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11/02/2018 07:56 - Atualizado em 11/02/2018 08:00

Conheça a carga tributária dos produtos usados no carnaval

 

A folia começou, e quem está na avenida não quer saber de muita coisa além de curtição.

Mas o carnaval também é momento de consumo, e muitos dos produtos mais usados pelos foliões chamam a atenção pela alta carga tributária.

É o que mostram dados compilados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) por encomenda da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

As bebidas alcoólicas estão no topo da lista, com peso de impostos de 76% na caipirinha, 62% no chope e 55% na cerveja.

“O ICMS e o IPI são os impostos que mais pesam sobre as bebidas. Em contrapartida, a alta do consumo desses produtos é o que movimenta as vendas de bares, restaurantes e lanchonetes”, diz Marcel Solimeo, superintendente institucional da ACSP, em nota para a imprensa.

O imposto também passa de 40% do preço em itens como colar havaiano, spray de espuma, máscara de plástico, confete e serpentina.

Os peso mais baixo aparece em preservativo (18,75%), passagem aérea (22,32%) e hospedagem em hotel (29,56%).

“O Carnaval impacta pouco o varejo tradicional paulistano, pois o consumo concentra-se na aquisição de itens de menor valor. Além disso, fevereiro já é um mês mais fraco para o comércio por ter menos dias úteis. Por outro lado, o Carnaval pode beneficiar o setor de serviços”, diz Solimeo.

A carga tributária no Brasil é alta na comparação internacional: 32,4% do PIB em 2016, a maior entre todos os países da América Latina e do Caribe.

Além disso, nosso sistema é altamente regressivo: ao focar em impostos sobre consumo e não sobre renda ou propriedade, eles tem maior impacto proporcional sobre os mais pobres da população.

A ACSP também informou que a soma dos tributos pagos pelos brasileiros em 2018 atingirá a marca de R$ 300 bilhões neste sábado (10/2), às 9h10.

No ano passado, o valor do Impostômetro foi alcançado dois dias depois (12/2), o que indica uma aceleração da arrecadação no início deste ano.



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