

Outra queixa comum é a falta de equipamentos para atender a demanda. A disciplina de Robótica é classificada como "eletiva" e fundamental nas escolas de tempo integral, e como " disciplina de atividade" nas escolas de ensino regular. A "cadeira" é uma das mais procuradas pelos estudantes. A maioria fica frustrado porque não consegue se matricular. Nas escolas de tempo integral, por exemplo, com 250 estudantes, só tem equipamento para no máximo 10 ou 15 alunos, por ano.

Como se não bastasse este drama que prejudica sobretudo aqueles estudantes que pretendem cursar faculdades de Engenharia, Matemática, Física, Ciência da Computação, entre outras da área de Ciências Exatas, os equipamentos disponíveis são de 2015 e 2016, portanto, os softwares estão superados. A memória cibernética também. Os computadores, os poucos que funcionam, precisam de manutenção há mais de dois anos. As salas-laboratórios são antigas, algumas parecem depósitos de mobília velha e a climatização também é improvisada ou precária.

Os diretores das escolas anualmente fazem requisições à Secretaria Estadual de Educação de novos equipamentos, pedem manutenção, professores especializados e investimentos. Raramente são atendidos. Eles reclamam da falta de comprometimento da secretaria.

Improviso

Os professores de Robótica geralmente são de outras disciplinas. Para não deixarem os alunos sem aula, se dispõem a aprenderem a tecnologia junto com os estudantes. A maioria costuma investir do próprio bolso na aquisição de equipamentos e de software para melhorar o desempenho das aulas práticas. Nas escolas de nível fundamental, alunos da oitava e nona série, como Carlos Alberto dos Santos, 9º ano do Colégio D. Pedro II, no Cepa, defende que os colegas dos dois últimos anos do fundamental deveriam ter oportunidade de estudar Iniciação a Robótica.

"A disciplina é atraente. Muitos querem porque ajuda no nosso desenvolvimento para as outras disciplinas. Infelizmente, Robótica só tem no ensino médio e em algumas escolas", lamentou o estudante, que pretende fazer faculdade de Mecatrônica (ramo da engenharia de sistemas automatizados).

Rafael da Silva e Roberto Novaes, ambos do mesmo colégio, ao serem questionados se tinham aulas de Robótica, eles responderam com indagação: "quem é que não quer estudar Robótica na escola pública? Mas a gente é do ensino fundamental, ainda não tem esse direito". Eles sabem também que no ensino médio precisarão de sorte para se matricular na disciplina. "Não tem equipamentos para todos. Os kits de Robótica disponíveis estão superados e faltam até professores", lamentou Roberto Novaes.

Escolas de tempo integral restringem matrículas na disciplina

As disciplinas eletivas, na maioria das 50 escolas de tempo integral, carecem de professores especializados. Os diretores improvisam com os professores e monitores disponíveis. Este é o caso das aulas de Robótica. Não tem professores especializados e a Secretaria Estadual de Educação não anuncia cursos de aperfeiçoamento de docentes. Por isso, o número de matrículas é restrito para poucos alunos.

Um dos exemplos acontece na escola de tempo Integral Princesa Izabel, que fica no Cepa. Os 230 alunos do ensino médio começam a estudar às 7 horas e saem às 17h30. Diariamente, tem cinco refeições: desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Entre as disciplinas eletivas têm Robótica, Artes Plásticas, Artesanato, Dança e Língua Estrangeira. Por falta de professores, nem todos podem se matricular nas atividades mais requisitadas. Como a escola não tem condições de atender a demanda para o curso de Robótica, apenas 15 alunos estão matriculados, confirmou a coordenadora de ensino, professora Jane Rose Mendes, ao reforçar a importância da disciplina por ajudar no desenvolvimento e no rendimento estudantil.

Ao ser questionada se tivesse que fazer um pedido para os alunos de Robótica, qual seria? A professora solicitou a Secretaria Estadual de Educação mais investimentos, aquisição de novos equipamentos de Robótica e manutenção dos equipamentos disponíveis.

Professora admite não ser especializada

A professora de Robótica da escola Princesa Isabel, Elenilda Josefa de Oliveira, admitiu não ser especialista da área de informática. "Estou esperando aparecer cursos de formação da Secretaria de Educação para me especializar". Confirmou que na maioria das escolas não tem professores com formação em Robótica. "A gente aqui [no colégio Princesa Isabel] tem um monitor [professor improvisado] que é estudante de Engenharia Mecatrônica. Ele nos dá o suporte nas aulas".

