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13/05/2018 08:34 - Atualizado em 13/05/2018 08:36

Mudança para nome social em título atrai poucos eleitores do público trans em AL

 

Uma decisão do Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitiu que, nas eleições 2018, travestis, transexuais e transgêneros incluam o nome social no título de eleitor. Entretanto, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas, apenas 63 pessoas fizeram a inclusão do nome social no lugar do civil.

Não há dados oficiais sobre a quantidade de transexuais, travestis e transgêneros em Alagoas, mas o número de pessoas que solicitaram a inclusão do nome social é considerado baixo.

Para a presidente da Associação de Travestis e Transexuais de Alagoas (ASTTAL), Natasha Wonderfull, o grupo está unido para mudar o nome civil na Justiça e por isso acaba deixando o nome social de lado.

“O nome social ajuda, mas não resolve o problema. Muitos transexuais e travestis estão querendo mesmo a mudança de nome e gênero, então, acredito que por isso eles não foram atrás para inclusão do nome social no título”, disse Natasha ao Cada Minuto.

Natasha citou como exemplo o caso dela com a carteira do Coren [Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas]. “Na minha carteira existe o nome social e o civil, as pessoas que olham encontram os dois nomes [masculino e feminino] e para algumas pessoas isso é constrangedor”, contou.

A alagoana Suham Torres, de 66 anos, foi uma das 63 pessoas que incluíram o nome social no título. Para ela, a sensação de mudança é gratificante e mostra que a luta da classe está sendo reconhecida.

“Sei que muitos transexuais e travestis não foram fazer a inclusão do nome, mas alguns não fazem por falta de conhecimento ou por algo cultural mesmo, outros não querem se expor”, ressaltou Suham.

Mas de acordo com Suham, ser reconhecida pelo nome social é "conciliar corpo e mente”. Além disto, é possível mostrar à sociedade a verdadeira essência de quem se é. “É um direito que conquistamos”, finalizou.

No Brasil, transexuais já podem adotar o nome social em identificações não oficiais, como crachás, matrículas escolares e na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo. A administração pública federal também autoriza o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais desde abril do ano passado.



Cada Minuto 


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