Notícias / Polícia


Imprimir notícia

21/08/2018 15:16 - Atualizado em 21/08/2018 15:17

Polícia Civil caça irmão de ex-ministro do Turismo, em Alagoas

 

A Polícia Civil de Alagoas cumpriu hoje (21) um mandado de busca e apreensão contra Thalys Beltrão Siqueira, que já é considerado foragido por encontrar-se com mandado de prisão preventiva em aberto. O acusado de chefiar uma organização criminosa especializada em furtar baterias de torres de telefonia celular é filho do deputado estadual João Beltrão (PRTB-AL) e irmão do deputado federal e ex-ministro do Turismo Marx Beltrão (PSD-AL).

Preso em flagrante em 02 de julho, Thalys foi alvo de mandados expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, especializada e processar e julgar casos envolvendo o crime organizado. A ação policial é comandada pela Gerência de Recursos Especiais (GRE) da Divisão de Investigação e Capturas (DEIC).

Segundos os investigadores, delegados Fábio Costa, Cayo Rodrigues e Thiago Prado, da GRE, há dois crimes de furtos de baterias de torres de telefonia já comprovados. Em um deles, Thalys aparece coordenando a ação criminosa, em imagens divulgadas pela Polícia Civil.

“Não há dúvidas quanto à participação de Thalys no crime. Ele foi flagrado por câmeras de segurança instaladas em uma das torres alvos do furto. As imagens mostram nitidamente o momento em que ele comanda os demais. Além disso, ainda está sob investigação a possível participação dele em outras ocorrências semelhantes já que se trata de crime bastante comum no Estado”, explicou o delegado Fábio Costa, em entrevista à Gazetaweb.

A Polícia Civil justifica a necessidade de prisão preventiva pelo fato de o prejuízo causado pelos crimes ser considerado incalculável para a população e para as empresas de telefonia. E ainda conclui que o valor do produto dos crimes é alto e as baterias seriam destinadas a proprietários de som automotivo chamados “paredões”.

O flagrante
Quando foi preso, em julho, o jovem integrante do clã Beltrão estava com 16 baterias de gel usadas em torres de telefonia celular, avaliadas, em cerca de R$ 8 mil; e também estava com uma pistola Glock 380 com três carregadores e 30 munições, com certificado de registro de atirador e guia de transporte.

Ele foi liberado em audiência de custódia, após o delegado Leonardo Assunção lavra o flagrante por receptação de produtos de crimes e infração contra o Sistema Nacional de Armas. E a defesa do acusado vê arbitrariedade na ação policial e acusou o delegado de “querer aparecer no jornal por conta da família do acusado”.

A polícia afirma que o grupo criminoso atuava principalmente no Litoral Sul do Estado, reduto político da família Beltrão, cuja população ficou desassistida de serviços de telefonia nos últimos meses, com a intensificação das ações criminosas. 


Deixe seu comentário

PREENCHA SEUS DADOS ABAIXO

Suas informações pessoais não serão divulgadas.


Comentários 0

Ainda não há comentários nesta matéria.