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PF investiga grupo que fraudou 336 cartões de crédito da Caixa, no Ceará, com documentos falsos

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PF investiga grupo que fraudou 336 cartões de crédito da Caixa, no Ceará, com documentos falsos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (29), a Operação Cartão Família, por meio da qual investiga um grupo criminoso suspeito de fraudar 336 cartões de crédito da Caixa Econômica Federal, no Ceará. O grupo teria contratado os cartões por meio de documentos falsos.

As investigações foram iniciadas a partir de comunicação feita pela Centralizadora de Segurança em Cartão de Crédito (CECAC) da Caixa Econômica Federal, que identificou movimentações atípicas e indícios de fraude sistêmica. Em seguida, comunicou o observado às autoridades federais, que iniciaram as apurações policiais.

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O esquema envolvia a utilização de informações pessoais de terceiros para a emissão irregular de cartões de crédito, cujos limites eram rapidamente esgotados em estabelecimentos comerciais suspeitos, distribuídos em diversos municípios do Ceará. Foram identificadas 86 contratações fraudulentas, que resultaram na emissão de 336 cartões de crédito no período de janeiro a abril de 2024, causando um prejuízo confirmado de R$ 637.738,54.

PF investiga grupo que fraudou 336 cartões de crédito da Caixa, no Ceará, com documentos falsos

O núcleo central da organização se valia de alterações cadastrais para direcionar os cartões para um endereço familiar previamente definido, onde eram recebidos e desbloqueados com o auxílio de números de telefone vinculados a contas bancárias e chaves PIX. As investigações apontam também para a possível utilização de identidades falsas para ocultar a autoria das contratações.

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Com isso, nesta sexta, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência dos indivíduos investigados, e apreendidos diversos aparelhos celulares, chips de celulares, documentos de terceiros (pessoas sem relação com a residência), cartões de crédito, cheques bancários e outros materiais.

Conforme a PF, o material já confirma as suspeitas da investigação policial. “Os elementos reforçam a tese de que o núcleo familiar se utilizava de dados de terceiros para viabilizar a emissão fraudulenta de cartões de crédito, com o intuito de realizar compras em estabelecimentos comerciais”, pontua.

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Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra a Caixa Econômica Federal (art. 171, §3º, do Código Penal), associação criminosa (art. 288), falsidade ideológica (art. 299), uso de documento falso (art. 304) e, eventualmente, lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998). Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

As investigações continuam com a análise técnica e pericial do material apreendido, para identificar outros possíveis envolvidos nos crimes e esclarecer a cadeia de atuação da organização.

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Fonte: gcmais.com.br