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20/11/2020 08:48 - Atualizado em 20/11/2020 08:49

Sem registro e sem partido Luciano conturbou todo o processo político em Arapiraca

 

Arapiraca enfrenta um dos imbróglios políticos mais constrangedores da sua história. Pela primeira vez uma eleição na segunda maior cidade do Estado poderá ser anulada por conta da situação irregular de um dos participantes do pleito, que no último domingo (15) recebeu a maioria dos votos nas urnas, mas nem por isso está apto para assumir o cargo em janeiro de 2021.

Trata-se de José Luciano Barbosa da Silva, recentemente expulso do MDB, sigla na qual foi projetado politicamente e militou há mais de uma década.

Sem atender as mínimas qualificações exigidas pela justiça eleitoral, Barbosa teve seu nome programado nas urnas, disputou o pleito e obteve a maioria dos votos, numa eleição marcada por muita confusão e compra de votos. A Polícia Federal (PF) esteve em Arapiraca no dia da eleição e flagrou diversos atos criminosos, entre eles a distribuição irregular de combustíveis para eleitores de Barbosa.

“Eleito”, mas sem aptidão para assumir o cargo, Luciano agora busca sua última cartada, torcendo para a realização de uma nova eleição, onde terá a oportunidade de indicar outro candidato que atenda as qualificações exigidas pela lei.

Acontece que os demais candidatos já desmontaram suas estruturas, seja ela financeira, equipes de trabalho, material de campanha, entre outras, o que torna um novo processo algo praticamente inviável e perigoso. Em Arapiraca, os casos de Covid-19 estão aumentando gradativamente e uma nova eleição representaria um grande risco para a saúde pública.

Uma coisa é fato: Independente do que acontecer, Luciano não será o próximo prefeito de Arapiraca. Caso perca nos tribunais terá que dar lugar a segunda colocada no pleito, no caso a prefeita Fabiana Pessoa, ou em caso de vitória, terá que indicar alguém no seu lugar, caso haja uma nova eleição.

Os demais candidatos e a população arapiraquense não podem pagar o preço de começar tudo do zero para reorganizar a bagunça generalizada deixada por alguém que, sequer, deveria ter sido autorizado para ser candidato.


Por Paulo Marcello 


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