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13/10/2020 09:37 - Atualizado em 13/10/2020 09:40

Operação do MP contra fraude na compra de remédios

 

Um ex-secretário de articulação política foi preso, na manhã desta segunda-feira (13), durante uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Estado de Alagoas, que investigou um esquema fraudulento na compra de medicamentos no município de Santana do Ipanema.

O mandado de prisão temporária foi cumprido com o apoio da Polícia Militar. De acordo com o Ministério Público, mais dois mandados de busca e apreensão foram expedidos para coleta de elementos relacionados às investigações na área da saúde. Dois contratos que somam cerca de R$ 250 mil são alvos da apuração.

Segundo as investigações conjuntas do Gaeco e da 4a Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema, o ex-secretário municipal participou de fraudes cometidas por empresários do ramo de medicamentos, os quais teriam fornecido notas fiscais para uma determinada prefeitura sertaneja, sem o devido repasse dos remédios supostamente adquiridos. O município investigado, por sua vez, pagou grandes quantias para essas empresas responsáveis, sendo que parte dos valores foram destinados a agentes públicos, configurando o crime de corrupção.

Durante o cumprimento dos mandados, as diligências resultaram na apreensão, dentre outras coisas, de dispositivos eletrônicos e documentos. Tudo isso será levado para a sede do Gaeco para fins de análise por parte dos promotores de Justiça.

Embolia

O nome da operação, Embolia, remete à obstrução de vasos pelo deslocamento de um trombo (coagulação de sangue) até o local da obstrução. No caso da investigação, os agentes envolvidos geraram uma obstrução dos recursos públicos que, em vez de serem destinados à saúde, acabaram por culminar com o enriquecimento pessoal dos investigados.

A operação Embolia é um desdobramento da operação Sepse, anteriormente deflagrada pelo Gaeco. Após o estudo de tudo o que foi apreendido, das provas produzidas e da oitiva dos envolvidos, o Gaeco irá remeter o procedimento criminal ao Poder Judiciário.


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