Notícias / Alagoas


Imprimir notícia

20/03/2020 08:48 - Atualizado em 20/03/2020 08:50

Coronavírus provoca alta de 5% nas vendas de supermercados

 

A situação de pandemia devido a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) não afetou o abastecimento das mercearias e supermercados alagoanos. Devido as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de permanecer em casa para evitar contaminação pelo vírus, a procura dos alagoanos por alimentos que possam ser comprados em grande quantidade aumentou.

A alta procura por parte dos alagoanos foi relatada pelo supermercados, que registraram aumento de 5% no faturamento, se comparado ao mesmo período do mês de fevereiro, como conta o presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto. “Notamos uma maior procura dos consumidores por supermercados realmente. No levantamento que realizamos na metade do mês de março notamos um crescimento no faturamento de cerca de 5% em comparação ao mesmo período do mês anterior”, informou.

“O pessoal se apavorou por conta dessa questão do coronavírus, mas está tudo normal no abastecimento dos supermercados, continua com seu estoque de produtos como sempre esteve. A diferença é o álcool em gel, mas isso está faltando em vários locais. Posso falar que em nível nacional, está tudo normalizado, e o estoque vai durar um bom tempo, não precisa de tumulto”, ressaltou o presidente.

“Não precisam se preocupar, não vai faltar estoque nos supermercados”, completou. E como dito pelo presidente, muitos supermercados já relatam crescimento no número de compradores, como conta a gerente de um supermercado da parte baixa da capital alagoana. ndressa Cesar. “Aqui a movimentação cresceu quando houve esse surto de coronavírus. As pessoas começaram a procurar mais por utensílios de limpeza e por álcool em gel.

Registramos um aumento exponencial em menos de uma semana de vendas, contudo, podemos notar que o setor da padaria, que é onde há mais aglomeração de pessoas, teve uma diminuída no movimento”, disse. “Notamos também aumento na venda de alimentos. O pessoal está comprando muita comida, provavelmente com o objetivo de estocar. O aumento na venda de ovos, que é de fácil estocagem, mostra isso”, ressaltou.

PEQUENO E MÉDIO
A situação dos mercadinhos de bairro não é muito diferente, segundo o presidente da Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Acadeal), José de Sousa Vieira. Segundo ele, no que tange ao abastecimento dos pequenos e médios varejistas a situação vai continuar como de costume, sem previsão de diminuição dos produtos.

“A priori toda essa situação de pandemia não muda muita coisa para o segmento atacadista-distribuidor, porque nós já trabalhamos com estoque acima de 30 dias, então o pequeno e médio varejo, que são os que trabalhamos, estão sendo abastecidos como de costume e pelo menos a curto prazo não temos nenhuma expectativa de mudança desse cenário. Claro, não temos como prever daqui a dois ou três meses, mas por ora está como de costume”, contou. O presidente da Acadeal reforça ainda que as indústrias apesar de já terem anunciado que irão diminuir o quadro de funcionários para evitar aglomerações isso não afetará diretamente na produção, uma vez que nas indústrias grande parte da produção é feita por maquinários.



Gazeta de Alagoas 


Deixe seu comentário

PREENCHA SEUS DADOS ABAIXO

Suas informações pessoais não serão divulgadas.


Comentários 0

Ainda não há comentários nesta matéria.