Notícias / Alagoas


Imprimir notícia

15/04/2018 06:40 - Atualizado em 15/04/2018 06:47

Renan Filho rende-se e oferece 10% de reajuste

 

Após obter a rendição do governo de Renan Filho (MDB), através de uma ameaça de motim e de um protesto que levou quase três mil policiais e bombeiros militares à porta da sede do Governo de Alagoas, as associações militares recuaram no cronograma de radicalização que previa o aquartelamento das tropas, na noite desta sexta-feira (13), ao obter a proposta de reposição salarial de 10%, parcelada em quatro anos, na mesa de negociação na Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).

Segundo as associações militares, o boicote em massa de policiais militares do serviço voluntário da Força Tarefa da Segurança Pública de Alagoas é a única medida mantida, até a realização de uma assembleia geral, na tarde da próxima terça-feira (17), quando a proposta de 10% de reposição das perdas inflacionais, a ser aplicada a partir de 2019, será apreciada pelas tropas. A assembleia foi marcada para 14h, na sede da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal).

Atividades como o aquartelamento, fechamento do Porto de Maceió e retirada de bombeiros da brigada de incêndio do Aeroporto Zumbi dos Palmares foram suspensas. Mas ainda há dúvidas sobre a presença de policiamento militar no jogo de futebol entre o CSA e o Goiás, no fim da tarde deste sábado (14), pela Série B do Campeonato Brasileiro, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, diante da informação de que o clube alagoano teria contratado 140 seguranças, para a área interna.

AVANÇO
O presidente da Assomal, coronel J. Claudio, considerou que a evolução nas negociações resultou na suspensão do cronograma, depois que o governo passou do percentual de reposição de 3,8% apresentado na segunda-feira (9), para 6%, na tarde desta sexta, ampliado para 10% no avançar da noite, após ser recusada pelas associações militares na mesa de negociação composta por representantes da Seplag, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

“O governo apresentou uma proposta de valorização salarial, somada ao destravamento de outras demandas da categoria que estavam representadas. Assim, as associações, em contrapartida, resolveram suspender as outras ações do cronograma de atividades, até a realização da assembleia geral, onde as propostas serão submetidas à aprovação ou não pela tropa”, disse o presidente da Assomal, que chegou a afirmar não temer ser preso por causa da radicalização do movimento.

A adesão em massa ao movimento de boicote à Força Tarefa, aliada à negativa de Renan Filho de receber os representantes do movimento incentivou as tropas a exigir uma equiparação do reajuste ao percentual de 29% dado à categoria de delegados da Polícia Civil, previsto para ser aplicado a partir de janeiro de 2019, após dez anos sem aumento. A proposta inicial das tropas da PM e do Corpo de Bombeiros foi de 10,61%.

Associações militares defendem que as tropas responsáveis pelos avanços na segurança pública de Alagoas merecem mais reconhecimento, além de servirem como manequim de propaganda do governo de Renan Filho.

‘ESFORÇO’

O titular da Seplag, Fabrício Marques, disse que o montante da proposta de reajuste apresentada foi resultado de “muito esforço da equipe de negociação”. E sua assessoria ressaltou que, somente no governo Renan Filho, a folha salarial dos militares alagoanos – ativos, inativos e pensionistas – teve um aumento de 50,6%, saltando de R$ 850 milhões para R$ 1,3 bilhão no período, enquanto a folha total das demais categorias teve um acréscimo de 21%.

Na quarta-feira (11), o comandante da Polícia Militar de Alagoas, coronel Marcos Sampaio, publicou nota em que disse entender os anseios das categorias militares na busca por valorização profissional. Mas afirma que “não vai admitir radicalização ou indisciplina por parte dos policiais militares que aderirem ao movimento”.

O movimento unificado é composto pelas associações dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), dos Bombeiros (ABMAL), de Cabos e Soldados (ACS), dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL) e dos Praças (Aspra), e pela União dos Policiais e Bombeiros Militares (UMP).



Diário do Poder 


Deixe seu comentário

PREENCHA SEUS DADOS ABAIXO

Suas informações pessoais não serão divulgadas.


Comentários 0

Ainda não há comentários nesta matéria.