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03/12/2017 06:40 - Atualizado em 03/12/2017 06:45

Rejeição a Temer, de 71%, para de subir, mas economia preocupa

 

O governo Michel Temer (PMDB) segue sendo muito mal avaliado pelos brasileiros, mas o índice oscilou negativamente pela primeira vez após subida constante desde que o presidente começou a ser avaliado pelo Datafolha, em julho do ano passado.

Temer é rejeitado por 71%, uma variação de dois pontos para baixo do registrado em setembro –dentro da margem de erro. Acham o governo regular 23%, contra 20% na pesquisa passada, e os que o aprovam como ótimo ou bom seguem sendo 5%.

Em dezembro de 2016, o Datafolha aferiu a comparação dos governos de Temer e de sua antecessora cassada, Dilma Rousseff (PT).

Naquele momento, 40% achavam o peemedebista pior; agora são majoritários 62%. Creem que Temer faz melhor gestão 13% (contra 21% antes) e que registra igual desempenho 23% (ante 34% no ano passado).

Nas últimas semanas, o governo tem adotado um discurso otimista, amparado em indicadores da economia.

Planos eleitorais inclusive estão sendo feitos baseados na premissa de que a melhora na economia poderá ajudar o governo a ter voz ativa durante a campanha de 2018, inclusive estimulando a pré-candidatura do ministro da área, Henrique Meirelles.

Mas o fim da recessão e dados positivos como o controle da inflação e baixa nas taxas de juros não entusiasmam ainda a população.

Segundo o Datafolha, esperam que a inflação vá piorar 60% dos ouvidos, contra 56% em setembro. Acham que ficará onde está 24% (27% no levantamento anterior) e que o índice cairá os mesmos 11% de antes.

Já o início da queda nos altos índices de desemprego legados pela recessão parece estar sendo percebido.

Acham que o indicador vai piorar 50% da população, contra 53% registrados em setembro e mantendo uma curva descendente desde dezembro do ano passado.

Paradoxalmente, subiu o percentual de pessoas que consideram a ameaça de perder o emprego como a coisa que mais lhes dá medo: passou de 26% para 31%. Aqueles que não se sentem afetados por isso oscilaram de 41% para 42% dos ouvidos.

Outros indicadores aferidos, contudo, mostram pessimismo do brasileiro.

Caiu bastante de setembro para cá, por exemplo, o índice de pessoas que acham que haverá alguma melhoria no seu poder de compra –de 25% para 19%.

A sensação de que a economia ficará como está nos próximos seis meses ocorre para 37%, enquanto 32% esperam piora e 27%, melhoria.

Já no campo pessoal, 43% acreditam que a situação econômica irá melhorar nesse mesmo período, contra 19% que preveem piora e 35% que acreditam em estabilidade.

A percepção dos efeitos da crise econômica difere entre os mais ricos e os mais pobres.

No primeiro grupo, 31% avaliam que sua situação econômica pessoal piorou, e 42% acham isso do país como um todo. Já entre os mais pobres, 68% veem o país em uma situação pior, e 60% acreditam na deterioração de suas condições pessoais.

A saúde permanece como o principal problema do Brasil. Um quarto dos ouvidos citou a questão como prioritária, enquanto 19% falaram em desemprego e 15%, em corrupção como flagelo.

O último índice apresentou uma queda abrupta desde julho de 2016, quando era considerado o principal problema brasileiro –32% dos entrevistados então fizeram essa avaliação.


Folha 


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