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29/07/2020 14:13 - Atualizado em 29/07/2020 14:16

#NaturaNão: Boicote à marca ganha força nas redes sociais

 

A reação do público mais conservador à campanha da Natura de Dia dos Pais fez a marca de cosméticos ficar entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. A empresa escolheu a transexual Thammy Miranda como garoto propaganda da ação #MeuPaiPresente, mas recebe uma enxurrada de críticas e ameaças de boicote com a tag #NaturaNão.

Por meio das redes sociais, Thammy disse que “amor, respeito, afeto e coragem são coisas que precisamos pra enfrentar a vida”. Em vídeo, Gretchen acusou os críticos de não serem pais de verdade por estarem incomodados com a escolha da Natura.

Procurada, a Natura informou que acredita na diversidade, que é um valor “expresso em nossas crenças há mais de vinte anos, estando sempre presente em nossas campanhas publicitárias e projetos patrocinados”.

– A campanha de Dia dos Pais mergulha na rotina desafiadora que todos estão vivendo durante a quarentena e mostra como esse intenso convívio pode fortalecer a relação entre pais e filhos, mostrando que a presença paterna é o maior presente. É um convite para ampliar as representações do homem contemporâneo a viver sua masculinidade de forma mais aberta e leve. A Natura celebra todas as maneiras de ser homem, livre de estereótipos e preconceitos, e acredita que essa masculinidade, quando encontra a paternidade, transforma relações.

POLÊMICA COM BEIJO LÉSBICO
Não é a primeira vez que a empresa, que adquiriu o Avon em janeiro deste ano, se vê envolvida em polêmicas. Há um ano, a Natura sofreu boicote por parte de alguns consumidores ao mostrar três casais de mulheres se beijando nas peças publicitárias da Coleção do Amor. Dentre as participantes, estava uma drag queen.

A onde de boicotes fez o grupo novamente ficar em evidência no Twitter e vários usuários manifestaram a insatisfação com a empresa. Um deles disse que “a Natura se esqueceu que as revendedoras são em sua maioria donas de casa conservadoras e mães que tiram um extra para ajudar o marido, odiadas pelas ‘lacrudas’ que as chamam de oprimidas ou machistas”.


Pleno News  


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