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15/09/2020 10:39 - Atualizado em 15/09/2020 10:43

Governo de Alagoas pune policiais penais para se omitir da culpa em superlotação

Superlotação pode configura crime de tortura em presídios alagoanos  

A situação nos presídios de Alagoas mostra o descaso do governo para com o sistema prisional. Segundo relatos de servidores do sistema prisional, o governo de Alagoas não cumpre seus deveres de gestor e, para fugir das culpas, tenta punir que também é vítima do abandono da gestão Renan Filho.

O afastamento dos policiais pode se configurar como, além de retaliação, uma forma de tentar fazer com que a opinião pública se volte contra os servidores. O responsável pela superlotação e pelos maus tratos aos detentos, caso haja, é o próprio Governo quando não gerencia de forma humana os presídios e seu sistema.

As três Casas de Custodias que poderiam minimizar as mazelas do Sistema Prisional de Alagoas continuam fechadas, seriam elas apenas marketing politico? Segundo matéria publicada na Gazetaweb, em 2019, o Governo Renan Filho gastou mais de R$ 4,5 milhões em reformas e prédios em Casas de Custódias, mas  até o momento elas continuam servido apenas de enfeite. Estão nesta situação as de Santana do Ipanema, Penedo e Delmiro Gouveia

O sindicato já havia se pronunciado afirmando que o impasse está no próprio governo e que faltaria vontade política do governador para colocá-la em funcionamento.

Os policiais tentaram mostrar a realidade do sistema prisional de Alagoas e estão sendo perseguidos, segundo relato dos próprios policiais penais. O vídeo mostra detentos retirando seus companheiros de cela na tentativa de ajudá-los. Para se afastar da culpa, o Estado preferiu punir os servidores. A negligência por parte do Estado pode se configurar crime de tortura.  


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