Com relação aos 15 alunos do curso, explicou que recentemente tiveram experiências satisfatória numa Olimpíada e participarão do encontro estudantil de Robótica previsto para este ano. "Estamos vendo os projetos que vamos apresentar". Destacou que o curso estimula o interesse à pesquisa e atrai os alunos. A professora Elenilda Oliveira, que é do quadro das disciplinas regulares, disse que ao chegar para trabalhar com os alunos de Robótica também se interessou pelo setor. Ao ser questionada porque apenas 15 entre 250 estudantes participavam do curso, ela revelou que faltam equipamentos para uma turma maior. Mostrou que o espaço na escola - o laboratório - é improvisado, pequeno e não cabe muita gente. "Se tivesse mais equipamentos a gente poderia dividir em duas turmas. Mas infelizmente não tem".

Elenilda defende que a disciplina precisa ser olhada com mais atenção porque ajuda no desenvolvimento dos estudantes e a procura é grande. "Tem alunos que não estão matriculados e vieram me procurar para desenvolver projetos, ideias inovadoras e às vezes participam das aulas como ouvintes. Infelizmente, o desenvolvimento deles não é como deveria ser porque não tem equipamentos para todos".

"Afrânio Lages" precisa de manutenção dos equipamentos de Robótica

Na escola Professor Afrânio Lages tem 242 alunos matriculados em tempo integral. O curso de Robótica é considerado como um dos grandes atrativos da unidade. Os professores admitem que o curso tem papel relevante no desenvolvimento da capacidade cognitiva dos adolescentes, os estimula pesquisar e ajuda no desempenho das outras disciplinas. Porém, os equipamentos disponíveis são insuficientes e precisam de manutenção.

O estado entregou kits de Robótica em 2016 / 2017. Mas até hoje não garantiu a renovação, atualização dos softwares, nem a manutenção dos equipamentos. Há três anos, a escola espera novos equipamentos. O diretor, professor Adelmo Apolinário da Silva Júnior, revelou que atualmente a escola está adquirindo máquinas novas com recursos de programas como "Escola da Hora", entre outros.

Apesar da grande procura, a escola Afrânio Lages só tem condições de atender 16 alunos por ano. Além de Robótica, o colégio oferece mais 11 matérias eletivas. "Mesmo que eu quisesse ter mais alunos matriculados em Robótica, não teria como: não tem equipamentos suficientes, a sala é pequena e não tem professores disponíveis".

Coordenadora

"O ensino de Robótica na rede estadual precisa de mais atenção". A avaliação é da coordenadora de ensino da escola estadual Prof. Afrânio Lages, professora Sandra Elisa da Silva Santos. "Aqui, por exemplo, precisamos de sala-laboratório equipada, renovar equipamentos que estão superados há mais de três anos e manutenção do material existente".

Os alunos que procuram o curso de Robótica são os mais dedicados nas disciplinas de Exatas (Física, Química, Matemática). "O curso tem papel fundamental no desenvolvimento dos alunos. Geralmente, eles participam de campeonatos, desenvolvem pequenos robôs e já se preparam para participar do próximo encontro estudantil com projetos de Robótica", disse a professora.

Ao admitir que o curso é carente, ela revelou problemas semelhantes das outras escolas públicas."A gente precisa de material atualizado, sala específica e principalmente professores direcionados para este setor". O professor de Robótica do "Afrânio Lages" é o da cadeira de Física. "A gente aproveitou que o professor de Física também gosta da Robótica e o inseriu na matéria eletiva".

Moreira e Silva tem prestígio ameaçado por falta de investimento

Um dos colégios públicos mais tradicionais de Alagoas é a Escola Estadual Moreira e Silva, com 2.300 alunos matriculados. Pelas 22 salas de aula já passaram grandes nomes da vida pública, como dos ex-governadores Divaldo Suruagy (já falecido), Teotônio Vilela Filho, Ronaldo Lessa, entre outros da vida empresarial, intelectuais, profissionais liberais e trabalhadores simples. Em novembro, a escola comemora 82 anos. Nem por isso está livre da falta de investimentos necessários para manter o prestígio. Faltam professores especializados em disciplinas eletivas, investimentos em atividades ocupacionais e nos funcionários.

Só para se ter ideia da situação no estabelecimento, a maioria dos alunos sonha com a possibilidade de estudar Robótica naquela escola de tempo regular (três turnos). Esta possibilidade não existe. A escola só tem um professor para a disciplina, que é ofertada num pequeno momento e uma vez por semana. Só tem apenas dois kits de Robótica. Por isso, a disciplina é oferecida como uma atividade extra para apenas cinco estudantes.

O professor da disciplina, na verdade, é titular da cadeira de Matemática. Segundo os colegas, o professor abraçou a causa para contribuir com um grupo de alunos que queria ter contato com o ensino de Robótica, confirmou inclusive a diretora da escola, professora Joseane Martins. Além dos alunos, a diretora e os outros professores também querem que a atividade faça parte da carga horária do ensino médio.

