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15/03/2018 23:49 - Atualizado em 15/03/2018 12:22

Inquérito sobre relação de Renan Filho com Odebrecht chega ao STJ

 

Informação publicada no Blog Painel da Folha de São Paulo afirmam que chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) nos últimos dias o inquérito aberto para apurar suspeitas de que o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), recebeu propina da Odebrecht na construção do Canal do Sertão Alagoano.

O governador foi atingido pela delação da empreiteira junto com o pai, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O caso estava no STF e foi desmembrado em agosto, porque governadores têm foro especial no STJ. O ministro Francisco Falcão será relator do inquérito sobre Renan Filho.

O Caso
Renan Filho (PMDB), é investigado em ao menos dois inquéritos autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht. Fachin autorizou inquéritos para investigar 8 ministros, 24 senadores, 39 deputados e 3 governadores.

José Renan Vasconcelos Calheiros Filho será investigado junto com seu pai, Renan Calheiros (PMDB-AL), senador e ex-presidente do Senado, nos dois inquéritos. Em um deles, o senador Fernando Bezerra de Souza Coelho (PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional, também é investigado.

No primeiro inquérito, Renan Calheiros e Renan Filho são suspeitos de terem recebido "pagamento de vantagem indevida" da Odebrecht, que buscava a "aprovação de legislação favorável aos interesses da empresa", segundo o MP.

O delator e ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho afirmou ter se reunido com Renan pai, que pediu a doação eleitoral a seu filho, candidato ao governo de Alagoas em 2014. Segundo o MP, João Antônio Pacífico Ferreira autorizou o repasse de R$ 1,2 milhão ao PMDB, via doação oficial ao partido, dos quais ao menos R$ 800 mil foram para a campanha de Renan Filho.

Após as doações, o Ministério Público diz que a MP 677/2015 foi convertida na Lei 13.182/15, que beneficiou a Braskem S/A, empresa controlada pelo grupo Odebrecht, e "o grupo compreendeu adequada a efetivação do pagamento solicitado".



Por Genival Silva com Folha e G1 


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