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02/12/2018 18:06 - Atualizado em 02/12/2018 18:09

Renan Calheiros afronta o Poder Judiciário

 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) usou mais uma vez as redes sociais para fazer criticas ao Poder Judiário. Nesse sábado (1), Renan expôs uma conversa que teve, onde falou sobre o que pensa do reajuste dos Poderes no final da legislatura.

Segundo o senador, "o buraco é bem maior". Renan disse que "o Brasil seria um país mais respeitável se os problemas da corrupção, da transparência, do Ministério Público Federal, do Judiciário, e das contas públicas como um todo fossem apenas esses R$ 39 mil do teto e os R$ 6 mil do auxílio-moradia dessa gente".

Para Calheiros, vão seguir coagindo o STF, não deixando a Câmara dos Deputados votar o fim do abuso de autoridade, dos supersalários, das aposentadorias de juiz e promotor quando comentem malfeito, mas pressionam a Câmara e o STF para manter privilégios.

E quando questionados sobre provas, Renan diz afirmarem que não precisam de provas.

Confira na íntegra:

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge (que Janot acusara, lembram, de ser ligada a mim quando eu nem a conhecia), não pode ceder ao fétido corporativismo e patrimonialismo de setores do Ministério Público Federal e do Judiciário.

Nesta semana, não lembro quem, quis saber o que eu penso do reajuste dos Poderes no final da legislatura. Eu disse: o Brasil seria um país mais respeitável se os problemas da corrupção, da transparência, do Ministério Público Federal, do Judiciário, e das contas públicas como um todo fossem apenas esses R$ 39 mil do teto e os R$ 6 mil do auxílio-moradia dessa gente.

O buraco é bem maior, segui respondendo. Continuam pagando salários de 150, 200, 300 mil reais Brasil afora. A que pretexto? Não importa, eles dizem que é salário. De que fonte, de onde vem o dinheiro? Também não importa, continuei respondendo, até o FUNJURIS serve.

Na prática, enfatizei, são mais de 20 penduricalhos. Talvez, esse auxílio-moradia para marido, para esposa, mesmo tendo casa própria, seja mais defensável, por exemplo, do que a ajuda para educação que o contribuinte paga aos filhos deles até 25 anos de idade, mesmo que seja apenas para aprender inglês.
Mas lembre-se, prossegui: o Moro falou que tudo isso é justificável porque é salário.

Enquanto isso, eles vão seguir coagindo o STF, não deixam a Câmara dos Deputados votar o fim do abuso de autoridade, dos supersalários, das aposentadorias de juiz e promotor quando comentem malfeito.
Não sei se você se recorda, mas o Senado já votou tudo isso.
Mas eles pressionam a Câmara e o STF para manter privilégios.

E vão seguir divertindo a plateia...Mandam prender o Pezão porque o pé cresceu demais; mandam Adib Assad citar Serra, Alckmin, Marta; fazem outra denúncia contra o Lula, desta vez por ter recebido doação para o Instituto (só quem pode receber por palestra é o Dellangnol); aproveitam também e mandam Pallocci fazer uma nova delação.
Entre eles, alguém questiona: e a prova?
E outro responde: nunca precisamos de prova.

E o jogo continua...


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