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12/06/2018 05:42 - Atualizado em 12/06/2018 05:45

Idoso sofre com falta de leitos em UTI do HGE

 

Após ter enfrentado um acidente vascular cerebral (AVC), o paciente Aurino José da Silva, de 80 anos, sofreu com a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na saúde pública, em Maceió. Foi necessária uma decisão judicial para que o Estado cumprisse o direito à saúde, disponibilizando assim a internação em UTI.

No dia 26 de maio, em razão de um AVC, o idoso foi para a ala azul do HGE e depois transferido para a enfermaria neurológica da unidade de saúde. Após aproximadamente seis dias no HGE desde a sua entrada até a transferência em razão de inexistir [naquele momento] um profissional que pudesse passar uma sonda nasal para a passagem da alimentação que o paciente necessitava, o HGE possibilitou a transferência para a Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos.

O paciente estava sem se alimentar a seis dias quando foi para a Santa Casa e no HGE, foram realizadas várias tentativas de passar uma sonda nasal extremamente desproporcional para a narina do idoso.

A família conta que, preocupada com a demora, foi necessário procurar ajuda de um advogado para conseguir a internação do paciente na UTI. Segundo o advogado que protocolou o pedido, é de responsabilidade do Estado, em todas as suas esferas de atuação, o cumprimento do direito à saúde de todos os cidadãos, nos termos do art. 198 da Constituição Federal.

Ao ser comprovada a necessidade de acompanhamento por neurologista e internação em UTI, a justiça fez o Estado garantir imediatamente as diligências necessárias para a internação e disponibilizar leito no HGE.

Em nota, a assessoria do HGE informou que o paciente deu entrada com sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), e esclareceu que ele era portador de enfermidade oncológica cujo acompanamento era realizado por outra unidade hospitalar. O HGE também negou a falta de profissional e disse que existiam médicos e demais profissionais escalados para o procedimento. O hospital também acrescentou que a transferência do paciente ocorreu por vontade dos familiares.

Confira a nota, na íntegra, abaixo:

O Hospital Geral do Estado (HGE) informa que o usuário Aurino José da Silva, de 80 anos, deu entrada no dia 26 de maio de 2018, às 14h08, com sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Hipertenso, a doença foi comprovada a partir da realização de exames, os quais nortearam a equipe médica na adoção devida de intervenções farmacológicas e outros tratamentos.

O idoso é portador de enfermidade oncológica que já tem o acompanhamento de outra unidade hospitalar, essa referenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), condição que não exclui o risco de agravamentos. Já interno na Ala F, destinada à pacientes neurológicos, Aurino da Silva recebeu os cuidados da equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas, terapeutas e fonoaudiólogo.

O HGE nega a suposta falta de profissional para a aplicação de sonda nasal e acrescenta que existiam médicos e demais profissionais escalados para o procedimento. E pontua que a transferência para outra unidade hospitalar aconteceu por vontade dos familiares, que providenciaram todos os trâmites necessários ao deslocamento para leitos não pertencentes à lista de retaguarda.

Ao sofrer piora no dia 6 de junho de 2018, às 22h50, o usuário voltou ao HGE e, após tomografia de crânio, concluiu-se o desenvolvimento de um segundo AVC. Respirando com ajuda de uma máscara de Venturi, Aurino da Silva repetiu todos os exames, devidamente hidratado, responsivo e medicado. De início, nesse retorno, sem indicação de UTI pelo hospital que deu continuidade ao tratamento após a internação anterior, a avaliação médica referenciava a Área Amarela, porém posteriormente foi visualizada a necessidade dos cuidados da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Logo feita à indicação pelo médico plantonista, o Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HGE foi acionado, quando foi surpreendido com a ação judicial movida pela família. Entretanto, como aconteceria mesmo sem a intervenção judicial, tão logo um leito foi desocupado na UTI, o idoso mencionado foi transferido e, nesse momento, encontra-se em estado de saúde considerado grave, devido ao câncer e aos AVCs, porém hemodinamicamente estável e afebril.



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