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13/01/2022 15:48 - Atualizado em 13/01/2022 15:54

Covid: sucessivas doses de reforço podem enfraquecer sistema imunitário

O responsável pelo departamento de Estratégia de Ameaças Biológicas para a Saúde e Vacinas da EMA alerta que as sucessivas administrações de doses de reforço podem enfraquecer o sistema imunitário. 

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) alertou que as sucessivas administrações de doses de reforço contra a Covid podem enfraquecer o sistema imunitário e não ser viáveis.

As doses de reforço “podem ser dadas uma vez, ou talvez duas, mas não é algo que podemos pensar que deve ser repetido constantemente”, afirmou Marco Cavaleri, responsável pelo departamento de Estratégia de Ameaças Biológicas para a Saúde e Vacinas da EMA, durante a conferência de imprensa realizada na terça-feira, citado pela Bloomberg.

Nesse sentido, o responsável aponta que “não podemos continuar a dar uma dose de reforço todos os três ou quatro meses“, dado que isso pode, eventualmente, desencadear um enfraquecimento da resposta imunitária dos cidadãos e causar fadiga na população. “É claro que quando se trata de pessoas vulneráveis e de imunodeprimidos, a situação será um pouco diferente, realmente, para os imunodeprimidos será de esperar que uma quarta dose seja necessária”, afirmou.

Assim, Marco Cavaleri defende que deve ser feita uma avaliação “abrangente” para que se possa determinar “qual poderá ser a melhor estratégia para a vacinação ao longo do tempo” para a população em geral. “Precisamos de pensar de que modo podemos fazer a transição do atual cenário de pandemia para um cenário mais endémico”, sinalizou.

Estas declarações surgem numa altura em que Israel já deu “luz verde” à administração de uma quarta dose de reforço para a população mais vulnerável, tornando-se no primeiro país a fazê-lo. Recorde-se que Portugal, em conjunto com a UE, avançou com um processo para assegurar uma eventual 4.ª dose contra a Covid, mais adaptada à variante Ómicron. Contudo, os especialistas ouvidos pelo ECO dizem que ainda não há evidências para saber se vai ser necessária.


ECO
 


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