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27/01/2018 04:22 - Atualizado em 27/01/2018 04:29

Na contramão: Alagoas fechou 2017 como campeão em desemprego do nordeste

 

Enquanto figurou como destaque nacional entre as únicas cinco unidades da Federação a não ter suas contas públicas deterioradas nos últimos três anos de crise, o Estado de Alagoas fechou o ano de 2017 com a pior redução de empregos formais no Nordeste e a segunda pior do Brasil, só perdendo para o Estado do Rio de Janeiro, que vive uma tragédia nas contas públicas e em sua economia.

O nível de desemprego divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (26) é mais uma prova a reafirmar que os tempos da “bonança” exaltados pelo governo de Renan Filho (MDB) não trouxeram melhora nos índices mais essenciais à vida dos alagoanos.

O Estado de Alagoas fechou o último ano como 8.255 postos de trabalho formais a menos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Houve 108.597 contratações de alagoanos com carteira assinada, em 2017, enquanto as demissões foram 116.852, ao longo do ano.

O ano de 2017 foi positivo para o mercado de trabalho de 15 Unidades Federativas. O destaque foi para a criação de postos em Santa Catarina (29.441), Goiás (25.370), Minas Gerais (24.296), Mato Grosso (15.985) e Paraná (12.127).

Em contrapartida, os resultados mais negativos foram os do Rio de Janeiro, com 92.192 postos de trabalho fechados, Alagoas (-8.255 postos), Rio Grande do Sul (-8.173 postos), Pará (-7.412 postos) e São Paulo (-6.651 postos).

No primeiro ano do governo de Renan Filho, 2015 terminou com a redução de 4.703 empregos com carteira assinada em Alagoas. E, em 2016, foram 8.503 postos de trabalho fechados.

CONTRAMÃO

Enquanto Alagoas mantém maiores níveis de desemprego, os números do Caged registram a melhora do mercado de trabalho formal brasileiro, em 2017, com o fechamento de 20.832 vagas. Os dados apontam um cenário de otimismo para o ano de 2018 no Brasil, se for levado em conta o fechamento de 2016, que apresentou um saldo negativo de 1.326.558 vagas, e de 2015, quando houve queda de 1.534.989 postos de trabalho no País, na série ajustada.

“Aqueles foram os piores resultados da série histórica do Caged, mas em 2017 o impacto positivo das medidas do governo já foi sentido, revertendo a tendência de retração do mercado de trabalho formal”, disse o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura.

Em dezembro de 2017, Alagoas registrou perda de 1.272 postos de trabalho formais, quando houve 5.927 admissões e 7.199 desligamentos de funcionários com carteira assinada.

E o setor da indústria de transformação, que concentra as usinas de açúcar e álcool de Alagoas, obteve o pior desempenho entre os oito setores da economia, em 2017, com o fechamento de 4.297 postos de trabalho.

Também tiveram desempenho negativos os setores da construção civil (-2.375), agropecuária (-848), comércio (-498), serviços industriais de utilidade pública (-103), extrativa mineral (-72), serviços (-42) e administração pública (-20).

Maceió aparece no topo da lista de municípios onde mais foram fechados postos de trabalho, com saldo negativo de 3.041. Na sequência, aparecem Delmiro Gouveia (-594), Rio Largo (-515) e Campo Alegre (-500). Enquanto Coruripe foi o único a fechar o ano com saldo positivo de empregos com carteira assinada: de apenas 4 vagas abertas, entre os municípios com mais de 30 mil habitantes. (Com informações do Ministério do Trabalho)



Fonte: Diário do Poder  


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