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06/11/2018 09:11 - Atualizado em 06/11/2018 09:13

Maceió recebe pré-estreia de novo filme do cineasta alagoano Cacá Diegues

 

A magia e a poesia do circo vão invadir as telonas da Sétima Arte pela ótica sensível de dois gênios alagoanos. Inspirado na poesia de Jorge de Lima, o cineasta Cacá Diegues produziu o longa-metragem “O Grande Circo Místico”, que chega a Maceió (AL) em avant-première na noite desta terça (6), no Cinema Cinesystem, localizado no Parque Shopping Maceió, no bairro Cruz das Almas.

O longa que disputa a estatueta de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2019 será exibido às 21h e traz no elenco nomes como Mariana Ximenes, Bruna Linzmeyer, Jesuíta Barbosa, Juliano Cazarré e Antonio Fagundes.

“O Grande Circo Místico é, certamente, a consequência do que procuro no cinema desde que fizemos ‘Cinco vezes Favela’, em 1962, produzido pelo Centro Popular de Cultura da UNE. Ele não é igual a nenhum de meus filmes precedentes, mas é tributário de todos eles”, traduz o cineasta Cacá Diegues.

O Grande Circo Místico foi lançado no Festival de Gramado deste ano e exibido no Festival de Cannes, dentro da Sessão Especial da 71ª edição. A produção cinematográfica só chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de novembro.

Cacá Diegues ocupa a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras e já concorreu três vezes à Palma de Ouro, principal prêmio do Festival de Cannes. A primeira vez foi com “Bye Bye Brasil” (1980), um de seus grandes sucessos. Também levou às telonas “Xica da Silva” e “Tieta do Agreste”.

Desta vez, inspirou-se no poema do romancista, ensaísta e artista plástico Jorge de Lima, um dos grandes cultores da língua portuguesa de todos os tempos. Além do poema que dá título ao filme, o longa incorpora pedaços da obra de Jorge de Lima na narração.

O filme conta a história de cinco gerações de uma família dona de um circo criado em 1910, rodado em Lisboa três anos atrás. A trama explora a essência circense construída com um linguajar poético, acrobacias e histórias românticas.

Em meio a um diferente tipo de arte, a circense, passando pela decadência e pelos dias atuais, “O Grande Circo Místico” retrata também a maneira como personagens femininos encaram dificuldades e as consequências de suas escolhas.

“Não sei se esse é um filme feminista, no sentido contemporâneo e militante do termo. Mas é claramente conduzido pelo destino de seus personagens femininos, frente a interdições masculinas que quase sempre as levam à tragédia. No fim das contas, a redenção chega através de mulheres”, declara Cacá.



Diário do Poder/Al 


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