O laboratório da disciplina do Moreira e Silva é classificado como ultrapassado. Na última renovação de máquinas, em 2017, a escola recebeu 21 computadores. A metade está em manutenção desde o início do ano. Os professores foram unânimes em afirmar que faltam investimentos em disciplinas como Robótica, docente especializado e apoio da Secretaria Estadual da Educação.

A disciplina é considerada como fundamental e pode contribuir com novas soluções para projetos ambientais da escola Moreira e Silva. Outro professor, Bruno, no ano passado também abraçou a causa, desenvolveu um projeto de reaproveitamento da água dos aparelhos de ar-condicionado para os banheiros. A diretora Joseane Martins confirmou que este projeto de Robótica será colocado em prática no próximo ano. "Acho que esta iniciativa pode ser exemplo para outras escolas. Para isso, a gente pede incentivo e apoio da Secretaria de Educação". Ela defende também a presença de profissionais habilitados e responsáveis para o laboratório de informática. A escola já sofreu furtos de CPUs. O caso chegou a ser registrado na polícia. As máquinas roubadas não foram repostas.

A diretora Joseane Martins fez um apelo à Secretaria de Educação para fazer investimentos em Robótica com mais equipamentos para as escolas. "Vale a pena o investimento para todas as escolas. Os alunos gostam de trabalhar com novas tecnologias, superar desafios e isto vai de encontro com a proposta da Secretaria que quer os alunos como protagonistas", ensinou a professora. Em 22 de novembro, o Moreira e Silva completará 82 anos.

Estudantes cobram equipamentos novos

Os equipamentos com mais de cinco anos, softwares superados e dispositivos de memória também ultrapassados inviabilizam o desempenho com destaque das escolas públicas nas competições estaduais de Robótica interescolares, reclamam alunos do ensino médio das escolas públicas que conquistaram recentes medalhas em competições locais. Eles cobram novos equipamentos de Robótica à Seduc.

A maioria admite que não tem condições de competir com os colegas das escolas particulares, onde têm professores de Robótica e investimentos em novas tecnologias. Nas aulas nas escolas públicas a situação, segundo os estudantes, é bem diferente. As aulas são improvisadas com professores e monitores de outras áreas do conhecimento.

Um dos que pede investimento é John Victor dos Santos, 18 anos, matriculado no terceiro ano do ensino médio. Ele disse que há três anos tenta vencer os desafios da Robótica com equipamentos com mais de quatro anos. "Nós participamos de competições com desenvolvimento de tecnologia ultrapassada, que não conseguem superar os novos desafios da Robótica", lamentou John em nome de 14 colegas que reclamam da mesma coisa.

Outro estudante do segundo ano do ensino médio, João Cristhian da Silva, de 19 anos, defendeu e cobrou mais investimento para o ensino de Robótica em todas as escolas. Ele tem projetos para desenvolver aplicativos de celular e de aproveitamento de resíduo escolar, mas esbarra na falta de professores com especialidade em programação. "As minhas chances de crescer neste setor, na escola pública, hoje, são mínimas porque estudo com softwares superados".

Gabriel Medeiros, de 19 anos, matriculado na escola de tempo integral professor Afrânio Lages, aproveitou a reportagem da Gazeta para pedir à Secretaria Estadual de Educação mais investimentos no ensino de Robótica. "As aulas de Robótica trazem efeitos positivos também nas outras disciplinas. O aluno de Robótica gosta da pesquisa e de resultados positivos". Com relação às competições entre escolas, também lamentou que a maioria dos colegas de escola pública enfrenta dificuldades de competir com os de escolas particulares. "Geralmente, a gente compete Robótica com escolas particulares famosas que fazem investimentos em tecnologia e em professores. A gente se esforça muito. Mas não tem condições de vencê-los com a nossa tecnologia superada. Mesmo assim, a gente não perde a esperança".

Sinteal recebe crítica de precarização do ensino de Robótica

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal) acompanhou, no início da gestão do secretário de Estado da Educação, vice-governador Luciano Barbosa (MDB), a compra de R$ 16 milhões em laboratórios de Robótica que deveriam atender 216 escolas de nível médio, 50 delas de tempo integral. Hoje, o Sinteal recebe reclamações de estudantes e professores sobre a falta de equipamentos, de mão-de-obra especializada e de atualização de programas e software. A crítica contra a precarização do ensino aumenta a cada dia.

O diretor de Assuntos Jurídicos do Sinteal, professor Edilton Dantas, avaliou que o curso de Robótica começou a ser ofertado na gestão de Renan Filho sem o planejamento adequado para atender a demanda das escolas, sem professores qualificados em Robótica e sem condição para promover a atualização dos equipamentos e software. "A improvisação do ensino de Robótica é ruim porque precariza o ensino público, quando deveria oferecer um curso que a excelência tecnológica exige".

