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06/07/2019 06:24 - Atualizado em 06/07/2019 06:26

Veja como delegados descobriram golpe de integrantes de ONG

 

Os delegados Leonam Pinheiro, Thiago Prado e Fábio Costa relataram em vídeo divulgado nesta sexta-feira (5) como descobriram um golpe de três integrantes da ONG Pata Voluntária. As investigações, que tiveram início após uma denúncia sobre a invasão do abrigo, localizado no Jaraguá, culminaram com a prisão das três diretoras da entidade por estelionato, comunicação falsa de crime e organização criminosa. Elas também podem responder por crime ambiental, de acordo com a Polícia Civil.

O delegado Leonam Pinheiro relatou que, no decorrer das investigações sobre a invasão, a polícia constatou que tudo era uma fraude. "Quando nós passamos a investigar vimos que não tinha crime algum, que na verdade, se passava de uma fraude, em que as proprietárias do Pata Voluntária se utilizavam para receber valores, que chegaram ao montante de R$ 70 mil em um vaquinha voluntária".

Após a descoberta, o delegado Leonam Pinheiro acionou os delegados da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic). "Essas pessoas fizeram uma falsa comunicação de crime, falando que o estabelecimento teria sido invadido, teria tido o roubo e elas teriam sido violentadas. Comprovamos que tudo não passou de uma farsa e elas acabaram confessando a prática criminosa", explicou Fábio Costa.

O delegado Thiago Prado relatou que, durante a operação deflagrada na manhã desta sexta-feira, as três responsáveis pela ONG Pata Voluntária foram autuadas em flagrante. "Na residência delas foi constatada a presença de animais silvestres sem a autorização legal".

O delegado Leonam Pinheiro explicou que, após interrogatório, Pali Pedrosa Mondal, 28 anos, Nayane Perícia Silva Barros, 26 anos, e Maria Gisele do Nascimento Oliveira, 23 anos, irão para o sistema prisional. Além disso, ele explicou que a polícia pediu a quebra do sigilo bancário e o bloqueio das contas para tentar identificar as vítimas e diminuir o prejuízo.

Em nota, o Grupo Pata Amada esclareceu que a instituição não foi alvo de nenhuma ação ou investigação policial. "Viemos por meio desta, informar que a investigação sobre o suposto crime de estelionato e a prisão da presidente de uma instituição que resgata animais, não se trata do Grupo Pata Amada, como algumas pessoas estão confundindo. Esperamos que o caso seja esclarecido", diz a nota da organização sem fins lucrativos e que atua no amparo de animais em situação de rua.



Gazetaweb 


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