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25/11/2019 06:29 - Atualizado em 25/11/2019 06:32

Renan Filho barra direito a sala de repouso para enfermeiros nas unidades de saúde

Decisão do governador de Alagoas é repudiada pela categoria que promete mobilizações  

O governador Renan Filho (MDB) decidiu barrar o projeto de Lei que cria salas de convivência e repouso para os profissionais de enfermagem que atuam nas unidades de saúde públicas e privadas em Alagoas. A medida pegou a categoria de surpresa e já existe uma convocação para atos de protesto contra a decisão do chefe do Executivo.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL), Renné Costa, a atitude do governador Renan Filho é desumana. Ele destaca a ausência de locais adequados para o descanso dos profissionais, desde enfermeiros a auxiliares técnicos e que alguns são obrigados a descansar em macas ou até mesmo em cima de papelões.

“Ainda hoje encontramos serviços de saúde que não dispõem de lugar destinado ao descanso de auxiliares, técnicos e enfermeiros. Descansamos em macas, papelões, de baixo de balcões de postos de enfermagem... Isso é desumano, insalubre e não dá a dignidade que a maior força de trabalho da saúde alagoana merece", disse.

Renné afirmou que a categoria está se organizando para protestar em frente ao Palácio República dos Palmares para tentar rever esta decisão. Os profissionais relatam que em algumas unidades de saúde os locais apresentam condições insalubres, fazendo com que os profissionais durmam mal, descansem menos do que o necessário, o que pode acarretar na falta de atenção no desempenho de suas funções.

"O trabalho de peregrinação nos gabinetes dos deputados já começou e uma nova mobilização deve ser marcada entre a classe para o dia da votação na Assembleia Legislativa. O mais importante é cada profissional lembrar quem votou na última eleição e fazer um apelo nas redes sociais. Precisamos cobrar de quem nos representa".

Em seu veto, Renan Filho justificou que uma iniciativa do tipo, a de criar as salas de repouso, deveria ser apresentada pelo chefe do Executivo e não pela Assembleia Legislativa (ALE). Os deputados ainda vão analisar o veto nas próximas semanas e podem derrubá-lo ou mantê-lo.

"Só queremos respeito. Não é possível que não se sensibilizem conosco, somos gente que cuida de gente, estamos adoecendo. Recebemos o veto com muita surpresa, pois o impacto para os cofres do Estado e municípios é muito pequeno, quase inexistente. Os casos mais graves estão nos hospitais filantrópicos e privados", finalizou Renné Costa.


Por Paulo Marcello
Imagem: Ascom/AL 


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