O sindicalista lembrou que a Secretaria de Educação fez investimento alto (R$ 16 milhões) em equipamentos de tecnologia. Por isso, segundo ele, é imprescindível novos investimentos na formação e qualificação do capital humano. "O curso atrai a maioria dos alunos, então não dá para improvisar, nem precarizar".

O curso é oferecido como cadeira eletiva nas 50 escolas de tempo integral, nas escolas regulares é ofertado como atividade ocupacional. Nos dois casos é restrito a um número pequeno de adolescentes. O professor Edilton Dantas também questiona a escola de tempo integral do estado. "Que escola de tempo integral é esta que o estado mantêm? Tem um número menor de alunos (a média é de 250 alunos matriculados quando deveria ter, pelo menos, quatro vezes mais) e isto confirma a deficiência da Secretaria de Educação. Isto poderia estar resolvido se o estado realmente priorizasse a educação pública. A educação deve ser pensada como um todo e não pode ser praticada com improvisação, precarização e arranjos. Assim, não qualifica, não prepara os jovens para cidadania e não os prepara para o mundo da atividade profissional".

O sindicato tem se colocado em defesa da educação pública de qualidade, ressaltou o sindicalista. "Infelizmente, o estado não ouve quem faz educação, está no dia a dia da escola e compreende as deficiências. Os profissionais precisam ser escutados. Esta é, talvez, a maior dificuldade para se promover a qualidade da educação em nosso estado".

Com relação aos índices da educação que até então eram os piores do Brasil, o professor Edilton Dantas registrou "pequenas melhoras". Mas não vê motivos para comemorações. "Continuamos com índices ruins socialmente. O estado ainda tem os piores índices sociais do País. A educação aliada a políticas públicas é o que pode melhorar estes índices", acredita o professor ao destacar que a educação integral não pode ser analisada apenas com número. "Tem que ter projetos de ensino, qualidade das disciplinas ofertadas e profissionais habilitadas".

Excludente

A Robótica é uma disciplina eletiva, faz parte do quadro de disciplinas do ensino integral. O Sinteal analisa que o ensino integral, hoje, é excludente no estado. "É uma escola imensa que cabe mais de mil alunos, tem no máximo 400 matriculados e os professores fazem um esforço para tentar atender a demanda dos estudantes com investimento do próprio bolso", analisou a diretora de Comunicação do sindicato, professora Patricia Davi.

Com relação as propagandas do governo relativas aos investimentos na educação, a professora também lamentou. "Infelizmente, o governo alardeia em torno da Escola 10. Mas, na prática, temos casos de professores que se doam para garantir o rendimento dos alunos. Na prática a gente tem muita improvisação e precarização no ensino público estadual", disse Patricia Davi.

Número da educação básica recua em Alagoas

Os dados Censo escolar divulgado pelo Instituto Nacional de estudos e Pesquisa Educacional Anísio Teixeira (Inep), indica que o número de matrículas na educação básica de Alagoas recuou 17,4% no ano passado, saindo de 1,05 milhão em 2017 para 870,5 mil. Isto representa 187,8 mil matrículas a menos na passagem de um ano para o outro Segundo o órgão, a queda maior aconteceu no ensino médio, com a retração de 184.634 matrículas registradas em 2017, contra 118.393 no ano passado - uma redução de 35,8% ou o equivalente a 66.241 estudantes a menos.

Em contrapartida, houve aumento de 47,8% no número de matrículas na educação infantil - que saltou de 87,3 mil em 2017 para 129,2 mil no ano passado - e de 10,8% nas matrículas do ensino fundamental, que saltaram de 442,6 mil para 490,5 mil.

Principal pesquisa estatística sobre a educação básica, o Censo Escolar é realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação. Com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país, abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular; educação especial; educação de jovens e adultos (EJA); e educação profissional.

Em todo o País, segundo o Inep, foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica brasileira. São 1,3 milhão estudantes a menos que em 2014, o que representa uma redução de 2,6% em cinco anos. Só no ensino médio o número total de matrículas reduziu 7,1%.

Segundo Carlos Eduardo Moreno Sampaio, diretor de Estatística Educacionais do Inep, o total de matrículas do ensino médio segue tendência de queda nos últimos anos. "Isso se deve tanto a componentes demográficos, quanto à melhoria no fluxo no ensino médio, no qual a taxa de aprovação subiu três pontos percentuais de 2013 a 2017. A queda também pode ser explicada pelas altas taxas de evasão e da migração de alunos para a Educação de Jovens e Adultos (EJA)", explica.

Quando se trata de rede pública de ensino em Alagoas, 77,2% da educação básica é ofertada pelas escolas da rede municipal de ensino. Apenas 22,8% do ensino básico é de responsabilidade da rede estadual. A média nacional é de 50,5% para a rede municipal e de 49,5% para a rede estadual de educação.


Redação com Gazetaweb 


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