Na tentativa de encontrar água em sua propriedade, o agricultor Sidrônio Moreira perfurou um poço, mas para sua surpresa o líquido que brotou da terra era bem diferente, escuro, viscoso e com odor característico ao de óleo automativo, podendo ser petróleo. Após o episódio, decidiu procurar o Instituto Federal do Ceará (IFCE) para avaliar o material
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O fato aconteceu em Tabuleiro do Norte, no Baixo Vale do Jaguaribe, quando o agricultor Sidrônio Moreira, cansado da falta de água que afeta sua família há anos, decidiu perfurar um poço em busca de água. Desde o episódio, que ocorreu na comunidade rural do Sítio Santo Estevão, o caso se tornou um mistério científico e social. Amostras do material foram encaminhadas para análise no Núcleo de Pesquisa em Baixo Carbono da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), no Rio Grande do Norte, onde testes físico-químicos indicaram que a substância possui características semelhantes a hidrocarbonetos e ao petróleo da Bacia Potiguar, região conhecida por reservas de petróleo.
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O fato surpreendente chamou a atenção da comunidade, já que a propriedade fica fora dos blocos oficialmente mapeados para exploração pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso significa que, mesmo se confirmada a presença de óleo, ainda há um longo processo regulatório e técnico para saber se existe uma jazida econômica — e qual seria seu potencial real.
Enquanto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é oficialmente comunicada e avalia os próximos passos técnicos, o caso já ultrapassa os limites dos laboratórios e ganha força no debate público. O vídeo que circula nas redes sociais, mostrando a rotina no campo e a surpresa dos moradores diante do material escuro encontrado durante a perfuração de um poço, ampliou a discussão sobre os desafios históricos do sertão cearense.
Agricultor encontra material semelhante a petróleo no interior do Ceará
No semiárido, onde a escassez de água molda a vida cotidiana, a descoberta inesperada simboliza ao mesmo tempo esperança e incerteza. Para parte dos internautas, as imagens revelam a dureza da vida rural e reacendem o sonho de transformação econômica. Para outros, reforçam a complexidade de um território marcado por estiagens prolongadas e limitações estruturais.
Especialistas ponderam que, mesmo que se confirme a presença de petróleo, isso não significa exploração imediata ou retorno financeiro à comunidade. Estudos geológicos detalhados, viabilidade econômica e autorizações regulatórias ainda seriam necessários. Até lá, o episódio permanece como um retrato emblemático do sertão: resiliente, imprevisível e constantemente entre a expectativa e a realidade.
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Fonte: gcmais.com.br











