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18/05/2020 10:30 - Atualizado em 18/05/2020 10:32

Ingerência e nepotismo no Lacen será investigada pelo MPE

 

As denúncias reveladas pelo deputado Davi Maia (DEM), durante várias sessões na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), apontando uma série de irregularidades administrativas no Lacen/AL [Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas], agora vão ser analisadas, no âmbito do Ministério Público Estadual (MPE), pela coordenação das Promotorias de Justiça da Fazenda Pública Estadual.

Na semana passada, o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, acolheu o parecer da Assessoria Técnica para que o processo passasse a tramitar no órgão ministerial.

O chefe do MPE publicou, na edição desta segunda-feira (18), do Diário Eletrônico, o detalhamento da movimentação dos autos. A partir de agora, os promotores da Fazenda Pública Estadual vão se debruçar no farto material enviado pelo gabinete do parlamentar.

A Gazetaweb espera, desde a semana passada, informações da Diretoria de Comunicação do Ministério Público acerca da tramitação destas denúncias.

DENÚNCIA

Davi Maia enviou ao MPE a denúncia de prática escancarada de nepotismo no Lacen e falhas nos procedimentos adotados pelo laboratório na realização dos testes para detecção de coronavírus em Alagoas e na lista de prioridades para que os exames fossem feitos.

O deputado listou os cargos ocupados por ligações políticas e familiares no referido laboratório. Ele revelou que o filho da chefe setorial da Soroteca trabalha no setor de análises, o esposo dela é chefe da TI [Tecnologia da Informação], a filha é advogada do laboratório e a nora, chefe da Imunologia.

Ele mostrou que o filho da chefe do RH trabalha no setor de Bromatologia, a prima dela é chefe do setor de Saúde do Trabalhador, a nora trabalha no Administrativo e o sobrinho, no Almoxarifado. A chefe do setor de qualidade é esposa de um dos chefes e a nora dela é da Biologia Molecular.

Segundo Davi Maia, até quem fornece as quentinhas é mãe de uma das funcionárias, e o filho do chefe do financeiro da secretaria também trabalha no Lacen.

Ele também fez pedido formal de esclarecimentos ao Executivo e de respostas de servidores e ex-servidores da Saúde que estão exercendo cargos no laboratório de maneira indevida. Um deles, segundo o parlamentar, foi preso na Operação Florence "Damas das Lâmpadas", da Polícia Federal (PF), que teve como alvo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Maia disse que recebeu, de fontes ligadas ao Lacen/AL, todas as informações necessárias, com documentos, fotos e relatórios, para subsidiar os requerimentos feitos com a cobrança de esclarecimentos por parte da chefia do Executivo estadual.

O Governo do Estado, por sua vez, ainda não se pronunciou acerca da denúncia de nepotismo e vem negando, veementemente, os relatos de falhas nos testes para Covid-19.


Com Gazetaweb 


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