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05/12/2018 05:54 - Atualizado em 05/12/2018 05:55

Prefeitura vai decretar estado de emergência no Pinheiro

 

O coordenador da defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos informou nesta terça-feira, dia 04, que a Prefeitura de Maceió vai decretar estado de emergência no bairro do Pinheiro. O decreto sairá na edição do Diário Oficial do Município de amanhã, dia 05.

Segundo o coordenador a medida segue o protocolo recomendado pela Defesa Civil Nacional e acontece após dez meses dos abalos e tremores que deixaram diversos imóveis danificados e interditados. "Até o momento 60 unidades foram desocupadas, mas é possível que outras 30 ou 40 precisem ser interditadas", comentou Dinário à reportagem do CadaMinuto.

Os moradores do bairro estiveram reunidos nesta manhã para cobrar das autoridades competentes respostas concretas sobre causas que provocaram diversas rachaduras nos imóveis.

Após o aparecimento das rachaduras, muitos moradores tiveram que deixar suas casas e alguns prédios foram interditados pela Defesa Civil. Desde o mês de março, estudos e mapeamentos foram realizados para avaliar a área, mas até o momento os moradores não obtiveram nenhuma resposta sobre o problema e continuam sem poder retornar aos seus imóveis.

Existe uma suspeita de que os danos nos imóveis tenham sido provocados pela operação da Braskem. O protesto foi um pedido de socorro dos moradores, já que muitos estão morando esse tempo em casas de parentes ou amigos.

O caso

Em fevereiro, fortes chuvas que caíram na capital abriram fissuras nas ruas do bairro do Pinheiro que se agravaram após o tremor de terra do dia 03 de março, sentido em diversos pontos da capital alagoana. No bairro os moradores relataram que sentiram o abalo de forma mais intensa.

Dias depois começaram as fendas que estavam no asfalto e as rachaduras das calçadas começaram a invadir casas e apartamentos. Dai por diante moradores começaram a conviver com o medo das residências desabarem o que levou muitos deles a deixar os imóveis.

No dia 12 do mesmo mês técnicos da CPRM estiveram na região afetada e avaliaram os imóveis danificados e não descartaram que a causa pudesse ser uma falha geológica, problemas na tubulação ou concentração de água no solo.

Em junho um grupo de trabalho criado para dar continuidade aos estudos e a investigação foi discuta em Brasília, com o Governo Federal, após a emissão do laudo elaborado pelos professores doutores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que iniciaram os levantamentos e recomendaram estudos mais aprofundado.



Cada Minuto 


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