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24/03/2020 07:16 - Atualizado em 24/03/2020 07:20

MP acusa prefeito de Teotônio de se promover com pandemia

 

A Justiça decretou, nesta segunda-feira (23), a indisponibilidade de bens do prefeito de Teotônio Vilela, Joãozinho Pereira (MDB), e de outras três pessoas até o limite de R$ 50 mil, a recair sobre os bens imóveis e móveis de cada um. A determinação é de juiz Allysson Jorge Lira de Amorim, titular da Comarca Municipal, e atinge o chefe do Gabinete, Peu Pereira (PP); a secretária de Assistência Social, Giselda Barbosa Lins; e o vereador André Novinho (MDB).

Segundo o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), eles são acusados de distribuírem cestas básicas, gravarem vídeos e postarem nas redes sociais fazendo promoção pessoal, em ano eleitoral. Num dos vídeos, a secretária Giselda Barbosa e o vereador André Novinho afirmam que os mantimentos estão sendo doados pelo prefeito Joãozinho Pereira.

De acordo com o juiz Allysson de Amorim, as atitudes denunciadas pelo MPAL revelam que os réus se valem do estado de calamidade e pandemia, provocados pelo novo Coronavírus (COVID-19), para fazerem promoção de imagem pessoal, com uso da máquina pública.

“Na inicial demonstram os indícios de irregularidades quando da distribuição dos alimentos, possivelmente oriundos da merenda escolar, como forma de promoção pessoal dos requeridos, com fins eleitoreiros, no âmbito do Município de Teotônio Vilela, ainda mais em um momento em que todo o mundo trava verdadeira luta no combate a uma pandemia. É de se reconhecer que tais condutas, como alega o MPAL, estariam contrárias às hipóteses permitidas pela Constituição Federal de 1988”, destacou o magistrado.

Por sua vez, Joãozinho Pereira informou que o projeto "Prefeitura Perto de Você" já atuou em mais de 50 ações, há vários anos, independentemente de ser ano de eleição ou não. Segundo o prefeito, neste ano a ação já beneficiou o Povoado Sucupira e a comunidade de Bairro Gerais será próxima, de acordo com cronograma da administração.

“Já estávamos fazendo as casas, feiras compradas, ação da saúde alinhada, ordem de serviço da nova creche do Bairro, reforma da praça e outras ações como de costume, mas tivemos que parar tudo! Mas achei por bem mandar a Secretaria entregar às cestas, pois já estavam lá, mas não poderia juntar o povo, então mandei entregar de casa em casa! Respeito todo e qualquer membro da justiça, mas acredito que está de hoje, não passa de um grande equívoco do MP!”, escreveu o prefeito nas redes sociais.


Paulo Marcello - Já é Notícia 


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