Notícias / Polícia


Imprimir notícia

05/04/2019 06:58 - Atualizado em 05/04/2019 06:59

Ex-deputado foi preso pela PRF por porte ilegal

 

O ex-deputado estadual Nelito Gomes de Barros foi preso na tarde desta quinta-feira (4) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por porte ilegal de arma de fogo, no km 36 da BR-104, no município de União Palmares (AL), reduto político do ex-parlamentar que é filho do ex-governador Manoel Gomes de Barros.

A equipe de agentes da PRF abordou o veículo Toyota Hilux, cor prata, dirigido pelo ex-parlamentar e verificou que o condutor estava armado e sem documentação. A fiscalização no veículo também resultou na apreensão de um revólver calibre 38, marca Amadeo Rossi, registrada em nome do ex-governador, mais 15 munições de mesmo calibre.

Constatado o ilícito penal pelos inspetores da PRF, foi dada voz de prisão e Nelito reagiu, mas acabou sendo conduzido à Delegacia da Polícia Civil de União dos Palmares.

Após prestar depoimento ao delegado Walter Nascimento, o ex-parlamentar pagou fiança arbitrada em quatro salários mínimos. E pode responder por crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, nos termos do Artigo 14 do Estatuto do Desarmamento.

O ex-deputado nega ter sido algemado e levado na mala da viatura da PRF, por conta de sua postura de resistência à prisão. Mas admitiu ter reagido verbalmente à ação policial, ao afirmar ao Diário do Poder que deve processar os agentes da PRF, inclusive na corregedoria da instituição.

Nelito alegou que transportava a arma de seu pai da casa do ex-governador, em Maceió, para a Fazenda Jurema, em União dos Palmares, para renovar o registro. Relatou que os policiais disseram que seu carro teria desrespeitado uma ordem policial para parar, dias atrás. E negou para a reportagem ter furado o bloqueio e escapado de abordagem anterior.

“Não tenho muito o que falar. Não sou nenhum bandido. Sou um homem de bem. Ando corretamente. Não reagi a prisão, por que não devo nada. Foi uma ação muito estranha, assim, truculenta, né? Me fizeram descer do carro. Faço esse percurso minha vida toda, de Maceió a União quatro a cinco vezes por semana. Eu disse que estava havendo equívoco. Fora revistar o carro e encontraram a arma registrada, que meu pai pediu para trazer. Argumentei que eles foram grosseiros, abordando de uma forma não necessária, foi feito o boletim, tranquilamente. E também vou entrar com ação pela forma truculenta que eles me mandaram parar o carro, com arma na mão, três policiais, apontando a arma. Reagi nas palavras, não reagi à prisão, disse que a maneira que estavam abordando estava errada. Fui para a delegacia no meu carro, que estava com documentos todos certos e um agente da delegacia me acompanhou”, disse Nelito Gomes de Barros, ao Diário do Poder.

A ocorrência foi divulgada pela Assessoria de Imprensa da PRF, mas sem citar o nome do ex-deputado, que é procedimento comum a todos os casos divulgados.

Reincidência

O ex-deputado Nelito recorre de condenação de 2017, por ter sido flagrado em sua residência, em Maceió (AL), com uma pistola Smith Wesson, mais um carregador e 15 cartuchos da arma de uso restrito das Forças Armadas. Na ocasião, o então deputado foi preso pela Polícia Federal em razão do flagrante ocorrido durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Taturana, em 06 de dezembro de 2007. Seu pai, o ex-governador Manoel Gomes de Barros também foi preso no mesmo dia, e também chegou a ser condenado, em 2017, porque a PF encontrou em sua fazenda, uma submetralhadora Taurus Famae ponto 40, também de uso restrito.

Em novembro de 2016, juntamente com outros oito parlamentes e ex-deputados, Nelito Gomes de Barros foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) por atos de improbidade administrativa; enriquecimento ilícito; prejuízo ao erário e atentar contra os princípios da administração pública, no âmbito do processo decorrente da Operação Taturana, deflagrada na Assembleia Legislativa de Alagoas, em dezembro de 2017.

Nelito foi condenado a ressarcir ao erário R$435.353,30, com juros e correção monetária; pagar multa civil no importe idêntico ao do acréscimo patrimonial, além das custas processuais. E ainda teve suspenso seus direitos políticos pelo prazo de dez anos; e está impedido de contratar com o Poder Público ou dele receber benefícios durante dez anos.


Diário do Poder  


Deixe seu comentário

PREENCHA SEUS DADOS ABAIXO

Suas informações pessoais não serão divulgadas.


Comentários 0

Ainda não há comentários nesta matéria.